terça-feira, 17 de maio de 2016

Quem me livrará (pte.1) - Romanos 7:24

Porque insistimos em fazer o que não se deve? Repetimos comportamentos, hábitos e relacionamentos danosos? E ouço muitos querendo até se livrar, mas não conseguem, escravizados que estão. De vez em quando, apesar de crer que Jesus é meu único e suficiente salvador, acreditar no Espírito Santo agindo em mim, em comunhão, me pego questionando se me converti de verdade. Me sinto o joio, e me entristeço. Você não? Que bom, depois me dá a receita. 

As leis de Deus não são restrições conspirando contra o meu prazer. Quando Deus, o Pai, diz "não faça isso!", é como se fosse a direção a seguir, são informações privilegiadas, não para nos manipular, mas para experimentar sua boa, agradável e perfeita vontade. Como se o que fôssemos fazer, nos fará mal, nos destruirá. O Pai não permitindo isso, nos protege da ignorância, rebeldia, orgulho e prepotência. Quando diz: "Não coma do fruto da árvore do bem e do mal", sou eu dizendo para minhas filhas, enquanto pai, para não comerem porque aquilo as matará. O amor que sinto por elas faz com que eu seja criterioso, e diga 'não'. 

Penso ser "do bem", sou de Cristo, creio, oro e jejuo, medito na Palavra de Deus, acredito no Santo Espírito, sou da luz, tento ser sal. Ok, então "como" tenho essas vontades e esses pensamentos? Como sinto atração por coisas que não deveria? E eu confesso: de vez em quando, deslizo conscientemente. Penso e faço o que não deveria. Não sei como eu faço isso, pois me envergonho, me faz mal, mas...continuo fazendo. Você que lê isso também deve deslizar. E no dia seguinte, como diz um pastor que gosto muito, sentimos a "rebordosa", o arrependimento.
Irmão, não estamos sozinhos: Paulo era igual.
Guiado pelo Espírito, descobriu que dentro dele existe pecado (não só cobiçar, matar ou roubar, etc). Paulo fala de "pecado", algo singular, que nos leva em direção ao mal, um impulso irresistível para comer do fruto que não deveríamos. Um princípio ativo dentro de nós que nos arrasta. Somos ambíguos, pois fomos criados á imagem e semelhança de Deus, e também somos pecadores que nos leva a comer do fruto proibido. Não resistimos ao mal.

Quando Deus diz para não comer, achamos justo. E agradecemos, porque é para o nosso bem. Veja, em Romanos 7:14, Paulo foi vendido como escravo. Em Romanos 7:17, o pecado habita nele. Em Romanos 7:18, nada que é bom habita nele. E em Romanos 7:23, é prisioneiro do pecado que habita nele.

(leia a continuação)

Quem me livrará? (pte.2) - Romanos 7:24

Paulo diz que há algo maior dentro de nós que não controlamos, pois não faço o bem que eu quero e desejo fazer, mas o mal, que eu odeio, esse eu faço. Desejo coisas boas, mas não consigo. Assim como nós, agora que conhecemos a revelação de Deus, Paulo estava inconformado. Se a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, então estamos indo para o lado contrário. O que fazemos é imperfeito, ruim e desagradável.
Sabemos distinguir o bem do mal, portanto não somos seres amorais. Temos prazer na lei de Deus, assim como Paulo.
Aqui entra a culpa.
Nosso corpo tem limites sob a pena de se destruir. Nosso corpo tem vícios: carboidrato, doce, gordura, nicotina, álcool, cafeína, cheio de componentes químicos.
Fumar, beber e matar, se faz com o corpo.
Mentir, negociar e flertar, se faz com a alma.
E o corpo se vicia nas coisas que a alma faz. E fazemos sem pensar. Cérebro é corpo. Mente, pensamento e imaginação, é alma. Comer picanha é corpo, cobiçar, é alma. Sua alma fica em oração enquanto seu corpo vai comer? Não. Mas tudo o que é da alma o fazemos através do corpo. Agora, imagine quantos hábitos (vícios) sua mente não adquiriu? Quantos padrões psicossomáticos não adquirimos? Nós matamos com a língua até dentro de casa, quando se diz ao filho que ele não será nada quando crescer, por exemplo. Não agredimos com a mão, mas com a alma, para humilhar, destruir a autoestima.
Paulo diz que seu corpo está viciado, mau comportamento, e ele não consegue resistir. E grita: "Miserável homem que sou! Quem nos libertará desse corpo mortal?" (Romanos 7:24). 

