sexta-feira, 22 de julho de 2016

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Projeto SOS Dramas Familiares
www.projetososdramasfamiliares.org

Missão Urbana
Alcançar, cuidar, ajudar e fortalecer as pessoas e famílias que passam por conflitos, crises relacionais e existenciais, dificuldades emocionais, sofrem com vícios, vítimas de abusos, enfermidades da alma, detentos nas prisões, relacionamentos destruídos e afetados, casais, idosos, adolescentes e jovens.

Atuação
- Devocional 1, 2 e 3 (saindo em set/2016)
- Capelania empresarial, prisional, escolar, hospitalar e militar
- Empresas: palestras (SIPAT)
- Oficinas de Cura e fórum de debates (igrejas, escolas, etc)

Missão Trancultural
- Viagens missionárias no Brasil e exterior
- Grupos terapêuticos (cura interior)
- Treinamento das lideranças e ministérios nos locais (igreja)

Horário:
5ª feiras - 20h

Grupos Terapêuticos
- Dependência química/codependentes
- Aconselhamento e assistência á homens e mulheres
- Dificuldades emocionais/família
- Dificuldades relacionais/família
- Pais e adolescentes
- Finanças
- Assistência a homossexuais e vítimas de abuso

Culpa e Medo x Graça e Paz (pte.1) - Gênesis 2:7



A culpa é intrínseca ao ser humano. É uma força, não há como negar, que move o homem. Adão conhecia a lei: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17). E nós também. Mas apenas conhecer a lei não gera culpa, nem vergonha, nem medo.Transgredi-la, é outra história. 

Esteticamente, o fruto era vistoso. Espiritualmente, algo que o igualaria á Deus, já que Deus é alguém maior, o criador de tudo, e teria que ser alcançado - dado o pequeno tamanho do homem, enquanto criatura.
Somente a transgressão da lei nos dá o conhecimento da lei, já que a lei só se faz conhecer através da CULPA ou MEDO. E todas as neuroses humanas são decorrentes destas. 

O fato de perceberem que estavam nus, a culpa os abateu, e pelados, gerou vergonha, embaraço e negação, justamente daquilo que o homem busca incansavelmente: sexo. E tentando ser feliz através do sexo, confunde o sexo com amor. Nada pior, se lembrarmos que o amor é o vínculo perfeito.
Nesse momento, houve uma inversão dos valores que perpetuam até os dias atuais, cada vez mais, invertidos. Senão, observe ao seu redor:
- O belo se tornou feio;
- Vivemos a cultura do lixo, em todos os sentidos (música, textos, televisão, moral, ética, educação, política, social);
- O digno virou vergonha;
- Ser honesto virou babaca;
- A carne tem que ser saciada, afinal, não sei se o mundo vai acabar, dizem. 

E assim, nossa alma sente-se em débito com Deus, com nosso próprio espírito (sopro de vida), que voltará para Deus. Nossa alma clama por um tempo para pedir "perdão" á Deus. Isso é CULPA.

(leia a continuação)

Culpa e Medo x Graça e Paz (pte.2) - Gênesis 2:7



Doenças psicossomáticas demonstram que a vida humana sente CULPA: Por ter nascido, de gostar do que não deveria, de ser amado e saber que não é merecedor, por chamar de amor aquilo que um dia pensou que fosse, em não ser compreendido, por ter gerado filhos e não controlar seus destinos, culpa por ter, em possuir bens que não necessita, culpa por ter sucesso e/ou por não ter tido sucesso, por ser feliz e também por ser infeliz, por não alcançar as expectativas projetadas, culpa pela honra, pela desonra, culpa da cobiça, do poder pretendido e exercido, do desejo, do orgulho. Culpa por ser, e pelo "ser". 

E através da culpa vem a vergonha, fuga, e sobretudo, o medo. Porque CULPA e MEDO são, na exata proporção, contrária à GRAÇA e a PAZ. 

Psicanálise ajuda, identifica a culpa e ajuda a compreender o peso do seu existir. Porém, é só quando a pessoa tem consciência que Jesus Cristo se fez CULPA, vergonha e pecado por nós - este sim, o verdadeiro caminho para a libertação dessa culpa - é que iremos desaguar na PAZ.
Apenas quem crê que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo, e que morreu por nós na cruz, e crê também que Deus aceitou tal sacrifício porque creu neste sacrifício, e nos queria salvos, com Ele, é que começará a entrar em PAZ.
Todo pecado foi removido na Cruz, e este pecado, faz separação entre nós e Deus. Uma vez removido, podemos invocar o nome do Senhor Jesus e seremos salvos. 

