segunda-feira, 28 de outubro de 2013

João 12:1-11 (pte1) - Os Judas e as Martas e Marias, na igreja

João 12:1-11 - "Seis dias antes da Páscoa, Jesus chegou á Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava á mesa com ele. Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume. Mas um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, que mais tarde iria traí-lo, fez uma objeção: "Por que este perfume não foi vendido e o dinheiro dado aos pobres? Seriam 300 denários". Ele não disse isso por se interessar pelos pobres, mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado. Respondeu Jesus: "Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do meu sepultamento. Pois os pobres sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão. Enquanto isso, uma grande multidão de judeus, ao descobrir que Jesus estava ali, veio, não apenas por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro, a quem ele ressuscitara dos mortos. Assim, os chefes dos sacerdotes fizeram planos para matar também Lázaro, pois por causa dele muitos estavam se afastando dos judeus e crendo em Jesus"

Esse texto mostra uma igreja. 
Há pessoas totalmente diferentes nesta reunião. Temos Jesus, uma igreja jamais existirá se Jesus não estiver nela. Ele é a razão, o motivo existencial (Mateus 16:16-18), dEle, por Ele e para Ele.
Temos Lázaro, a quem Jesus acabara de ressuscitar, que é o exemplo da vida que venceu a morte. Para quem é igreja, a morte não é a última palavra, simplesmente porque Jesus matou a morte na cruz do Calvário. Lázaro nos faz lembrar que quando somos igreja, a morte não tem domínio nem poder sobre nós.
Temos Judas, que simboliza o pecador que deve ser amado. Ter um piano em sua casa não o faz um pianista. Estar na igreja não o faz ser igreja, ou cristão. Jesus sabia que Judas o trairia, e mesmo assim, o convidou. 
Porque?
Para nos ensinar o que é ser igreja, independente de não ser um lugar perfeito.
Há pessoas na igreja que traem.
Há pessoas hipócritas e dissimuladas.
Há pessoas que gostam mais de dinheiro do que do pobre.
Há pessoas que chamam Jesus de mestre, mas o beijam a fim de matá-lo.
A igreja não pode ser perfeita porque eu e você fazemos parte dela. Aliás, se Jesus começasse a igreja somente com pessoas perfeitas, não me sentiria bem lá dentro. Olhe para os 12 discípulos. Ainda mais num lugar que Judas Iscariotes frequenta. Alguns podem até pensar: "Se Judas Iscariotes frequenta, eu também posso, porque não roubo, não traio e jamais entregaria Jesus!". Cuidado com o que diz... 

(leia a continuação)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mateus 8:5-13 - Fé (pte.3)


A questão não é se tem ou não tem fé. Mas onde você deposita sua fé, em quem deposita sua fé. Vale a pena ter fé em Jesus Cristo porque Ele tem autoridade: "nome que é sobre todo nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor" (Filipenses 2:9-11). 

Eu não posso, mas Ele pode.
Eu não tenho, mas Ele tem.
Eu não consigo, mas Ele consegue.
E porque basta? Porque Ele é Deus: "A palavra do seu poder sustenta o universo" (Hebreus 1:3). 

O ateu/agnóstico vive pedindo provas da existência de Deus. Mas se fé é um dom, como vamos comprovar? Não dá. Se alguém lhe pede "provas" para crer, diga: "Olha, não vai dar!". Porque estamos em campos opostos, partimos de pontos diferentes. 

A minha forma de obter conhecimento é totalmente diferente de você reconhecer conhecimento. O ateu (ou quem não acredita na Bíblia, como sendo Palavra de Deus) só reconhece o conhecimento se "ele" for capaz de compreender. Eu, reconheço o conhecimento que me é revelado (não necessariamente eu TENHO que saber e reconhecer). 
Estamos em pontos diferentes.
Você precisa entender e compreender.
Eu preciso apenas que Deus me revele.
Toda e qualquer "prova" que eu disser, você não terá condições de entender, com todo respeito. Porque o ateu tem limites na forma de compreender, ou seja, "preciso compreender para crer".
Deus não cabe na compreensão do homem. O homem é muito limitado. O dia que o homem compreender a Deus, Deus não é mais Deus.
Portanto, ou Deus se revela a essas pessoas ou nunca irão saber. 

