sábado, 20 de abril de 2013

(continuação)
Onde está o seu coração? (pte.2) - Mateus 6:19-24
Quando Jesus disse "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam", estava chamando seus discípulos a tomarem uma decisão, de se arrepender do materialismo e voltar ao coração de Deus e seu Reino. A proposta não mudou até hoje. As Escrituras não dizem se as riquezas são boas ou ruins, mas o amor às riquezas é um grande mal (I Timóteo 6:10). O amor ao dinheiro, diz o texto, é a raíz de todos os males, desvia da fé e trará dor. Além disso, a busca por acumulação de riqueza, só trará perdas e vergonha (Tiago 5:2,3)

O desejo pela riqueza é o maior concorrente de Deus pelo coração dos homens. Embora valorizem bastante as riquezas, poucos as tem. Pouco realmente tem tesouros. E ods que tem, rapidamente se cansam dele. Me parece tolice trocar algo eterno por um prato de lentilhas. A pergunta que deve ser feita a qualquer "bem" é: "É eterno?". Se assim o for, valerá a pena qualquer sacrifício. Se não, é igual ao pó. Só os tolos pensam valer a pena o "aqui e agora".

Jesus ainda nos deixou: "Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem, e onde os ladrões não minam nem roubam". A Palavra de Deus fala do desperdício da vida que Deus nos deu para trocá-la pela busca de coisas que não tem valor nenhum (eterno), nem pode preencehr o desejo infinito de um coração feito para a eternidade. 
Em Isaías 55:2 - "Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?"
Nada, exceto a pessoa e a vontade de Deus pode preencher o homem. O único tesouoro que vale a pena possuir é eterno e vem de Deus. Só fazendo a Tua vontade, Senhor, vivendo para a sua glória e buscando o seu reino.

Deus prometeu cuidar de nós e atender nossas necessidades. É capaz e está disposto a encher seus filhos de bençãos. "Buscai primeiro o Reuno de Deus e sua justiça" (Mateus 6:33). O céu e a terra passarão, e o homem que faz a vontade de Deus habitará para sempre e suas obras habitarão para sempre (I João 2:17). No céu, não haverá arrependimento por ter vivido muito para o Reino de Deus, mas podemos ter certeza de que haverá muito lamento por ter vivido tão pouco para o Reino.

Diversas vezes somos confrontados com declarações aos nossos corações e revelam a verdade sobre nosso caráter"Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mateus 6:21).

Onde está o nosso coração...?
O que ocupa nossos pensamentos, acima de tudo?
O que queremos?
Podemos dizer que Jesus Cristo é a nossa paixão?
Se alguém, que não conhecemos, assistisse nossa vida num telão, poderia dizer que vivemos para o Reino de Deus? Passamos alguma madrugada orando para a vontade de Deus seja feita aqui na terra?
Vivemos obcecados em ter, possuir, metas, competição, e isso não é ser cristão. O cristão aprende a dividir, olhar para o proximo, ver e sentir as necessidades alheias, e muitas vezes, permitir o outro passar, pois agora é a sua vez. Totalmente contrário ao que se ensina no mundo, principalmente, corporativo. E pastores e líderes de ministério estão fazendo cursos para trazer para dentro das igrejas essa competição.

"A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" (Mateus 6:22,23).

A luz, na sua vida, depende do que seus olhos vêem. Os seus desejos. Nosso corpo, nossa vida, a direção que tomamos, vai em direção daquilo que os olhos vêem, ou do que o coração deseja. Se nosso coração deseja as coisas que esse mundo pode nos dar, é isso que encontrará. inclusive o ônus, que todo bônus carrega.
Entretanto, se nosso coração, guiado pelos nossos olhos, desejar as coisas do Reino de Deus, iremos persegui-las com paixão.
O "bom olho" (Mateus 6:22) tem uma visão única e sem duplicidade ou bifurcações no caminho. O foco é único. Mas se tivermos o "olho mau", veremos sempre em dupplicidade, bifurcações, pois mantemos um olho no céu e o outro nos tesouros da terra.