Mais que um passaporte para a eternidade, tal Salvação através da Graça, é sobretudo a libertação da CULPA. E sem culpa, conseguiremos tratar, pois essa culpa só potencializa os pecados. Sem trocadilho: sem pecado, pecamos menos. Se não há mais condenação, podemos então, andar sem o peso da culpa. E assim, pecar menos.
Li, certo dia, que a Santidade é o pecador sem culpa. Afinal, cremos na Graça, que é mais abrangente que a árvore do conhecimento do bem e do mal, menos física e mais coração - de onde procedem as fontes da vida! 

Quem crê em Jesus Cristo, não insiste na árvore do conhecimento do bem e do mal, pois há Salvação. E é pela fé, já que conhecimento não é sabedoria, nem gera a fé. Mas a fé, através da Graça, gera sabedoria.
É estreito, mas não há outro caminho, nem outra verdade, nem outra vida. Talvez por isso, poucos acertem o alvo. Quem crê nunca será confundido.


Teu é o reino, Teu é o poder e Tua é a Glória, para sempre, amém!
Graça e paz!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Objetivo da igreja - Mateus 25:31-46

A missão da igreja está sendo confundida. 
O que nos foi delegado é pregar o Evangelho a toda criatura, para que todos saibam que Jesus Cristo é o Senhor.
E assim, preparar as pessoas para a eternidade, através da Salvação. Sim, porque se há algo em comum entre as demais religiões, é que todas acreditam que haverá um juízo.
Para que haja Salvação, é necessário arrependimento, de como leva a vida, de como vive, como ama e não ama, se vive pelas obras ou pela fé, e o arrependimento está na morte de sua vida, ou nascer de novo. Este nascer de novo é fruto da atuação do Espírito Santo em nós, através da Palavra de Deus - e somente quem tem ouvidos, a ouvirá. Resta às pessoas e às nações reconhecer que há pecado na estrutura, e assim, buscar a justiça. Afinal, só há justiça se houver amor. 
Portanto, a missão da igreja não é transformar o mundo.

A igreja vive debaixo do senhorio de Jesus, buscando-o em primeiro lugar, e viver assim, para cumprir e buscar a justiça do Reino de Deus, determina que vivamos dependentes de tudo o que Deus cumpre e cumprirá.
Enquanto igreja, vivemos sob o governo de Deus e temos que sinalizar o que é a justiça e como a praticamos - não de modo imperativo, mas em amor. Assim, a sociedade poderia se moldar, pelo exemplo, fugindo da iniquidade que impera em todos os relacionamentos, hierarquias, ambientes - já que essa iniquidade nos leva ao estado de sofrimento.
Socialmente, estamos falidos. 

A igreja, cumprindo sua missão sendo exemplo do Reino, da vontade de Deus na terra como é feita nos céus, e também sendo submissa ao Pai, que é nosso e é de todos, que nos anunciou Jesus, o nazareno, como o único ungido - só há unção se estamos debaixo do ungido - honra e obedece Jesus Cristo, cujo nome, está acima de todo nome, o único ao qual importa sermos salvos. Através das boas obras, manifestamos a justiça do amor de Deus no Reino dos céus.

E agora, você ainda é igreja?


Graça e paz, da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pecado - João 8:1-11



Jesus era demais. Como não se apaixonar por uma pessoa assim?
No vale da sombra e da morte, quando a vida fecha a porta na nossa cara e o milagre não acontece, quando somos humilhados, cantamos mesmo "Te louvarei, não importam as circunstâncias"? Bastante difícil.

Porém, não é difícil que imaginar a situação desse texto (a mulher adúltera), no contexto dos dias atuais. Se acontecesse na igreja de hoje, provavelmente, os diáconos, muito bem preparados que são, de terno e Bíblia debaixo do braço, aqueles que prezam pela disciplina, diriam:
- "Pastor, pegamos essa mulher em flagrante adultério, e segundo as tradições e normas, temos que excluir essa mulher!".
Verdade. Segundo as normas e tradições da boa e santa igreja, sim. Mas de acordo com a igreja de Cristo, a começar pelo exemplo dEle mesmo, do Filho do Deus vivo, não. O que faríamos? Qual seria a sua reação? Não tenha medo de pensar. Porque seria mesmo esse primeiro pensamento que teve, o primeiro pensamento antes de todos os outros: "Temos que excluir essa mulher. Infelizmente, pois pode ser uma prerrogativa".

