segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vale que precisa ser monte (pte.1) - II Coríntios 8:13-15

Faço parte da ACADH (associação cristã de ajuda e desenvolvimento humano), que cuida de 50 crianças no Vale do Jequitinhonha. É um projeto que almeja chegar a 300 crianças assistidas, que por força da lei teve que ser uma associação, onde cristãos cuidam, suportam e falam do Evangelho de Jesus a crianças carentes - principalmente no combate à miséria espiritual. 

A primeira igreja também nasceu na pobreza, deixou lições preciosas ao enfrentar esse mal que Jesus mesmo nos disse que "Pobres, vocês sempre terão convosco, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem"(Marcos 14:7b).
As lições desta igreja primitiva foram de enfrentamento desta pobreza, não tolerando tal situação onde as pessoas estão imersas. Demonstraram solidariedade, os irmãos, desfaziam-se voluntariamente de suas posses para ajudar a quem nada tinha.
Interessante neste texto é que a medida da ajuda, não era o quanto tinham e poderiam abrir mão, mas o quanto era a necessidade do outro irmão - este tinha o direito de ser assistido e cabia à comunidade assisti-lo. 

Assim como Paulo nos alerta "quem não quiser trabalhar também não coma" (II Ts 3:10), o assistencialismo (praticado e recebido) é algo fácil de se fazer, pois quem dá, alivia o coração praticando o "bem" (para quem?), e quem recebe, senta na zona de conforto e espera até a próxima doação. Sim, porque ela virá. A sugestão aqui seria de uma ética do trabalho, ou seja, trabalhamos, também, por responsabilidade pelo outro, ou por solidariedade. Quando Paulo diz "A ninguém deveis nada" (Rm 13:8a), diz para que aquele que pode, trabalhe e sustente aquele que não pode (II Cor 8:13-15). A igreja, que somos nós, templo do Espírito Santo, tem que trabalhar solidariamente, e se assim fosse, a erradicação da pobreza já teria sido efetiva. Até para ensinar quem não crê. Pois a eterna busca pela igualdade de condições, entre as nações, o partilhar, quem tem mais partilha com quem tem menos, onde todos trabalhariam por todos, já que todos somos irmãos, uma vez que todos teríamos um mesmo Pai. A proposta da fé cristã é algo do trono de Deus, para o homem, sua humanidade que deságua na solidariedade, gerando uma comunidade - eis nossa meta! Deus determinou, desde o princípio desta igreja, um modelo de economia e parâmetro para a divisão das nações, suas riquezas e seus beneficiários.
O assistencialismo dito aqui é como praga que acaba com a lavoura. Ao doar roupa, sopão no inverno, tênis e roupas usadas e rasgadas, que na verdade não utilizam mais, portanto doam do que lhes sobra, e não doam de coração, suprem a necessidade momentânea. Semana seguinte, todos os pobres estarão necessitados novamente. E tudo se retroalimenta, num looping sem fim.
Não há como não lembrar da mulher samaritana, uma vez que a água que Jesus lhe daria, jamais ela teria sede novamente. Continua valendo para nós ainda hoje.

(leia a continuação)

Vale que precisa ser monte (pte.2) - II Cor 8:13-15


Paulo, disse que, se o irmão se recusasse a trabalhar, recusando-se a participar da comunidade, estaria se recusando a ajudar o próximo, e jamais participaria da igreja, como estava sendo formada pela vontade de Deus - pois o nosso Deus é quem acrescentava aqueles a quem seriam salvos. E perceba bem: até as viúvas, a quem não tinham acesso (à época) ao trabalho remunerado, seguro social algum, eram assistidas. E foi levado tão á sério, que foi designado uma liderança específica (diáconos) para cuidar deste problema. 
Apesar de muitas mulheres ainda acharem que foram excluídas (e eram mesmo), Jesus ensinou a inclusão, tratada e conferida pelos discípulos, movidos pelo amor ao próximo, numa época que as mulheres nem eram contadas.

