Penso que o evangelismo é organizar, treinar, incentivar e divulgar princípios humanitários a fim de desenvolver ideais bíblicos para ajudar comunidades a restabelecerem a dignidade humana.
Deve-se enxergar onde mais almas precisam conhecer a Cristo - essa é a nossa função. Deus é o grande autor do evangelismo.
Muito além de uma propaganda cristã, o evangelismo se configura numa praxis a ser levada pelos cristãos (At 11.26), e assim, não é uma opção ministerial ou ter ou não o dom, nem questão de chamado, mas uma necessidade, comissionada por Cristo (Mt 28.18-20) para atender a todos os povos, línguas e nações (Ap 7.9) - significado para o qual Cristo deu Sua vida por todos.
E onde começa nossa missão? Na oração. Estar em comunhão com Deus e receber Seu discernimento sobre a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor para nós e para as pessoas a serem alcançadas, visitadas e amparadas.
Há 3 áreas que os cristãos devem observar:
a) Ciente da responsabilidade
Visão macro sob a perspectiva bíblica: Qual é a necessidade do próximo?;
b) Sentir a responsabilidade
Sentir amor pelos necessitados, paixão desenfreada pelos perdidos, querer que o próximo sinta o que sentimos e recebemos;
c) Disposição a esta responsabilidade
Fazer algo concreto em favor do próximo, sem medir esforços.
Não podemos transformar a grande comissão numa grande omissão.
As leis espirituais que determinam o relacionamento com Deus estão intrínsecas no amor de Deus e tudo o que fez através do plano perfeito (Jo 3.16). Se o homem não experimenta as bençãos e o amor de Deus é porque ainda está separado pelo pecado (Rm 3.23). E só Jesus Cristo pode nos reconciliar com o Pai, ao experimentarmos o amor e fazer parte do plano perfeito baseado no sacrifício de Jesus, pois Ele é a porta (Jo 14.6), bastando apenas, nos arrepender de nossos pecados e reconhecer a Cristo como único e suficiente Salvador, tendo a certeza da vida eterna (I Jo 5.11).
(leia a continuação)
Ao dizer que o tempo do arrependimento chegou porque o reino de Deus estava próximo (Mc 1.15), não e tratava do tempo cronológico, mas sim de uma realidade acessível (próxima) a todos. A única coisa que impede a Salvação é o seu arbítrio.
Ao falarmos 'reino', damos a impressão de lugar (geográfico), mas ao falarmos 'reinado', fico com a impressão de ação perpétua do reinar de Deus, e nos dá autoridade de Deus - onde o reinado de Jesus começa em nós - e Ele é o portador do reino de Deus. Ao falarmos de 'Império', falamos de opressão, morte, escravidão, despojo de guerra, onde alguém manda e o outro obedece. Mas ao falarmos de 'reino', falamos de alguém que é único, que manda, e seus leais súditos, predomina o amor e respeito, onde há servos mas como se fossem irmãos.
O evangelismo permite transmitir o trabalho deste rei legítimo, Jesus, o Cristo - ao retomar este mundo que jaz no maligno e é o deus deste século.
A missão da Igreja é declarar a única mensagem de autoridade do reino de Deus, dada a nós, Igreja do Senhor. Saiamos e anunciemos que há um rei legítimo, verdadeiro, presente, onde as autoridades se submeterão a Ele - pois este rei é maior até que a morte, pois ressuscitou ao 3º dia, e nós somos comissionados a ressuscitar os que estão mortos também, pois nEle está a vida e o amém.
Enquanto Igreja não podemos admitir alguém criado á imagem e semelhança de Deus ser desconstruído, ter fome e sede, enfermidades, degeneração da família, solidão, escravidão, á mercê de espíritos malignos. A Igreja é o único sinal de Deus na terra em como deve funcionar o mundo, através do evangelismo.
Graça e paz!
O maior desafio do cristão nós conseguimos resumir em uma palavra: permanecer.
Jesus é o tronco principal, enquanto nós somos apenas os galhos, sem vida em si mesmos, mas se conectados a Ele, conseguiremos dar fruto porque assim, há vida.
Agora, o que é fruto? É o resultado deste relacionamento, do permanecer em Cristo. Sem Ele, nada somos.
Árvore alguma geme para dar o seu fruto.
Não fomos chamados para dar fruto, não fomos chamados para fazer força para dar fruto, já que o fruto é automático quando permanecemos no tronco principal.
E mais: Se Jesus disse "permaneça", é porque haverão forças que tentarão nos desarraigar deste relacionamento.
Jesus, em oração, pede para que permaneçamos uns com os outros, pois alguém só é capaz de dar muito fruto quando está conectado a Cristo e a Deus. Tem outro jeito?
Cristo é perfeito, seguimos a Ele, por isso o desafio é permanecer junto ao outro, ao nosso próximo - é a única forma de frutificarmos.
Quem é pai e mãe sabe, só conseguimos gerar um filho quando há intimidade, relacionamento, conexão, amor, e frutificando, geramos um filho.