Como discípulos de Jesus Cristo somos chamados a buscar primeiro o Reino de Deus, pois as nossas necessidades nos serão acrescentadas. Deus sabe o que precisamos antes mesmo de pedirmos, pois qual Pai em ouvindo o filho pedir pão lhe dará uma serpente? (Lucas 11:11)


(leia a continuação)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Onde está o seu coração? (pte.1) - Mateus 6:19-24
É necessário constante vigilância para não se desviar do que é eterno. Sempre serão 2 (duas) escolhas á nossa frente: a) Que nos dá recompensa imediata, temporal e enganosa. A porta larga.
b) Nos dá recompensa eterna, nos custa tudo (coração, alma, vida), o caminho é difícil e exige comportamento de renúncia, onde fazer o bem nunca é retribuído. A porta estreita.
O que fez a vida de Jesus ser diferente é que seus valores eram iguais aos de Deus. Que Deus nos conceda a Graça de sermos parecidos. O único desejo de Deus é que todos os seus aspectos, seus atributos e suas obras, sejam conhecidos pela sua criação, e que todo louvor e honra, sejam atribuídos a Ele. E é nesse ponto que o homem se rebela.

Nas redes sociais vejo que as pessoas atribuem a Deus ou dizem quem é Deus, e fico abismado. A única referência que Deus nos deixou foi seu "manual do proprietário", a Bíblia. E os homens dizem que é um livro, pouco compreensível, absurdo e pouco confiável. As pessoas, em nada, conhecem a Deus. Nem querem conhecer, pois Deus, elas dizem, é uma energia, uma luz, um espírito, o criador (do quê?), o saci-pererê, um átomo, mas jamais reconhecerão Deus em seu lugar. Nessas redes vejo versículos bíblicos sendo colocados como de autoria de outros, do espiritismo á autor desconhecido. Como a maioria não conhece a Palavra de Deus, delegam a autoria a outras pessoas, e que passivamente, aceitam. Pior, multiplicam.
E quando você quer dizer a verdade, você vira a chacota. Você é escarnecido.

O desejo de Deus é ver o seu nome entre as nações: "Pai nosso, que estás no ceú, santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino e seja feita a Tua vontade, na terra como é feita no céu..." (Mateus 6:9-10)

Se alguém lhe der um cascalho ou pedaço de madeira, você não sairá gritando que essa pessoa te ama, não é? Porque? Porque é só uma pedra ou pedaço de madeira, não demonstra tanto afeto para garantir que esta pessoa a ama. Agora, se alguém lhe der a própria vida, para que pudesse viver, isso é amor! Porque  ninguém, mesmo que ame, faz isso. O contrário também é verdadeiro.
As pessoas que não conhecem a Deus, não sentiram o amor de Cristo, não tem conhecimento da Sua glória e estão excluídas da verdade.
O homem pode colocar toda riqueza, poder e prazer em seu coração, que este mundo pode oferecer. Ainda assim, estará vazio. A eternidade não pode ser preenchida pelo temporal, com coisas adquiridas q que tem fim: "Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez" (Eclesiastes 3:11). 
Sem isso, o homem é pobre, miserável e vazio.

O tesouro de Deus, seu maior desejo e propósito, é que seu nome seja grande, santificado entre as nações. Que venha o seu Reino e sua vontade seja feita.
Mas fica a pergunta: Este é o nosso maior propósito?

Nós perdemos a paz por tão pouco, perdemos noites de sono, arquitetando, planejando, desejando, querendo, fazendo, ansiosos, e a paixão nos move por coisas, pessoas, casas, empregos, paixões, fama, necessidades, reputação...mas quando foi que perdemos o sono por saber que determinadas pessoas não conhecem a Cristo? Ou que pessoas estão presas ou até morrendo por levar o Evangelho de Cristo, esse mesmo que negamos todos os dias? Nosso coração se despedaça quando sabemos que pessoas não sabem quem é Deus? Ou substituem Deus por ídolos, animais, pessoas, luzes, espíritos, velas? Perdemos o sono por orar pela nossa comunidade? Pela nossa igreja? Pela liderança pastoral? Pelos governantes desse país? Pelo irmão que necessita de emprego ou cesta básica? Pela crianças que estão no tráfico de drogas? Cito exemplos do nosso dia-a-dia, não exemplos que não nos dizem respeito.

Não deve estar sendo fácil a leitura, mas é o que temos para hoje. Hoje, mesmo os "crentes" estão preocupados em "ter". Preocupados em status. Ou "Quantos membros tem sua igreja?", como se isso demonstrasse quantas pessoas estarão no céu...