Não cansemos de fazer o bem. Os valores citados deveriam ser inegociáveis. Se somos, enquanto evangélicos, mais de 40 milhões de brasileiros, porque as coisas ainda não estão melhores?
Afinal, o trabalhador não pode ser impedido em ser o primeiro a comer seus frutos - eis a ética cristã. Karl Marx (cristão batizado), ícone do socialismo, bebeu muito bem nas fontes de seus pais (convertidos ao luteranismo, 1816) e avós (rabinos), mas errou feio o alvo.

A igreja primitiva - onde já ouvi pregações de pastores dizendo que esta igreja não serve de parâmetro - foi intolerante com os que nada tinham. O estado de pobreza deveria ser catapultado para o estado de Graça. Ser igreja hoje em dia, é desafiar o que temos e vemos neste mundo. É muito mais que ir ao culto, cantar umas musiquinhas, chorar e sentir o espírito (?), mas na 2ª feira nem lembrar qual foi o tem da pregação.



NEle, que propôs sermos sal e luz onde formos.
Graça e paz!

sábado, 15 de outubro de 2016

Transforme preocupação em oração - Filipenses 4:6,7

Transformar preocupações em oração. Primeiro, porque colocaremos nossas necessidades nas mãos de quem pode verdadeiramente, fazer algo por nós. Segundo, acabaremos por ter mais intimidade com Deus - já que é a única forma de falar/ouvir a Deus.
Tento lembrar, e não consigo, de quantas coisas consegui pela minha própria mão, e que ainda continuam em minha vida. Agora, tudo o que chegou até a mim, pela vontade de Deus, continue firme, comigo.
É um processo contínuo: orar, dizer nossas necessidades, e ao colocarmos em oração, agradecemos - porque vai acontecer. Este é o firme fundamento das coisas que espero mas ainda não existem, mas trago a existência, pela fé. Não é pensamento positivo, nem crer nas coisas que poderão acontecer. Mas crer no Deus poderoso, provedor e amoroso que temos e conhecemos. 

Ao entregarmos nossos pedidos e necessidades, a paz de Deus nos alcançará e nos guardará, em Cristo Jesus, pois Ele tem cuidado de nós. 

Evitaremos a ansiedade (que é o medo do futuro), que é o grande mal da saúde das pessoas, as doenças psicossomáticas, que inclusive adoecem mais que as doenças coronárias.
A fé, aquela que traz á existência o que ainda não existe, é fé em Deus, não nas coisas que queremos, é muito mais que comer, beber e vestir. Destas coisas, Deus bem sabe que precisamos, e que pai daria uma serpente para um filho que chora com fome? Imagine agora, o Pai celestial, que nos ama a ponto de entregar seu único Filho para morrer por nós. Se nosso pai, que é pecador, faz o melhor para um filho, imagine um Deus criador, todo-poderoso, cujo amor é intrínseco ao Seu caráter? 

Não entendemos, mas esta deve ser mesmo a nossa oração:
- Pai, eu não entendo, mas Tu entendes.
- Pai, eu não sei, mas Tu sabes.
- Pai, eu não consigo, mas Tu consegues.  

Deixe Deus conhecer seus desejos e necessidades, ore, e dê graças, em tudo. Permita que a paz de Deus, que não conhecemos, guarde nossos corações.



Graça e paz!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vantagem na adversidade - Filipenses 1:12,13

Uma prisão leva muitos a se entristecerem, e até, desistirem da vida. Escrevo cartas para pessoas que estão encarceradas, em prisões, cuja realidade é dura. Dependem até de pasta de dente, escova, chinelo de dedos e roupas, coisas que nem imaginamos, já que os condenamos pelos seus atos, achando que nossa justiça é correta, além do que, nossos pecados não são inferiores aos deles. Assim, que a justiça de Deus não venha sobre nós. 