Ironicamente, aprendemos que, se aceitássemos a Jesus Cristo como salvador, seriamos novas criaturas, só vitória receberíamos uma nova natureza, tudo num passe de mágica. É só aceitar Jesus, o pastor orar e acabou!
Só que não...
O maior problema que temos somos nós mesmos.
Posso ensinar a Bíblia - cheio de preconceito, com os meus dogmas. E aí?
Temos um pendor para o mal: uns são pecadores¹, que sabem que são pecadores, e outros, pecadores² que não sabem que são pecadores. Rendo graças á Deus porque sinto vergonha, culpa. E isso é maravilhoso porque sentindo vergonha e culpa sei que estou longe do Senhor e só sente quem está longe de Deus.
Sou pecador sim! Sou miserável, sim! Mas graças á Jesus Cristo, não há mais nenhuma condenação.
Temos uma capacidade de autodestruição impressionante. Se ficarmos soltos, vamos gerar sofrimento por onde passamos. Deus realmente nos ama profundamente.

(leia a continuação)

Quem me livrará? (pte.3) - Romanos 7:24

Agora que entendeu o que Paulo quis dizer, nos resta lutar contra o que está dentro de você. Não conseguiremos superar nossas neuras, taras, vícios, se não verbalizar, encarar de frente, assumir e lutar contra. Não existe mágica. Sejamos dignos: calma, o dia que Deus nos livrará disso tudo, chegará. 
Paulo fala sobre um treinamento rigoroso (I Cor 9:24-27), esmurrar e lutar até nosso corpo sangrar (síndrome da abstinência, privações, resignação). Não tem outro jeito. 

Se quiser se livrar de tudo, assim como Paulo, grite: "Seu viciado!! Sangue ruim!! Miserável homem que sou! Quem me livrará disso?". Para em seguida, dizer: "Graças te dou porque o Senhor me faz enxergar, ficar com raiva por estar nesse caminho de autodestruição!". Porque se viver segundo a carne, morrerá. Mas se viver pelo Espírito, matando as obras da carne, viverá. Simples assim. 

Quem não crê no Espírito Santo em sua vida, vê o Evangelho como uma filosofia de vida apenas. O Espírito Santo nos ajuda em nossa fraqueza para lidar com a rejeição, tristeza, vício. O Espírito Santo está agindo agora em sua vida, porque se invocar o nome de Jesus, que tem todo o poder, fará toda a diferença, porque é por Ele, não por você. Já acreditar que sairá do chão puxado pelo cabelo, é filosofia de vida. Você só sairá do lugar se alguém estender a mão. Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam. Você trabalhará para levantar a casa, mas é o Senhor que vai edificá-la e guardá-la. Você planta, Deus dá o sol, o solo, a sombra, a chuva, e a colheita. Mas ainda há os que acham que são eles, assim como os que cruzam os braços e esperam Deus agir.
Senhor Deus, tem misericórdia de nós e nos leva a uma vida diferente.


Graça e paz!

Em Cristo, nenhuma condenação há, pois é na cruz que dizemos "miserável homem que sou!"...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Honra ou desonra? - Jeremias 18:4

Temos a impressão que Jeremias, somos nós mesmos, descendo à casa do oleiro, nos entregando para sermos amassados, quebrados e refeitos, moldados segundo a vontade do oleiro, para nos tornar um vaso para honra.
Pergunta: Você sente que está sendo moldado por Deus? A vida tem levado a repensar antigas atitudes e respostas? A mudança, em si, é muito profunda e leva anos. 

Apenas estar na casa do oleiro, não basta. Porque a fé vem pelo ouvir, sim, mas se não estiver nas mãos do oleiro, a fé é fé em si mesmo. E a fé tem que ser em algo. No caso, é Deus quem nos muda. As situações adversas são necessárias. Se pedir "paciência" á Deus para lidar com situações difíceis, Ele vai lhe dar situações para gerar em você essa "paciência". O barro para limpar as impurezas precisa ser amassado, pisado. 

Lendo o texto, vejo que a casa do oleiro é a nossa igreja. E Jeremias para chegar lá tem que "descer". E assim nós também, temos que aprender a humildade, largar títulos, egoísmo. Uma vez na casa do oleiro (igreja), ouça a Palavra de Deus, que nos molda e nos limpa, iluminará nossos passos e decisões, e ouvir, recebemos a fé necessária para vencer qualquer obstáculo. Ouvindo a Palavra de Deus, somos moldados no caráter, personalidade e temperamento. 