Conselho: Não se esforce para dar fruto, mas se esforce muito para permanecer conectado, em intimidade e comunhão com o teu próximo, isto nos leva a ter frutos.
O grupo que você frequenta (ministério ou em casa) está junto por causa desse ministério ou surgiu esse ministério como resultado da unidade dessas pessoas por gostarem de estar juntos?
Gerar fruto não é "ficar junto". Não é só andar com quem você se identifica. Os frutos vem da unidade dos diferentes. Sempre disse que um quebra-cabeças é formado por peças diferentes, pois se fossem iguais, jamais encaixariam. Eu e minha esposa, homem e mulher, diferentes entre si, tivemos intimidade, amor, e geramos filhos. O nosso desafio é permanecer na vertical conectado a Cristo e a Deus, e na horizontal, conectado ao próximo, mesmo sendo completamente diferente deste próximo - isto é levar uma vida de Cruz.
Assim, praticamos a ordem de Jesus, amar a Deus de todo coração, com toda nossa alma, com todo entendimento e com toda nossa força, e ao próximo, como a ti mesmo (Mc 12.30,31). Nada é maior que isso.
Que a Graça e a paz de Cristo esteja contigo!
Como é bom iniciar o ano e saber que sou do meu amado e e o meu amado é meu. Fui às lágrimas ontem, abraçando minha família no reveillon, e nada assentava no meu coração, a não ser gratidão - algo como querer apenas agradecer por tudo o que Deus permitiu em minha vida. Não conseguia "pedir" nada. O que me foi dado era bom demais. Hoje posso dizer, como Paulo, que aprendi a viver na escassez e na abundancia.
Fica fácil compreender que o sangue de Jesus atua antes mesmo da fundação do mundo - eficazmente! (I Pe 1.19,20). Por isso todas as coisas foram criadas (Jo 1.3) - assim sendo, a "história" é anterior à fundação do mundo, correto? Pois é, a 'história' iniciou-se na decisão da Trindade ao optar pelo sacrifício, pois criou seres onde o arbítrio traz consequências, e a Trindade sabia disso.
Se a criação se sustenta no sacrifício, e este é anterior à criação, o esvaziamento (Fp 2.5-8) é anterior à criação. Primeiro, aceita tomar a forma de servo, depois, é achado em figura humana.
A Trindade criou o mundo em Cristo (Cl 1.15-17), por isso a criação não foi destruída na queda de Adão, porque estava em Cristo. Se Cristo é Deus-Filho, esvaziado no estado de sacrifício, onde o sangue, conhecido antes mesmo da fundação do mundo, reconciliou tudo e todos, com Deus (Cl 1.20).
Um Deus santo não carrega pecadores, mas Deus, em estado de sacrifício, carrega.
Já que o mundo foi criado em Cristo, o pecado então, estava previsto. A Trindade em Cristo é a Trindade em estado de sacrifício. Todas as coisas foram feitas por meio de Cristo, e por meio dEle, tudo subsiste (Cl 1.17). A Trindade estava em Cristo reconciliando o mundo consigo (II Cor 5.19).
Cristo é a Trindade em estado de sacrifício. Jesus não pediu a Glória que tinha antes da encarnação, mas a que tinha antes que o mundo existisse, pois tudo o que a Trindade decide, já é.
Lembre-mo-nos disso.
Feliz Ano Novo!
Somos obra das mãos de Deus, em honra, para a glorificar ao Pai que está nos céus.
A terra, onde pisamos é pura, é pó, pois do pó viemos, frágeis, onde até o vento leva. E a Palavra de Deus nos alerta para o cuidado de não sermos levados por vento de qualquer doutrina. A terra, seca, de nada adianta (Gn 3.19b), mas misturado à água (que significa a Palavra de Deus), começa a ser vida - eis o barro. Este barro (mistura do pó com a água), se torna moldável, sem resistência (Ef 5.26) nas mãos de quem nos criou.
A última fase para a sedimentação deste vaso para a honra é o fogo (que significa o Espírito Santo), onde mesmo que achássemos que está pronto, ainda deve passar por altas temperaturas (Lc 3.16) - é como o barro se sedimenta, endurece, pois só assim suportará o conteúdo que Deus colocará dentro deste vaso. Deus faz com o nosso caráter algo parecido: primeiro forja, trata, modela, e depois coloca o conteúdo que Ele quer. Odres velhos não suportam vinho novo.
As quedas, os desertos, as provações, as dificuldades, os destemperos de personalidade, as enfermidades podem quebra este vaso, apesar de ter sido feito para a honra.
Após ter sido moldado, forjado pelas mãos de Deus (o oleiro), seremos mergulhados na Palavra de Deus, através da santificação em Cristo Jesus, e este vaso não quebrará facilmente, pois o fogo do Espírito Santo nos enrijece. Não nos perderemos em qualquer ensinamento vão, nem seremos levados por vento de doutrinas, não nos jogaremos do pináculo, nem tentaremos a Deus - mas estaremos sempre prontos a servir.
Se durante a caminhada você cansar ou se incomodar, lembre-se: Tudo coopera para o bem, segundo o propósito do oleiro.