Vale um adendo: Só foi "flagrante adultério" porque pegaram? O contrário disso, pecar e adulterar sem ninguém ver, pode? Desde que não haja "flagrante", sim, só não pode ser pego, é isso? Algo para pensarmos, já que o exemplo de Jesus foi outro.

Se Jesus fosse membro de uma igreja, diriam: "Jesus acobertou o pecado dessa aí...". Não. Ele teve misericórdia. E mais, devolveu aos acusadores, aquilo que eles destilavam: pecado. O pecado da mulher adúltera não era maior que o pecado deles. Porque Jesus Cristo não a condenou, e Ele era o único presente, seja pela lei, pelo Seu testemunho ou por Sua existência, a atirar a primeira pedra, se quisesse. A vida dela, naqueles momentos, estava nas mãos do mestre. E que bom, pois nisso, Jesus nos mostra que excluir é fácil, difícil é restaurar. Quando julgamos, não é só temer porque Deus nos julgará da mesma forma. Não julgar, tirar a trave no do nosso olho, olhar para si mesmo. Veja você mesmo, antes de olhar para o outro. Cuide de si, ame a si mesmo para poder amar o próximo, porque se não tem medida para se amar, como amar ao próximo? Não vai conseguir.

Matar é fácil, difícil é gerar vida.
Difícil é ir lá fora, pegar na mão de uma prostituta e trazê-la para dentro. As pessoas que demonstram fraqueza, nós colocamos para fora da nossa vida. Mas, você gerou vida? Só somos no outro. Não há vida para ser vivida, se você exclui.

E para terminar, Jesus não acusou a mulher adúltera, pecadora. E não acusar não quer dizer acobertar o pecado, mas sim, perdoar. Sentir compaixão, misericórdia e amor. Enquanto o homem julga e condena seu passado, Cristo ama, perdoa e muda sua história futura.


NEle, que se fez escárnio, pecador, homem de dores, sem nunca ter pecado. Amou.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Vivendo e entendendo (pte.1) - Salmo 23

"Stress" indica o máximo de pressão que alguém pode suportar, sem se deformar. Quem já sentou sobre uma bola, sabe que, apesar de deformá-la, ela sempre volta ao normal. No entanto, ao sofrer o mesmo ato repetidamente, a bola não será a mesma, porque perdeu a capacidade de suportar sem deformar.
Assim somos nós. A exposição constante ao limite, dada a pressão que sofremos, causa desequilíbrio emocional, físico e espiritual, e essa exposição pode nos levar á impossibilidade de reagir e/ou á depressão. Sem respostas, há desequilíbrio, somos deformados e desconstruídos do original criado, entrando em depressão.
E um cristão também tem depressão. Aliás, a negação desse problema emocional é resultado da demonização a qual a igreja pós-moderna se expõe hoje, pois tudo é "demônio", e por ser espiritual, não se trata a doença como deveria, no início, combatendo tanto a carne (médicos) quanto o espírito (fé) - uma vez que os médicos cuidam do corpo, não da alma. A alma, na verdade, é relegada desde os tempos de Hipócrates (medicina) a algo inferior. 
A oração, para a alma, é o remédio para o corpo. O que o corpo faz, afeta a alma; e a forma como a alma é afetada, causa no corpo, enfermidades jamais detectadas por quem trata do corpo. Ou seja, a alma continua ferida, apesar da pessoa estar em tratamento. O que nos leva a crer que, na verdade, nunca terá cura total.

Oração deve ser constante. Aliás, "orar"+"ação", é falar com Deus e agir, concomitantemente. nunca deixe de orar, em hipótese alguma. Mas tem que agir/reagir. Se Jesus Cristo nos curou, amém. Caso contrário, cuide-se e busque tratamento. Vamos parar com essa mania de que o diabo tem culpa em tudo. Daqui a pouco ele irá se defender: "Olha, eu não fiz nada ali, hein?". Pessoas continuam tendo sintomas, definhando espiritualmente e emocionalmente, e ainda continuam a repreender o diabo no corpo dos outros. Por favor, parem!! A igreja pós-moderna, por força da sua pouca fé em Jesus, teme por nada acontecer em relação à cura, e apelam, hoje em dia, por vestirem-se de branco, no dia da oração forte (nos outros dias a oração é fraca?), algo como os terreiros de umbanda (descendência afro), influenciadas pelo espiritismo, com galho de arruda, sal grosso, objetos que curam, patuás, água benzida/batizada, óleo ungido no avião (mais perto do céu), correntes de peras coloridas significando proteção, retirando o diabo do corpo de pessoas crédulas, acreditando que ali está o Evangelho de Jesus Cristo.
Quando conhecemos a deus, entendemos o Evangelho, somos perdoados, entendemos que somos co-herdeiros em Cristo, filhos amados, recebemos também Suas promessas, cuidado e Graça de Deus. Mas para muitos, não é suficiente, pois não conseguem conviver com suas carências e desejos não realizados, e sendo isso que nos baliza, focamos no que não aconteceu e no que ainda não temos. Não há pensamento positivo, autoajuda aqui. A ajuda tem que vir do alto, e a fé não é fé em si mesma. Não há mais "esperar no Senhor", "resignação" ou "paciência". São termos abolidos hoje em dia.

