sábado, 22 de maio de 2021

Redes Sociais - Contato

Recebi solicitações dos meus contatos nas redes sociais, portanto, segue:

- Instagram: marcioneves67

- Facebook: não tenho


Porque não quer mais? (pte.1) - Sl 122.1,2

Os motivos pelos quais as pessoas deixam de ir à Igreja são diversos. Passam pela decepção com os crentes, com os líderes, mas quase sempre tem início em seu próprio pecado, e se isola, achando que está certo e os outros, errados. As feridas abertas das pessoas são em sua maioria insatisfação com a Igreja (por promessas feitas pelos próprios líderes que nunca se cumpriram por não terem sido iniciadas em Deus, e sim, nos homens). O Senhor nos adverte do perigo de nos afastarmos da Igreja, da comunhão dos irmãos, principalmente, se for por motivos toleráveis, pois vejo também que muitos insatisfeitos, ou saíram de outras Igrejas (e não se encaixam) ou olham para o homem e não para Deus - o que seria um erro grave.

Entendi da parte de Deus para a minha vida que devo ser uma Igreja para aqueles que não gostam da Igreja, e também para aqueles de quem a Igreja não gosta. E o motivo pelo qual entramos numa Igreja sempre é a busca de algo que nos falta - no caso, a eternidade que Deus colocou dentro de nós (Ec 3.11).

A decepção com alguém ainda é o maior motivo do abandono da casa do Senhor. E honestamente, você só se decepciona se sua expectativa está alta em relação a algo ou alguém. Outra: A decepção é inerente à vida, já que são muitos os motivos que nos ferem (engano ou injustiça, por exemplo). Agora, olhando para a Igreja, o principal motivo da saída de pessoas é quando ela se volta para si mesma - eventos, show, seres humanos no lugar do Altíssimo, não há discipulados, EBD fraca, louvor a si mesma, pregações rasas, simplificadas para fazer as pessoas entenderem e não transformá-las, quando deveriam estar centrados em Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Prefiro que a Igreja seja eterna, não moderna. Jesus requer ser o centro de tudo, e quando a Igreja não atinge esse objetivo, as pessoas não tem mesmo um motivo para continuar a frequentá-la. Afinal, em Jesus vemos como Deus é, e como nós deveríamos ser. 

(Leia a continuação)

Porque não quer mais? (pte.2) - Sl 122.1,2

O que mais admiro em Jesus é o legado deixado para Sua Igreja, em ações e palavras, mesmo mostrando os aspectos mais sombrios das pessoas, jamais as envergonhava ou as expunha. Ao contrário, suas palavras nunca julgava ninguém, apesar de colocá-las em seu lugar e sempre exortá-las em amor, chamando-as à superação e crescimento espiritual, deixando-as seguras, propondo mudanças em seu comportamento. Não vemos Jesus zombar de alguém quando praticavam outra opção religiosa. O amor que sentia pelas pessoas era percebido claramente - isso sim é proposta para mudança no comportamento.

Continuo acreditando que a Igreja do Senhor deva ser assim.

Ao contrário dos dias atuais, quando uma pessoa erra e está em pecado, ou é exposta para que os líderes mostrem poder ou são permissivos a ponto de dizerem que "amam", por isso não retiram as pessoas de seus ministérios. Enfim, seja em qualquer dos casos acima, erram.

A expectativa sobre um cristão é enorme, diferente de tudo e de qualquer profissão que se exija ética. Há hipócritas, mentirosos e corruptos nos escritórios, nos consultórios, nas escolas - mas ninguém abandona a escola e perde seu diploma, ou deixa de trabalhar. O mundo é hipócrita, as redes sociais são hipócritas, mas ninguém sai delas por esse motivo. E a sequência da saída de uma Igreja é sempre a mesma: colocar o irmão como hipócrita, e em seguida, abandonar a Igreja.

As expectativas depositadas no homem, e não em Deus, são a base da desmotivação, da desilusão e saída das Igrejas. Muitos caem para voltar em seguida - talvez precisem disso. E outros porque acreditaram no que foi prometido - mas Deus falou com você? Qual é a sua motivação: é o amor de Deus ou o dinheiro, as posses, o status, os bens prometidos? A teoria de Maslow explica bem.