Você pode me dizer que o ateu, ou quem não acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, se predispõe a tentar entender.
Ora, se o ateu e os outros, se dispõem a compreender a minha forma de obter conhecimento, então já não precisa de provas. Porque se compreender como eu compreendo, o ateu já crê...

Estamos falando de relacionamento, do Deus que desce do monte, do alto, e trabalha nos corações dos homens e estes, submetem-se á sua autoridade. Isso é fé.
Tu podes, basta uma palavra.
Veja que não é "fé na fé".
É fé num Deus que se revelou, trabalhou em nosso coração, de fé em fé, a cada dia somos visitados. 

Exercite sua fé.
Vá até Jesus e saiba que, se você for, Jesus já estará trabalhando em seu coração. Veja como se relaciona com as pessoas. Permita Deus se revelar em você.
Continuemos a ter um relacionamento correto, reconhecendo que Ele é o Senhor, e nós, os servos.
Ele tem autoridade, o que diz, acontece.
A ordem que Ele dá, é cumprida.
Todo universo depende dEle, da Sua palavra. Confie nisso.
Basta a sua palavra, Senhor! 

No meio das lutas e dificuldades, insista em buscar a Palavra de Deus, de cura, pois Jesus Cristo tem autoridade sobre tudo e sobre todos.


NaquEle que está nos esperando e quer relacionamento conosco,

Graça e Paz!

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Só posso agradecer a Deus por ter dado direção, impetuosidade e privilégio em falar da Sua Palavra para que os feridos, necessitados e carentes recebam refrigério, bálsamo e esperança. É Jesus, só Jesus, o Cristo.
A promessa de Deus tem se cumprido.
Levai o Evangelho até os confins da terra.
Sou abençoado por isso.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mateus 8:5-13 - Fé (pte.2)

O centurião romano era um homem diferente. Jesus se surpreende. Um homem que tem poder sobre outros homens, sobre outros povos, um romano, veja só, está aprendendo a relacionar-se com outras pessoas, além da única relação que conhece: poder.
Só pode ser explicado por Deus estar trabalhando em seu coração. Se isso acontece, o homem muda.
A fé não vem sozinha (Tiago 2:8).
A é demonstrada pelo relacionamento com outras pessoas, o quanto estou amando, servindo, ajudando e me importando com o outro, e finalmente, vê-lo como semelhante. 

Jesus diz que irá até a casa do centurião curar seu criado.
Um centurião romano se preocupar com seu criado já era inusitado, o que dizer de um rabino judeu entrar na casa de um não-judeu (e romano)? Anátema. Um mestre jamais entraria na casa de um gentio.
Mas isso só mostra que o Reino de Deus abrange a todos, sem distinção. Jesus desce (e quem desce, está no alto) até nós, em busca de todas as nações, tribos, raças, línguas e povos. Não discrimina, independente da sua condição. 

Então, o centurião responde: "Não precisa ir até minha casa. Não quero lhe causar problemas com seus colegas de ministério. Sei que é autoridade, basta uma palavra e sei que será feito conforme quer". É isso.
é a consciência da nossa posição diante do Senhor, saber quem somos (servos), e quem é Deus (Senhor). Aprendemos com o centurião. Não é o Senhor que me atende, mas eu quem o atende. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). 
Isso é relacionamento, não uma sensação, um sentimento, um curto-circuito, ainda que tenhamos experiências "místicas". E não há problema em tê-las, mas não é isso que define fé.
é um relacionamento correto com Deus, portanto, não há fé em quem não teme ao Senhor.
Vejo e ouço o Senhor, reconheço que tem autoridade. A Tua palavra é suficiente para mudar qualquer quadro, restaurar qualquer situação, porque tem autoridade.
O centurião estava certo: a Palavra de Jesus bastava, pois seu servo foi curado. Jesus tem autoridade. Ele pode. 