Um oleiro não pergunta ao barro se pode ou o que ele quer que faça. Mas o oleiro nos ama e respeita nossa vontade, por isso é um Deus de amor. E só seremos transformados se nos colocarmos á disposição de Deus. A roda, onde o barro gira sem parar, além de ser controlada pelo oleiro, é o que faz nossa vida mudar, girar, mover, e assim sermos moldáveis, pois nada em nossa vida é ao acaso, tudo é providência divina. É o oleiro que sabe quando e se está pronto. Se achar que não está pronto, volta para a roda e ser moldado de novo. E se for necessário, o quebrará, para então fazer um vaso novo. Não tenha medo, pois Deus nos quer para vaso de honra, lembra? 

Somos obras das mãos de Deus, um tesouro, para que o poder seja de Deus, jamais nosso.
Pois o barro (nós - Gênesis 3:19b) é terra pura, do pó viemos, frágeis. Até o vento leva o pó. Seco, de nada adianta. Porém, com a água (Palavra de Deus - Efésios 5:26), começa a ter vida, a dar liga para o formar o barro e ele se tornar maleável, moldável. Sem água, de nada adianta.
A última fase para a sedimentação deste vaso para honra é o fogo (Espírito Santo - Lucas 3:16). Mesmo pronto, deve passar por altas temperaturas, porque só assim, poderá suportar o conteúdo do vaso, ou sua queda e a possível quebra deste vaso (provações). O fogo só vem sobre este vaso após ter sido moldado pelas mãos do Senhor, mergulhado na Palavra de Deus, através da santificação. Após esse processo, o vaso feito para a honra, não se quebra fácil, não se perde em qualquer ensinamento, não é levado por vento de doutrinas, não se joga do pináculo, nem tenta a Deus. Está pronto para servir - hoje em dia, um grande desafio.
Se na caminhada algo te incomodar, lembre: todas (sim, TODAS) as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, dos que foram chamados, segundo o propósito do oleiro.
Você é um vaso de honra?


Em Cristo, que passou por todo esse processo e ressuscitou para pudéssemos ter uma vida mais que abundante.

Graça e paz!

Pequenas pedras - I Samuel 17:49

As pequenas coisas é que fazem a grande diferença. As pequenas coisas são as mais importantes. Justamente, aquelas que não damos valor. Ou o devido valor. Lembrei enquanto casal, que falar, verbalizar a rotina do dia-a-dia, é tão importante quanto lembrar do aniversário dela(e). Senão, vejamos: Ao acordar, um beijo de bom dia. Com a cara amassada e cabelo em pé, assim mesmo. Durante o dia, um telefonema, pelo menos, apenas para saber "como você está". E ao reencontrar, um beijo de chegada, uma fala mansa e contar como foi seu dia.
Parece simples. Na verdade, é simples!
Os filhos podem fazer o mesmo. E ser feito com eles, na mesma proporção. Eu prefiro o excesso de zelo do que a omissão, permitindo que pensem que nem ligo.
Isso é relacionamento.
É isso que Deus quer conosco. E quanto mais falamos com Deus, nos relacionamos melhor com o próximo. Ao deixarmos para o amanhã, demonstramos, ou que não tem o valor devido para nós, ou nós não damos o devido valor. São coisas diferentes. Ambas estão erradas. 

Tropeçamos nas pequenas pedras, não nas pedras grandes, pois destas, nós desviamos. As pequenas, nós desprezamos, e pisamos, e escorregamos, não desviamos.
Assim é o nosso dia-a-dia.
Primeiro, colocamos coisas que não tem valor na frente de outras tantas que deveriam ser, mas não estão, valorizadas. Segundo, a ausência de rotina, nos faz cair na maior das armadilhas: a zona de conforto. Que, neste caso, anda junto com a prepotência, o orgulho, a desonra, até chegarmos na queda.
Para Deus, jamais sua família terá menos valor comparada a qualquer outro item de nossa vida. A atenção para com um filho nunca virá depois do trabalho. Temos que prestar atenção à ordem de importância para Deus. Porque Deus ama pessoas. Ouve pessoas. Jamais ouvirá a oração de alguém querendo crescer no trabalho, deixando assim sua família de lado. Jamais. Somos responsáveis pelas coisas que são importantes para Deus. 

Veja, uma pequena decisão no Éden, ou uma pedrinha que derrubou um gigante, ou uma pequena manjedoura, que mudou o destino da humanidade, ou uma pequena negociação de 30 moedas de prata, ou a fé como um grão de mostarda (o menor grão de todos os grãos). A situação até pode parecer pequena, assim como a decisão pode ser pequena. Mas lembre que o resultado, é muito maior. A pedra que nos sustenta, pode ser a mesma pedra de tropeço, se não tivermos cuidado e atenção.
Devemos procurar a Deus, antes de qualquer decisão. Depois que já decidiu, valerá muito pouco.