(Leia a continuação)

Porque não quer mais? (pte.3) - Sl 122.1,2

Por isso, mestres e pastores, alerto: que vossas mensagens sejam sempre voltadas para a Salvação das almas, o sacrifício vicário de Jesus, e fundamentalmente, o Cristo ressurreto - esta sim, a mensagem central das Escrituras Sagradas.

A saída das Igrejas, tem a conotação da maturidade espiritual. Sair significa recusar a mudança proposta, assim não cresce e continua a tomar leitinho (I Cor 3.2), e chora, e reclama, cita nomes, aponta erros - mas não se levanta para fazer nada, e o pior, não traz para si a mudança, sempre espera o outro, o ministério, o líder, a Igreja mudar. Este comportamento é propício para não criar raízes, não cria identificação, não participa, e fica vulnerável, sempre levado por ventos de qualquer doutrina, o que é motivo para arrancá-lo da Igreja. Isso só confirma o que sempre digo: a pior fase para o cristão é o permanecer. Não há membros mais importantes num corpo.

Qual tem sido o seu alicerce? A Tv ou a Bíblia?

Deus instituiu a Igreja como modelo padrão para o ajuntamento de pessoas. Venha e permaneça, se coloque à disposição. Acha que o louvor, a recepção, a comunicação, a dança, o teatro, a manutenção, o ministério, não estão bons? Venha e ajude a melhorar, faça parte, dê ideias, honre o lugar que Deus te trouxe, contribua, honre a autoridade eclesiástica que Deus colocou sobre você. Deus conta com você, mas se você não quiser, a obra do Senhor não para.


Graça e paz!

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Juventude - Ec 11.9,10


Triste realidade. A Bíblia continua a ser o jornal de hoje. Resolvi escrever porque vi esse rapaz, que caiu da janela e morreu, cantar "Eu escolho Deus" (Thalles Roberto) e me emocionei, justamente porque naquele momento estava refletindo sobre tudo. Foi um puxão de orelha de Deus para que eu orasse, e chorei. Pedi perdão, orei pela família, e não sabemos como é o trabalhar de Deus no coração das pessoas, e assim como aconteceu comigo, retirado do mundo, talvez algum anjo do Senhor estivesse ministrando ao coração deste rapaz. E decidi escrever que, eu não o conheço, nem as suas músicas, mas vejo que a Palavra de Deus se cumpre na vida de muitos jovens. A vida é passageira e frágil e conseguimos tirar lições deste triste episódio - devemos sempre orar pela vida.

Em Ec 11.9,10, Salomão fala da vaidade da juventude, da pressa em ser feliz do jeito que querem, mas adverte que prestarão conta ao Deus da vida de tudo o que fizerem.

Quando jovens, nos alegramos pois tudo podemos e conseguimos fazer, assim, só fazemos o que queremos e o que nos agrada. Mas a maior lição aqui é iremos prestar contas a Deus. Não é opção ou desejo, é um fato. E se Deus descortinar a vida destes jovens, assim como este rapaz que morreu estupidamente, o que veremos? Coisas boas ou coisas ruins? Vida dedicada e consagrada aos bons caminhos e praticar o bem, ou a vã glória, egoísmo, fazer o que se quer ainda que em prejuízo a outros, e principalmente, pecado? Os jovens estão se perdendo, a começar pelo mandamento (não é pedido, portanto) para honrar pai e mãe para que sejam longos os seus dias na terra - como vemos, o deste jovem foi curto, apenas 23 anos.

Tudo na vida é vaidade. Imagine só para alguém jovem, que não tem maturidade, que anda com pessoas que estão longe de serem sábias e que possam acrescentar alguma sabedoria à vida, e ainda ter dinheiro - algo que além de comprar pessoas e coisas, te deixa acima da média? É uma bomba relógio com prazo de validade para explodir. Um dia, a casa cai. No texto de Jó 8.8 a Palavra de Deus pede para que perguntemos aos nossos pais, que já passaram pela experiência, para que assim, quem sabe, nos aperfeiçoemos, pois a vida é curta.