Graça e paz!
Algo que ninguém pode se esquivar é que fomos criados para a glória do Senhor e às boas obras.
Assim, não há aspecto algum que não seja governado por Deus em nós. Porém, há princípios ao adequarmos nossa vida às redes sociais.
Exemplo de princípio das redes sociais: Elas foram criadas por pessoas que não temem ao Senhor. Vale um adendo aqui: Assim como o mundo da moda e a comunicação (Tv, jornais, revistas, sites, etc), salvo raras exceções.
Se por um lado, a única coisa que temos que fazer é glorificar a Deus, por outro, negamos isso no Facebook. Algum desavisado pode questionar: "Como assim?". Só falamos de nós, ostentamos tudo como se fosse nosso, enquanto por princípio, somos apenas administradores das coisas de Deus. Postamos fotos de onde fomos e o que comemos - enquanto muitos não tem. Fomentamos e suscitamos a inveja, a cobiça, o orgulho, a avareza, a depressão (por não ter nem ser), desprezamos o próximo enquanto Jesus nos mandou amar. Fazemos na exata proporção contrária, o que está escrito em At 2.45: "Segundo a necessidade de cada um", ou seja, não era por igual a divisão, era algo mais sublime, do alto, era segundo o que cada necessitava. Enquanto um precisava pagar uma conta de luz, o outro precisava de uma cesta básica, e o outro, de remédios. E todos tinham o necessário, não sobejava nada. Sempre vou bater nessa tecla, nosso governo é o Reino - há um Rei sobre todos nós - mas a forma de governar a Igreja sempre deve ser social (jamais socialista!), porque como ser feliz se ao olhar pela janela ainda vejo necessitados, mendigos na fé, pedintes, tão longe do Pai?
Na verdade, mostramos quem não somos para quem não gostamos nem nos conhece, aquilo que não temos. E pagamos sabe-se lá como.
A glória aqui, após as 'curtidas' e 'compartilhadas' não é de Deus. E desculpem, se a glória das coisas que fazemos não é para Deus, alguém quis tomar a Sua glória, e este, tem sua história contada nas Escrituras Sagradas.
E essa é a tal "vanglória", a glória vã, essa glória para nada serve.
O feed de notícias é sobre o "eu", sobre o amor por si mesmo que promove seu ego. Levamos a pessoa para o nosso mundo ou as encorajamos na caminhada com Deus, em Cristo Jesus, desafiados que somos a viver em comunhão, santidade e obediência, buscando em todo tempo a Salvação?
(leia a continuação)
Férias na praia é uma delícia, mas postar fotos destas férias dizendo "Deus tem nos abençoado", pode não necessariamente, louvar a Deus. Tudo (até dinheiro) é espiritual, mas edificamos alguém ou estamos dando um tempinho em ser cristãos - porque não é fácil ser cristão... Precisamos repensar nossa vida cristã e para edificar requer altruísmo, reflexão.
Ao postar nas redes sociais sobre a corrupção de políticos, por exemplo, exige de nós uma base moral profunda, caráter, e além de tirarmos a justiça das mãos de Deus, trazendo para nós mesmos como "paladinos da justiça", não honramos a autoridade estabelecida sobre nós (I Pe 2.17). Honrar não significa anuência.
Ao declarar o colapso da civilização (e é isso que tenho visto durante e após as eleições) promovemos preocupações, tanto com o futuro quanto a nossa confiança no Senhor (Mt 6.34) pois colocamos Deus em xeque.
Há posts com total falta de modéstia: posições ou opiniões sobre a fé do outro, a posição política do próximo, a prática religiosa do ateu,e até pessoas colocando-se acima dos outros - acho que encontramos os semideuses. Famílias, filhos e pais, irmãos de sangue, em passeios, praias e jantares, inimigos pelas redes sociais, fugindo da única forma de glória que nos é permitida (Jr 9.24) - a Glória de Deus.
O post pode refletir humildade considerando sempre o outro superior a nós (Fp 2.3). Se é feito com ambição, orgulho e egocentrismo, não é o padrão de Cristo.
Querer atualizar sempre a foto foto do perfil, entrar nas redes sociais durante o expediente de trabalho, deixar de cumprir seu papel enquanto família, nem ao menos o chamado do Senhor, tem tudo a ver com seu perfil moral, ética e caráter, pois é assim que mostramos quem somos. Debates, dificilmente geram amor, e a resposta branda desvia a raiva (Pv 15.1). As redes sociais promovem rusgas e brigas, egoísmo e narcisismo, destroem famílias e amizades, suscitam pecado. Perceba se, ao entrar nas redes sociais, alguém pode sentar ao seu lado e ver o que faz, o que conversa, o que posta, ou tudo tem que ser em segredo, no escuro.
O Evangelho deve ser multiplicado, inclusive, se for necessário, fale de Jesus. Mas não confunda a mente nem o coração de quem está vendo o seu perfil.
NaquEle, que nos conhece, do sentar ao levantar, do falar ao deitar, sabe todos os nossos caminhos, e nada podemos esconder.