segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sacrifícios e louvores (pte.3) - Hebreus 13.9-16

Cantar umas músicas aos domingos na igreja não é sacrifício de louvor. O fruto dos lábios que confessam o nome de Jesus é a vida em Cristo. E qual o sacrifício? Fazer o bem, só isso.
E "fazer o bem" é ajudar um velhinho atravessar a rua? Distribuir cesta básica? E trair? Roubar? Mentir? Dar esmolas? Pode? Fazer o bem é viver para as boas obras, fazer a vontade de Deus, porque fomos criados para as boas obras.
Viver satisfazendo a própria vontade ou a vontade do mundo, é estar longe de Deus, obedecendo a um espírito errado, espírito de escravidão (Ef 2.3). Se quiser ser livre, obedeça a Deus.
Esse espírito de escravidão que cerca o mundo é o que a Bíblia chama de espírito imundo. E pessoas que satisfazem a própria vontade e a vontade do mundo, é escravizado pelo príncipe das trevas. Este "príncipe das trevas" jamais dirá: "Você quer fazer a minha vontade?". Claro que não, todos dirão. "Se é para fazer a vontade de alguém farei a vontade de Deus, vou fazer a sua, você é louco?". Na verdade, ele não está preocupado em você fazer a vontade dele, contanto que você faça a sua própria vontade. Assim, você fará a sua vontade, não a vontade de Deus. Viva do jeito que bem entende, siga os desejos da sua carne! E só isso já te afasta da vontade de Deus.
Agora, as pessoas que ouviram falar, creram e confessaram, com seus lábios que Jesus é o único Senhor e Salvador da sua vida, disseram assim: "Espírito das trevas, vocês não tem mais autoridade sobre minha vida, não mais a sua vontade mas farei a vontade de Deus!" - ou "Venha o Teu reino e faça a Tua vontade" (Mt 6.10). Tais pessoas foram libertas, salvas da escravidão em ser "maria-vai-com-as-outras" ou servir espíritos imundos. Tais pessoas não são boas ou possuem virtudes, mas confiaram no nome de Jesus. A essas pessoas, Jesus disse: "Andem em boas obras fazendo a vontade de Deus". 

Portanto, sacrifícios de louvor é fazer a vontade de Deus. Sacrifícios de louvor é estar de domingo a domingo no culto, na igreja? Dar dinheiro? Preciso gostar das músicas que cantam alto aos domingos? Preciso estar nas vigílias? Não necessariamente. Posso me deitar com outra mulher? Ter
 escravos? Ser corrupto? Vida baseada na mentira? Não, claro que não. Mas tem que honrar pai e mãe. Ter uma vida reta. Não escandalizar o irmão. E claro, viver uma vida consagrada e segundo a vontade de Deus, onde Jesus é o Senhor da sua vida. 

Entendo como oferecer sacrifícios de louvor algo mais extraordinário que cantar músicas em dia de culto e se emocionar. Como disse antes, é fazer a vontade de Deus, e isso, é fazer o bem - ainda que pareça simples e fácil.
(leia a continuação)