Paulo, na prisão, nos ensina que em todas as situações, podemos ter a oportunidade de falar do amor de Deus. Se dependemos de Deus, cremos que Ele nos ama, e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, não podemos enxergar uma situação adversa como empecilho, mas uma oportunidade de estar onde jamais estaríamos "se" não vivêssemos isto neste momento.
Espero estar sendo claro.
Transformar uma situação adversa em vantagem, é só para quem é habitação do Espírito Santo. Se alguém estiver lendo isso e não crer em Cristo, vai me achar louco. E o que diriam de Paulo? Qualquer outra pessoa chora ou se desespera, porque olha para si mesmo. O cristão não, Ele olha para Cristo.
Paulo alcançou a tropa de elite do palácio e ainda deu ânimo e força aos cristãos perseguidos, mostrando-lhes, como agora, que temos grande oportunidade de falar das grandezas de Deus e maravilhas do Evangelho de Jesus.
Não quer dizer que deva deixar de trabalhar para enviar e-mails ou posts nas redes sociais falando de Deus. É muito mais que isso.
Evangelize. Se necessário, fale. É pelo exemplo. 

Cito a prisão (devido ao versículo) mas tem muitas pessoas encarceradas e desanimadas dentro de casa, num leito de hospital, numa relação doentia. Todos passamos por desânimo, indecisões, responsabilidades financeiras, um desemprego, conflitos familiares, e até na igreja. E como você reage a essas situações, refletirá sua fé aos outros. 

Deus nos concede milhares de formas diferentes de demonstrar nosso comportamento e nossa fé a quem está ao nosso lado. Aliás, é aprender a passar pela tristeza sem ficar triste. Se as situações vividas por nós não melhorarem, não tem problema - mas garanto que a nossa fé será fortalecida e nos aproximaremos de Deus. 
Talvez, seja só isso que Ele queira.



Graça e paz, da parte de nosso Senhor Jesus Cristo!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ungido - Lucas 4:18

Disciplina e despotismo.
O poder dos homens leva a isso. Para entender o que quero dizer com "ungido" é  necessário compreender a história, na qual Davi poderia tirar a vida de Saul mas não o faz porque reconhece que Saul foi escolhido, legitimamente por Deus, para ser rei de Israel. Deus ungiu Saul, o revestiu de autoridade para ocupar a posição que ocupou.
Isso é capacidade para ocupar essa posição. 

Ungido tem a ver com "legitimidade". Tem a ver com "direito" para ocupar a posição que se ocupa e tem a ver com "capacidade" para ocupar a posição que se ocupa. Portanto, há pessoas que não tem o direito de estar onde estão. Há outras que até tem o direito, mas não tem a legitimidade para estar onde estão porque se valem da posição que tem, para exercer (o excesso de) autoridade ilegítima e inadequadamente. E ainda, há pessoas que tem o direito e legitimidade, mas não tem a capacidade de ocupar o lugar que ocupam. 

O que Jesus diz é: "Fui revestido de autoridade! Tenho o direito de estar aqui, o poder (capacidade) de estar aqui e a legitimidade para estar onde estou" (Lucas 4:18).

Moisés tinha a capacidade de estar onde estava, mas perdeu a legitimidade quando feriu a rocha e perdeu o direito de estar onde deveria estar - não entrou em Canaã. O mesmo aconteceu com Saul quando ofereceu sacrifício (fogo estranho) no lugar do sacerdote Samuel - o que não nos dá o direito de matá-lo.
Procurei no dicionário e vi que, o que Jesus obteve foi "exousia": Competência, poder que é atribuído a alguém por outrem. Liberdade no sentido de que é outorgada por uma instância superior.
No Antigo Testamento esse poder delegado, ao mesmo tempo, era concedido e retirado dos homens. No Salmos 51:11, Davi confessa: "Não retires de mim o Teu Espírito" ou "Tem misericórdia, me dá essa chance!". Assim como aos levitas que recebiam capacitação para uma tarefa específica e depois era retirado. Capacidade esta, concedida pelo Espírito Santo. 
No Novo Testamento, o Espírito Santo foi derramado sobre toda carne (Atos 2:17), não temos mais rei, só Jesus Cristo. A igreja de Jesus é um reino de sacerdotes, somos a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido (I Pedro 2:9), portanto, o Espírito de Deus está sobre nós.
Jesus compartilhou sua autoridade, seu direito, sua capacidade, a sua "exousia", sua capacitação espiritual com toda a igreja - pois toda a autoridade lhe foi dada sobre o céu e a terra, portanto, "saiam em meu nome e façam discípulos, pois Eu dou á vocês toda a autoridade". 