Um dos males da nossa época é a "fé na fé". Se tiver fé, "basta" (auto-ajuda). Isso é pensamento positivo. Ouço muito nas redes sociais, confundem com "fé". é ajuda do alto, não auto-ajuda.
Em Mateus 8:5-13 nos mostra que fé, só é "fé", se for em alguém. E essa fé, só será eficiente, não pela fé em si, mas por causa daquele em quem é depositada a sua fé. Tem gente que deposita sua fé em coisas, animais, mortos, imagens, etc.
Preste atenção: Se você deposita sua fé em quem não tem autoridade, sua fé é em vão. E se algo acontece, não é pela sua fé, mas pela misericórdia de Deus. Não importa o quanto você creia ("eu tenho muita fé!"), não haverá autoridade capaz de realizar ou responder á sua fé. A condição para que você tenha fé em alguém é que esse alguém tenha autoridade suficiente para transformar essa fé em algo eficaz. "Fé na fé", portanto, não levará a lugar nenhum. A fé não é um fim em si mesmo.
é a chave que aciona a Graça. 

(leia a continuação)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mateus 8:5-13 - Fé (pte.1)


Este é o texto sobre o centurião romano e seu criado, Deus é baseado na fé (Hebreus 11:6).
Mas afinal, o que é fé? Tenho ou não tenho?
Não toda, mas segue alguma resposta. 

Jesus desceu do monte após falar com seus discípulos, a multidão se aproximou e reconheceu a autoridade de Jesus. Maravilhoso é saber que o nosso Deus esvazia-se e vem ao nosso encontro. Abre mão da sua posição e de sua glória e vem até nós, trazer-nos os benefícios do seu reino. Deus se importa com o que acontece conosco. 

O centurião romano, que representa tudo de ruim para Israel: poder usurpador, dominador, destruiu o país, explora e tira a dignidade de Israel, se apresenta a Jesus.
Este centurião também é um homem discriminado, assim como foi o leproso, que era separado da sociedade. Só que aqui a lepra é "social": um homem discriminado e rejeitado por ser quem é. 
E mais uma vez vemos Jesus permitindo que se achegue a Ele, seja lá quem for. Não apresenta barreiras, é uma ponte, os atrai, desceu em sua direção e, pouco importa o quão fundo seja o poço (ou caverna) que estejam escondidos, Jesus vai até eles.
O poço do leproso era um, o poço do centurião, era outro, e mesmo assim, Jesus estava lá. 

E parece que esse centurião romano é alguém que Deus já vem trabalhando em seu coração de alguma maneira, porque ele vai até Jesus para pedir pelo outro, pelo próximo, não por si mesmo. Vai pelo seu criado. Mostrando que já aprendeu alguma coisa. Esse romano era diferente. Dificilmente um romano perderia tempo com um criado escravo. Para eles, um criado não era nada, joga fora se está doente, substitua. 

Esse centurião, não.
Olhava seu criado e via uma pessoa, a quem ele queria tão bem, não como um objeto descartável. Tanto que procura ajuda. Essa é a primeira informação sobre o que é fé.
 é o resultado do trabalho de Deus no coração do homem, em nossa vida. Fé é um dom de Deus (Efésios 2:8). Esse centurião romano já havia recebido esse dom. 

É necessário muito mais que conhecimento, inteligência, ciência. É preciso Graça, pois se a Graça de Deus não me atingir, e eu não frutificar, nada mudará em meu coração. Continuarei agindo "primeiro eu, depois os outros". 

É curioso perceber quando Deus está trabalhando no coração de alguém. Todos nós precisamos de reforços positivos, e nessa busca, nos abrimos a todo tipo de desvarios e desvios na vida.
O centurião aprendeu a deixar um relacionamento que usa o próximo, e que passou a enxergá-lo como pessoa. Essa é a Graça de Deus: quando uma pessoa começa a se importar com a outra. Parece que a fé não vem desacompanhada sem que Deus trabalhe. A fé, quando vem, chega num coração pronto para recebê-la.


(leia a continuação)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Simples assim... (Romanos 1:16)

Romanos 1:16 - "O Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que nEle crê" 


Coisas tão simples quanto essenciais á vida:

1) Nunca deixe de acreditar no poder do amor, ainda que você demore muito a ver os resultados, ainda que as circunstâncias da vida te impeça de ver. Até porque não precisamos ver, o que precisamos é crer (II Coríntios 5:7). 

2) Não tenha medo de pedir, em oração. Pois o Pai tem prazer em nos ouvir, pedindo com fé, acreditando. Mas lembre que Deus não está preso à oração. Assim como um "pai" somente nos atenderá naquilo que julgue não nos fazer mal (Isaías 55:9). 