Sacrifício e louvores (pte.4) - Hebreus 13.9-16



No Antigo Testamento os animais eram sacrificados fora do acampamento. Comparativamente, Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, fora dos muros de Jerusalém. E isso foi escândalo. Para nós, se já confessamos Jesus como Senhor da nossa vida, saiamos fora dos portões e assumamos a desonra que Jesus assumiu. Não há como ficar dentro dos portões, no conforto, com tv á cabo, se dormimos quando temos sono, comemos quando temos fome - vendo e sabendo que muitos não podem. Acredito que Jesus até gostaria de nos livrar, pela misericórdia e amor, mas não dá, não é possível. Se confessamos a Cristo como Senhor e único e suficiente salvador das nossas vidas, logo, se o mundo o odiou, também nos odiará. Se aceitou o nome de Jesus, também o perseguirão. Mataram-no, também vão querer matar você. Tenho certeza que, se confessou a Cristo, praticou sacrifícios de louvor, abriu mão da sua própria vida, já sentiu algo parecido. A luz incomoda trevas. E ao estarmos nas trevas, Deus nos leva para Sua luz, assim, os que estão nas trevas, nos olham e tem 2 alternativas:
- Ou vem para a luz, porque Jesus nos atraiu;
- Ou tentam nos apagar, porque nossa luz incomoda.
É a história de Caim e Abel. Deus se agradou da oferta de Abel, mas não se agradou da oferta de Caim. Mais ou menos assim: Ou pergunto para Abel como devo ser e o que tenho que fazer para Deus me aceitar... ou mato Abel! Ou vou para a luz ou apago a luz. Caim apagou a luz de Abel, acha mesmo que com você seria diferente?
Jesus, luz dos homens, revelava em si, as más obras daqueles homens. Só confessa através do sacrifício de louvor quem está debaixo dessa luz - e como diz Roberto Carlos "Essa luz só pode ser Jesus...". E apenas estes, assumem verdadeiramente a desonra: Irão afastar-se de nós, dizendo que somos bobos, perdendo tempo, desperdiçando nossa vida sem razão, não farão negócios conosco porque iremos atrapalhar seus esquemas e agendas secretas, romperão relacionamentos conosco porque não vamos mentir com eles, não iremos ferir as pessoas, como eles, pois estamos com Jesus. Vai doer. Mas somos fruto dos lábios que confessam seu sacrifício. Minha vida não é mais minha.
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Sacrifícios e louvores (pte.5) - Hebreus 13.9-16

Certa vez, um pastor que gosto muito disse que gostaria que esse verso não estivesse na Bíblia: "Na luta contra o pecado, vocês não resistiram a ponto de derramar seu próprio sangue" (Hb 12:4). Lembra quando Jesus estava no Getsêmani para fazer a vontade do Pai, abdicou em fazer a sua própria vontade? Sua aflição era tão insuportável que transpirou sangue (Lc 22.44). É isso. Entre a sua vontade e a vontade do Pai, nós nem começamos a sangrar e já reclamamos. Nós não terminamos nem a dieta começada na 2ªfeira. Dou minha palavra mas a quebro no dia seguinte. Casamos, até que a morte nos separe, mas separamos antes da morte. E ao pecar, apelo para a misericórdia infinita de Deus e espero Seu perdão. Nem chego a sangrar. Quando há o conflito entre fazer a vontade do Pai ou a minha vontade, eu resisto, acabo não indo para a cruz. Enquanto aflito, peço oração, converso com o pastor, mas "lutar" para não fazer minha vontade, chegar a sangrar de tanto "lutar" contra mim mesmo, eu não sei o que é. Falo aos que confessam a Jesus, e com "sacrifício de louvor", dizem "não mais a minha vontade, mas a Tua, Senhor!".
Quando a minha vontade entra em conflito com a Tua, fico na agonia, sofro, até aguento, mas quando começar a sangrar, sei que a brincadeira só está começando - mas jamais abrirei mão da vontade do Pai.
Acredito que quando falamos de sacrifícios de louvor, estamos falando de tudo isso. Mas há muitos que preferem um Cristo "mole", paliativo e anestesiado, aguardando ser perdoado e receber misericórdia, a ponto de só "sacrificar" da boca pra fora. Estes, vão continuar cantando louvores aos domingos e entendendo que, "sacrifícios de louvor" é só cantar, jamais fazer, acontecer, crer, estar, ser! Fazemos as nossas coisas durante a semana, e aos domingos, apelamos de novo e pedimos misericórdia pelo que não fizemos, e tudo bem. Se quisermos andar com Cristo, e oferecer "sacrifícios de louvor", teremos que sangrar para experimentar a liberdade que apenas Cristo tem para nós.
Esse papo de "ser livre" pode soar bem quando cantamos, mas só somos livres, em Cristo. Só nEle, porque se depender de nossa vontade... esqueça. Esse negócio de buscar liberdade é uma eterna escravidão. Se há algo que não consegue viver sem (drogas, pornografia, vícios, etc), então é isso que te possui, não é você quem manda. Quando fala em ser livre está falando sobre o quê? Agora, só podemos ser livres verdadeiramente invocando a autoridade de Jesus.
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Sacrifícios e louvores (pte.6) - Hebreus 13.9-16