Em Cristo, que sempre será nossa rocha, firme fundamento para nossa vida, jamais de tropeço!

Graça e paz!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sorrir e chorar - Romanos 12:15



Quem chora com os que choram e se alegra com os que se alegram, por amor, abraçou a realidade, sem medo nem inveja, amargura ou rancor, e claro, sem competição. Só o verdadeiro amor, o vínculo perfeito, produz essa segurança na pessoa.
Muitos irão chorar com os que choram, mas dificilmente se alegrarão com os alegres. E só para estes, onde se alegram com alegria alheia, o chorar com quem chora se torna tão natural. 
Isso se dá porque a insegurança se instala, por ser a tristeza, uma velha conhecida nossa, temos experiência. Já a verdadeira alegria, não. Vejo o chorar com os que choram algo dado como certo: sofrimento. E o se alegrar com os que se alegram, é lidar com o que não é natural. Devido á queda, nascer é de certa forma, começar a sofrer.
Alguém já se viu com inveja da dor de alguém? Mas a alegria, todos invejam. 

Há pessoas que amam quando estamos sofrendo, e odeiam quando estamos felizes. E se você se encaixa aqui, está em estado de alerta permanente, por isso, vive em conflito. Algumas pessoas não querem ser felizes. Querem que você não seja feliz. O invejoso é capaz de vestir de solidariedade diante de um sofrimento, porque ser solidário na dor, é auto-afirmação. O se alegrar é afirmação acerca da bondade de Deus sobre nosso próximo.

Sábio é quem varre de seu coração toda a inveja. Quando conseguir se alegrar em ser quem é, não terá inveja de ninguém, e conseguirá sorrir com os que sorriem.

A paz e a Graça do Senhor!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Estes, precisam de entendimento - Provérbios 11:12,13

A Bíblia é clara com relação aos que fazem intriga. Deus odeia isso. Há pessoas que tem prazer em fazer e outras, em viver isso. Há os que espalham o boato, e se dão por satisfeito, quase como missão. Mas os piores sentem prazer em ver o circo pegar fogo, a destruição rolando solta. Grandes armações, falam no silêncio, sem testemunha, agendas secretas, sempre foi alguém que disse. Mas ele também não tem prova do que fala.
Parece que os vejo rangendo os dentes, pois tem prazer também na má obra - uma vez que fomos criados para as boas obras. Isso é fruto da religião, onde é o melhor lugar para esse tipo de gente, algo como os discípulos perguntando a Jesus: quem sentará á sua direita? E á sua esquerda? Quem almeja o trono do rei, sabemos seu fim: a queda.
Senão, vejamos: os perseguidores de Jesus, conheciam a lei mosaica, mas eram religiosos, se protegiam nas trevas e sempre ávidos por intriga. 

Observe o livro dos Salmos. Uma grande parte deles fora feito sob efeito de dores, perseguições, resignação, espera no Senhor e adoração. É a angústia diante da intriga, a trama ardilosa, língua tocando fogo na floresta, desenfreadamente, instigando o mal contra o próximo. E tudo, debaixo de disfarces de religiosidade. 

Essa é a resposta da minha alma aos que se permitem ser usados por satanás. Intriga. Fofoca. É sempre a cobiça, ser alguém que não é: "Eu tenho que ser maior que ele, ou que as pessoas estão procurando mais a ele do que eu (sendo que sou santo)". Me poupem. Me errem. Esse não é o meu discurso, mas hoje, permitam. A malignidade na língua perniciosa e venenosa, libertando mentiras e calúnias, já bastaria. O problema é que ás vezes, podem até ter fundamento, mas é com desejo de morte do próximo. 

Sem amor, até a verdade se torna mentira. 

Que nenhum se perca, a não ser aqueles que o Pai já sabia que estavam perdidos. Não somos do mundo, e nem eu tampouco sou.
Nos guarde daqueles que promovem discórdia, que as línguas destilam o mal. O veneno está dentro da pessoa, o que a mata não é o come, mas o que sai da boca do homem. E se dela só sai veneno, imagine o que lá dentro tem. Nossa resposta tem que ser a paz. 

Que possamos vencer o mal com o bem!



NEle, que levou sobre si todas as enfermidades, logo, não deve haver mal nenhum em nós.