Portanto, não há mais nenhum ungido no Novo Testamento, e todo aquele que está debaixo da autoridade de Jesus, tem não só a autoridade, mas fala e age em nome de Jesus, e está capacitado pelo Espírito Santo, legitimado no direito do Espírito de Jesus, porque o mesmo Espírito age em todos, opera tudo em todos. Estamos revestidos da autoridade de Jesus - o único e suficiente mediador entre Deus e os homens. 

Já ouvi muito: "Vou tirar minha cobertura espiritual de você!". Não precisamos da sua cobertura espiritual. Qualquer um que falar em tom ameaçador, tendo a intenção que alguém seja dependente dele, e não na dependência de Jesus, está usando uma autoridade que não lhe pertence, porque pertence a Jesus. Logo, perdeu a legitimidade, usurpa o que não lhe pertence, oprime quem se levanta contra sua autoridade. Eis um déspota.
Repito: estamos debaixo da autoridade de Jesus! Estamos debaixo do mesmo Espírito Santo que ungiu Jesus.

Quanto mais autoritário o líder, mais infantilizado seu rebanho.


Graça e paz!

domingo, 21 de agosto de 2016

Vida - João 10:10

A vida em abundância que Jesus prega aqui está em tom "pastoral", pois afirma que os que vieram antes dEle eram ladrões e salteadores - roubar, matar e destruir. Jesus tem autoridade que nunca lhe fora dada para se dirigir às ovelhas. Jesus, como pastor, dá Sua vida por suas ovelhas e para suas ovelhas, para que ressuscitem e voltem a ter comunhão com o Pai. E essa vida, foi reenviada no Pentecostes, onde o Espírito Santo de Deus veio sobre as ovelhas de Cristo. 

Vida em abundância, é no dia-a-dia. Algo como transformar água em vinho, sendo a água em seu estado natural: sem sabor, sem cheiro, sem gosto e sem cor/vida. Mas Jesus, o Cristo, deu-nos tudo isso: cor (luz), cheiro (de ovelha), sabor (sal) e gosto (de vida). Tudo para que houvesse festa, pois uma ovelha foi salva, resgatada das trevas.  

Essa abundância de vida deve aparecer no dia-a-dia de cada ovelha, porque esta é a vida que deve ser vivida, viver o melhor, como o vinho feito por Jesus que foi melhor que o vinho anterior. 
Não apenas a ressurreição no fim da vida, mas durante a vida, como se fosse ressurreto todo dia. A felicidade (bem aventurados) não está apenas em quando chegarmos, mas está no caminho até chegarmos. Jesus de Nazaré nos mostra que viver ressurreto é viver desfrutando a vida plena, em Cristo, ou melhor, a Salvação, todos os dias. 

Jesus nos pastoreia através das Escrituras e por meio das pessoas que coloca em nosso caminho, tudo através do Espírito Santo. Somos apascentadores de Cristo, uns dos outros, alguns até, capacitados para esse pastoreio, cooperando com o Espírito Santo, para que todos vivam a Salvação que receberam de Cristo Jesus.
Todo o conteúdo das Escrituras e os apascentadores de Cristo são para que todas as ovelhas desfrutem a Salvação.
Viver feliz, portanto, é viver a vida de Cristo. 

Através da Bíblia, o Espírito Santo pastoreia as ovelhas de Cristo (nós) a viver feliz em cada momento, apesar do momento.
Ser salvo é um ato divino.
Viver feliz é o fruto em termos aprendido a viver, a partir desse ato divino.


NELe, que esteve entre nós para que tivéssemos vida em abundância.

Graça e paz!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Para quem entra e lê o Blog, gosto de dizer que Deus está nesse negócio. Desde 2006, quando me chamou: "Escreve tudo o que acontecer contigo", e assim tem sido. Posto as nações que entraram e leram meu Blog (até dia 16/08), e honestamente, fico muito grato, pelo privilégio e oportunidade, sabendo que a responsabilidade em escrever apenas o que Deus permite, é imensa. Prossigo para o alvo.
Estou á disposição. 
Obrigado!
Que Deus os abençoe!


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