3) Leia a Bíblia. Especialmente o Novo Testamento. Porque a pessoa que a tem em seu alcance e não a usa, demonstra que não deseja conhecer a Deus. É pela leitura da Palavra que discernimos sobre a vontade de Deus (Oséias 4:6).  

4) Viva e entenda que tudo é pela dádiva e generosidade do Senhor, e seu coração se manterá sóbrio em relação ao dinheiro e ao poder (I João 2:15)

5) Nunca fuja de uma necessidade humana onde possa resolver. Se é você quem notou e percebeu essa necessidade (e não outra pessoa), é porque Deus quer que você cuide, que você seja responsável. Seria como fugir de Jesus Cristo (Lucas 10:30-37)

6) Fuja do pensamento malicioso. Seja sábio, seja sóbrio. Mas não olhe com malícia, já que o olhar malicioso corrompe todo seu ser (Mateus 5:28) 

7) Cuidado com as raízes perversas. Cuide de seu coração para que não cresçam raízes de inveja, de amargura, de arrogância ou autocomiseração (ser vítima) (Provérbios 4:23). 

8) Não seja arrogante, nunca se sinta mais importante do que é, pois tiraria toda a sua naturalidade de ser e viver. A arrogância te leva ao abismo, e um abismo leva a outro abismo (Provérbios 16:18)   

9) Nunca fuja de nenhuma verdade sobre você ou sobre quem você ame. Por fazer isso, perde-se o discernimento e mergulha-se no engano. Aliás, quem se enganou no pouco, continuará enganado no muito (Lucas 16:10) 

10) Ame a Deus e ame ao próximo. Assim, não existirá lugar para ídolos em seu coração (Lucas 10:27).


São coisas simples e vitais. E aqueles que as seguem sempre são bem-sucedidos em tudo o que fazem. Posto que seu fluxo de energia decorra da fonte do que é em Deus.



Graça e Paz!


NaquEle, cujo poder é aperfeiçoado na minha fraqueza.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Odres Novos

Odres Novos - "Ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos" (Marcos 2:22) 

Para mim, Jesus nunca tentou mudar nada, a não ser as pessoas. Ele não tentou evangelizar o Império Romano, nem se alistou aos revolucionários contra os tiranos de plantão, não falou sobre o "valor" do Sinédrio ou converter as sinagogas enquanto falava, pois estas perceberam que o que Jesus falava, elas não suportavam. E o perseguiram. 

Jesus então andou, livre, pelas cidades vizinhas, saiu do país, fez amigos entre o povo e pecadores. No Templo, aos 12 anos, deixou boquiabertos os sábios e, quando adulto, sempre causava desconforto e polêmicas. Levado a Caifás, não se defendeu em nada.
Sempre no "é você quem está dizendo..." (Marcos 15:2). Apesar de seu julgamento ter sido dentro dos muros da cidade santa, lugar certo para "juízos", sua morte aconteceu fora dos muros. 
Interessante: A cruz (ressurreição) está fora do contexto (lugar) da religião. A vida acontece fora dos muros da religião. O altar do qual temos parte, agora, é fora do arraial, fora dos portões da religião (Hebreus 13:12,13).
A Palavra de Deus nos diz: "Saiamos a Ele, fora do arraial".
Em seguida o livro de Hebreus fala sobre os líderes, ou "guias". Pois somente um guia (experiente, pois andaram com Jesus) poderia nos conduzir para fora dos limites da religião e ainda não permitir que voltássemos ao absolutismo da religião, ao que estava morto.
Fomos ensinados que os mortos enterrassem seus mortos. 

É mais ou menos assim: não desperdice o Evangelho com os odres da religião. É como colocar vinho novo em odres velhos. Ou remendo novo em roupa velha. 

A religião é cercada de muros.
Enquanto que Jesus, o Cristo, andava do lado de fora. Morreu do lado de fora. 
Ressuscitou do lado de fora.
E nos convida a encontrá-lo, do lado de fora dos portões. 

Jesus nos disse ainda que o lugar de adoração não é, nem mesmo em Jerusalém. 
Mas sim, em espírito e verdade.


NEle, que tudo suportou, para estarmos juntos, pela eternidade.

Graça e Paz!