Temos a Deus, o que nos falta então? Pensou nisso? Pior, é que a resposta é: "Ainda me falta. O Senhor não me basta". Assim, Deus acaba sendo uma fonte de stress para nós quando conhecemos o Evangelho, pois somos habitados pelo Espírito Santo, a Palavra de Deus nos inunda, nos transforma, mas basta olhar no espelho para nos constranger com o amor de Cristo (II Cor 3:18). Porque não vemos a transformação que deveríamos ter, mas vemos que a nossa alma está ferida. Diremos então que o Evangelho não funciona? Que esse "negócio" de fé e Jesus Cristo é bobagem? H
á coisas que não estão bem resolvidas, e que só na caminhada com Cristo é que serão solucionadas, verdadeiros buracos negros sugando nossa energia - o passado, o mal praticado, o pecado, por nós e contra nós, a alma angustiada, vazio no estômago.
Como assim "refrigera minha alma?"

(leia a continuação)

Vivendo e entendendo (pte.2) - Salmos 23

 Deus se torna stress para nós, principalmente quando se cala. Quando estamos ansiosos por uma decisão, queremos e precisamos saber a vontade de Deus, pedimos, meditamos e estudamos, e ainda continuamos sem saber o que fazer. Muitas vezes Ele quer ver você agir, e não ser um filho eternamente dependente. Para Deus, precisamos crescer.

Aflição de coração. Angústia. "Guia-me pelas veredas da justiça". Deus é uma fonte de stress.

Quando atravesso a noite, a escuridão sem enxergar nada, não sei para onde ir nem se há algum perigo á frente. O que vem depois do abismo? É nessa hora que "atravesso o vale da sombra da morte". Medo. Medo de me envolver em relacionamentos, de sair de casa, de não cumprir aquilo que prometi, a ansiedade me atropela num labirinto de pensamentos, de manhã uma coisa, á tarde outra, e á noite, insônia. E onde está Deus quando estou no vale da sombra da morte?
Não me sinto blindado, nem dos meus inimigos nem adversários, desejam meu mal e me invejam, cobiçam e querem ser e ter o que sou, me veem como inimigo pois tramam minha destruição e até a morte. Ando desconfiado de tudo e todos, e em meio a isso, família e trabalho, tenho que sobreviver, tomar decisões, pessoas dependem de mim, posso afetá-las injustamente por pensar somente em mim.
Não tenho controle de nada!
Deus é uma fonte de stress.

Porque nos ensinaram que praga alguma chegaria á nossa casa, mil cairiam á direita e 10 mil á esquerda, muitos dizem que Deus fala com eles, mas comigo não fala? Será que me converti mesmo? Culpa.

Depois que me converti as coisas pioraram, já ouviu isso? É isso mesmo, porque tomamos uma nova consciência, os olhos mudaram, não o cenário. As mudanças podem ser lentas, superficial até, e ficamos nos cobrando: "Sou filho de Deus, mas as coisas boas só acontecem com os outros" (Salmos 73). Quer dizer que sua visão ainda está na carne. Porque se estivesse no Espírito, enquanto um milita contra o outro, veria que não está mais no mesmo lugar, apesar do cenário continuar sendo de lutas. Deus agora é contigo.

Mas continuamos a pensar: Deus é uma fonte de stress. Até porque, pensou que Deus resolveria sua vida, não é? Os caras vão para o inferno como se fossem para o céu. E nós, que cremos, vamos para o céu como se estivéssemos indo para o inferno. Não é que Deus nos estressa, é que nos falta entendimento, conhecimento, queremos e buscamos ilusão, promessas falsas, clichês que alimentam nossas expectativas em relação á Deus. E se não tem a ver com Deus, tem a ver conosco, e isso nos deixa infeliz - mesmo tendo tudo para ser feliz!
Se encontrar alguém bem resolvido, fuja. Isso não existe, porque em essência, somos mal resolvidos.

(leia a continuação)