E para finalizar, todos nós devemos estar prontos para nos encontrar com Deus e sermos julgados pelas boas obras. Vejo artistas que cantam louvores, dizem que amam a Deus, mas não saem da mídia, com roupas curtíssimas, fazendo o que desagrada ao Senhor. Não entendo. Tudo por um punhado de ouro e prata, que este rapaz agora morto, não levará consigo, mas deixará aqui para que tenham mais contendas, àqueles que ficaram.

A vida é como a flor do campo floresce, logo vem o vento e ela se vai. Se não for por Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens, a sua eternidade está selada. Que a morte deste rapaz, de 23 anos, sirva ao menos de alerta para os jovens desta geração, buscarem ao Pai enquanto se pode achar. Este rapaz, agora, já não pode...


Graça e paz!

segunda-feira, 17 de maio de 2021

O outro e eu (pte.1) - Gn 1.26,27

Ouvi um pastor que gosto muito falar sobre "outramento". Achei o termo bizarro, ao mesmo tempo, curioso. Descobri que o poeta lusitano Fernando Pessoa inventou tal termo: "Eu, poder ser tu, sem deixar de ser eu" - o que tem tudo a ver com o Evangelho de Jesus.

E o verbo correspondente "Outrar-se" é simplesmente deixar-se contagiar pelo outro, em vários sentidos, tanto novo quanto diferente, no que se refere à cultura, linguagem, pensamentos, etc. E durante este processo de outramento transformar-se em novo ser, com nova forma de olhar e percepção ao seu redor, inclusive, do outro.

A pandemia nos deu isso de presente. Em tudo dai graças, e louvo a Deus porque várias pessoas, OSCs e entidades diferentes perceberam que a fome é maior que a pandemia. E muitos tem se motivado a ajudar o próximo.

Ser imagem e semelhança de Deus é uma "unidade plural" - um só Deus na comunhão de 3 pessoas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo), ou o mistério da Trindade. Este Deus que é uno e plural, sem qualquer incongruência, criou o homem semelhante/igual, logo, somos também um ser "unidade plural". O conceito de "indivíduo" (ou cada um por si) cai por terra já que na Bíblia não existe o indivíduo, mas existe a pessoa, e sabemos que a Salvação é pessoal, mas não é individual. A relação com Deus sempre foi pessoal, desde Adão, mas não é individual. Ser humano é ser plural.

(leia a continuação) 

O outro e eu (pte.2) - Gn 1.26,27

Ao entrar na presença de Deus, em oração, carrego a humanidade comigo. Assim, vemos Caim matar seu irmão Abel, e diante disso, ouve: "Onde está o seu irmão?", no qual responde: "Sou eu guardador do meu irmão?" (Gn 4.9). Esse diálogo mostra 2 coisas: quem somos e a resposta de Deus ("Claro que é!!"), que define que está sobre nós o cuidado de nosso irmão. Só não me pergunte "quem" é o seu irmão (leia a parábola do bom samaritano, sim?).

Nosso próximo é nosso irmão, não é "outro". O outro, no caso, é Deus. Outro ser humano ao meu lado não é outro, sou eu! Se Eva era osso dos ossos e carne da carne de Adão, então, Eva era o próprio Adão, não era "outro", entende? Apenas uma unidade.

5 (cinco) seres humanos são um e 1 milhão de seres humanos são um, uma unidade. Na cultura hebraica, Israel tem essa consciência, pois ao ler na placa do Centro Hebraico (Sumaré/SP), que é a mesma placa existente no museu de Israel, diz: "O holocausto não matou 6 milhões de judeus. Matou o judeu 6 milhões de vezes". Assim também é o corpo de Cristo, mesmo tendo muitos membros somos um só corpo (I Cor 12.12). O ser humano, criado à imagem e semelhança do Pai é plural, apesar de ser uma unidade, porque Deus é assim - plural!

Então, a partir de agora, já sabe: o que chamamos de "outro", não é o outro, sou eu.

(leia a continuação)