O homem luta contra os apetites da carne, os vícios. É dia de começar a sangrar. Chamar a libertação, assumir a desonra da cruz e dizer: "Jesus é o Senhor da minha vida!". Pode doer, mas se te escraviza, não vem de Deus.
Meu louvor é fruto do meu amor por Jesus Cristo.
A minha paz habita em Ti, Senhor. Meus lábios confessam Teu nome pois Teu Espírito Santo habita em mim. Ainda que as cadeias me prendam, que homens se levantem contra mim, e as trevas me cerquem - eu Te louvarei! Porque meus lábios cantarão que não vivo mais para minha vontade, oferecendo sacrifícios de louvor. Ofereço a minha vida no Teu altar, é só isso que me resta.
Altar não é lugar para pedir, mas sim, para entregar.
Foi isso o que Deus me falou. 

Algumas coisas que eu entrego á Deus vão misturadas com as minhas lágrimas, misturadas com meu sangue. Mas é o melhor que posso fazer. Se não entregá-las, elas irão me destruir, destruir quem amo e quem me ama. Essas coisas que entrego no altar de Deus vão com meu sangue porque arranquei das minhas entranhas, do mais profundo do meu ser.
Não irá se arrepender porque ninguém que entrega sua vida para Jesus vive pior do que estava. Afinal, Jesus é o caminho, a verdade e a vida. A nossa paz que nem conhecemos.
Que possamos deixar essa lama e beber da fonte da água viva.

Graça e paz!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Sábado - Marcos 2:27

Sábado, um dia, foi sombra do que haveria de vir. E veio. Agora, todos os dias são para o Senhor.
Os discípulos estavam com fome, e era sábado, onde atravessavam uma plantação. Colher espigas para comer era praticamente um ato natural. Porém, foram advertidos sobre o pecado, e foi dito a Jesus, já que os discípulos, seus alunos, estavam infringindo uma lei (lei de Moisés). Como um rabi permitia que seus discípulos não guardassem o sábado? Sabiamente, Jesus faz o que lhe é próprio, citando as Escrituras, como um bom judeu, onde Davi fizera o mesmo no passado, em relação aos pães reservados aos sacerdotes. Portanto, colher para comer, não violaria o sábado. Diferente do ato dos fariseus, que colhiam para acumulação de bens e fazia toda a diferença. 

A lei fora criada para a glória da Trindade, assim como a Graça sobre nós. O sábado foi estabelecido num tempo de homens de dura cerviz, pensando no bem do ser humano, para que este pudesse alcançar a Graça realizando o bem, e não dependesse da lei para impor limites ao querer do homem e fazer o bem.
Guardar o sábado é lei, desfrutar o bem que alcançamos pela Graça, sem a qual não alcançaríamos, é Deus sendo glorificado quando o homem desfruta, realiza e atinge o bem - fim pelo qual fomos criados. Afinal, dizer que o sábado foi criado para o homem é estabelecer um padrão, e qualquer ação ou conhecimento que não nos leve a praticar o bem, nos levará á desconfiguração do original pelo qual fomos criados. 

Alguns raciocínios ficam mais claros: a medicina serve ao homem para ser bem cuidado e cuidar bem. A pedagogia para que aprenda, raciocine e faça o bem. A engenharia é para que o homem produza o bem - do micro ao macro - até chegar ao próximo. A teologia é para o ser humano crer corretamente, e crer para o bem. Outras profissões (política, direito, economia, administração) são para que o homem faça o bem à todos.
Relacionamentos são para promover o bem do outro, e como um abraço, a razão para o bem voltar a ele. Fazer o bem é o homem viver como ser humano, criado á imagem e semelhança (caráter), onde Deus pode ser visto.
Por isso, acredito que ser e fazer o bem, é um jeito que todos sejam e tenham o bem.

Graça e paz!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Em casa ou na vida, ramos da videira! (pte.1) - João 15:1-17


Estar na videira, como ramo, é Graça. 
A liderança tem que podar os ramos, ou as variações de um ramo, que não frutifica - a tal da maçã podre. Apesar de ser sustentado pela seiva, este ramo nada produz para a videira, nem ao agricultor, logo, tem que ser admoestada pela Palavra, acompanhada pelo líder, e finalmente, acontecer o que vejo ser a grande dificuldade dos nossos tempos: discipulado. 
A liderança tem que perceber, em amor, que o ceifar é interromper esse ramo infrutífero ali mesmo. Para que logo adiante, possa frutificar - algo que não vem fazendo. Para isso, temos que ter o Espírito do agricultor em nós. Se não fizer isso, pode contaminar outros. Confundimos isso com misericórdia. 
A ausência de coragem em podar os ramos e suas variações que não frutificam, condena as igrejas, e essa coragem deve ser buscada ao orar, ouvir a voz do Senhor, e executar os Seus planos, pois se trata de um ato de amor sobre esta vida infrutífera. Porque, apesar de sabermos quem é joio e quem é trigo, não nos é dado o poder de separá-los, mas é o trabalho de Jesus Cristo. 
Cortar este ramo infrutífero resolve e o trabalho terminou? Não. Falta andar juntos, caminhar e ensinar a fazer o certo, fazer juntos, o tal "discipulado" - que quando não acontece, todos olham para o ramo podado e subjugam, veem o erro, sendo que o erro não foi do ramo, mas do pastor que não caminhou com ele, não ensinou a ele, não demonstrou junto, para que aprendesse. Dá mesmo muito trabalho caminhar junto a alguém, ensinando-o. Por isso, é somente para quem Deus chamou, não para aventureiros. 

A videira se revela no fruto. Sem fruto, o ramo pode até parecer bonito e sadio, mas nega a videira, e ainda drena a vitalidade, impedindo os demais ramos de terem vida, pois "suga" mas não frutifica.
A existência do ramo (nós) só se justifica ao dar o fruto. O significado do fruto (boas obras) vem da videira verdadeira (Jesus), assim como o significado da videira verdadeira vem do agricultor (Deus) - e nEle tem sua alegria.

(leia a continuação)

Em casa ou na vida, ramos da videira! (pte.2) - João 15:1-17

O ramo não sobrevive sem o amor de Deus pela videira, já que terá que podar aquele que não dá fruto, e só acontece isso, por amor. Precisamos entender que a poda deste ramo é por amor, puro. O ramo tem que expressar a videira, de onde ele veio e o seu significado, mediante o fruto que dá. 

Mais estranho ainda é, mesmo que o ramo dê fruto, ainda assim será podado. São aquelas situações em que estamos na obra, louvando e adorando a Deus, firmes na promessa, mas Deus sabe que podemos dar mais fruto, e porque conseguimos dar mais fruto, somos podados pelo agricultor. Muitos não entendem. Está acontecendo comigo, neste momento. Ter que ser limpo pois qualquer dreno das categorias inferiores dos ramos podem estar nos secando. Roubando a seiva que teria que ser nossa. 

Nunca se cuida de uma videira verdadeira sem coragem de podá-la. Quem tem, será dado ainda mais, quem não tem, tudo o que tem, será tirado. Pois foram dadas todas as oportunidades. 

A poda significa reconduzir a planta à sua vida, novamente. Não pode-se permitir crescer ramos que não darão fruto, muito menos, que roubem o fruto de quem tem para frutificar. E vejo acontecer em ministérios. E o agricultor sabe quem é quem. Muitos líderes de ministério estão sugando a seiva, não permitindo que outros ramos cresçam, por inveja, ciúme, ou por simples incapacidade. São as maçãs que apodrecem, não apenas em si mesmas, mas apodrecem o próximo.
A poda acontece em quem frutifica.
Na videira verdadeira ninguém fica sem poda. 
O ramo conduz a vida, da seiva ao fruto, e esse fruto não é do ramo, é da videira. 

O ramo, eu e você, não temos significado algum se estiver desligado da videira. Não haverá vida. Será no máximo madeira para fogueira, assim como sal para ser pisado pelos homens.
A videira se dá ao ramo, para que o ramo se dê ao fruto desta videira - que é a essência da vida desta videira. Quem provar deste fruto, pode se tornar um outro ramo, engendrado nesta videira, alimentando-se desta seiva também. 

Da videira, nascem uvas - jamais espinhos. Estes, são os ramos infrutíferos.



Graça e paz!