Certa vez, conversando, um pastor disse que iria construir um templo enorme, para 5 mil pessoas. Para a glória de Deus. Eu disse que também iria. Feliz, se surpreendeu e questionou o lugar, a denominação, quantos membros, etc. Eu disse a ele:
- "Um só. Vou andar junto, acompanhar e ensinar o Evangelho de Cristo a esta pessoa. Ele será um templo do Espírito. O pastor ficou tão constrangido que saiu. Não somos tempo do Espírito Santo? Não precisamos de templos para 2 mil ou 5 mil pessoas. Não precisamos de Tv ou estação de rádio. O Evangelho é pelo exemplo, não pelo que diz. Mas hoje em dia...

Jesus nos alertou: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam" (Mateus 6:19,20)

leia a continuação)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Usando a Graça de Deus contra o Deus da Graça
Tiago 1:27
Se perguntar a qualquer cristão "o que é Graça?", a resposta será, invariavelmente: "Graça é o favor imerecido".
Está correto, mas a Graça em Jesus é muito mais.
Só o fato de abrirmos os olhos pela manhã (e respirar) é uma demonstração de sua infinita Graça.
Favor imerecido é simples demais para algo infinitamente superior. Não conheço palavras para descrever a Graça de Cristo. 
Nascer é um milagre da Graça. A cada criança que nasce Deus nos faz lembrar que a Salvação nos veio através do ventre de uma mulher. Da semente da mulher viria aquEle que viria esmagar a cabeça da serpente.
O choro de um bebê é a voz de Deus dizendo: "Vocês valem a pena. Eu continuo amando vocês!"
Se o nascimento de um bebê é a extensão da Graça, a morte seria uma tentativa de frustrar os planos de Deus. Mas até mesmo a morte é transformada em Graça do Senhor para com a humanidade. Se após o pecado não houvesse morte, também não haveria Salvação e remissão dos pecados pois "sem derramamento de sangue não há remissão de pecados" (Hebreus 10:18)
Jesus precisou morrer para nos salvar. E se a Salvação vem pela fé é a fé em Jesus.
Então, cada vez que um adolescente, que não recebeu a Jesus como seu Salvador, morre por overdose, sem ter recebido a Graça de Jesus, a Graça não se tornou para ele uma realidade salvadora.
A morte de um adolescente que baleado no tráfico, ou uma mulher que morre nas mãos de um marido violento e embriagado, é a maré contrária à Graça salvadora.

Muitas vezes nos perguntam "porque" Deus permite isso. Não tem nada a ver com Deus, tem a ver conosco, pois Deus já doou tudo de si. Enviou o seu Espírito. Já derramou sua Graça. Já nos amou "de tal maneira", que fez tudo o que podia por nós.

O mínimo que devemos fazer é usar essa Graça que nos alcançou para alcançar outros, antes que a possibilidade de vermos a Graça se tornar Salvação, se encerre pelo trágico fim de uma bala perdida, uma facada de ódio, morte encomendada por traficantes, pelo policial corrupto ou pelo preço que a droga cobra.
Você pode até dizer que a culpa não é sua. Porque nós não matamos, mas nós deixamos morrer. Não puxa o gatilho, mas aceita a miséria, passivo. Não enfia a faca, mas não ensina que ninguém precisa viver assim. Não amarramos bomba na cintura para matar inocentes, mas não vamos ensinar aos terroristas sobre o amor e que eles podem servir a Deus sem matar.

A voz que deveria erguer profetas contra o pecado, contra tudo o que tenta sabotar a Graça de Deus, fica calada. 

Matar não é menos que deixar morrer.
Muitas mãos que deveriam e poderiam ser a prova de que a Graça existe, funciona e salva, permanecem fechadas, para o órfão e viúvas, brigam entre si por suas denominações, querem aparecer mais pelo ego do que pelos atos.
A religião que Deus aceita é justamente quando lembram do órfão e da viúva, não se corrompendo pelo mundo (Tiago 1:27).

E nós, cristãos, que recebemos a Graça, mais que não distribuir, usamos a Graça de Deus contra o Deus da Graça.

Ele nos deu a Graça para dividir, compartilhar e nos calamos. A religiosidade é tamanha que esquecemos que, graça que não funciona, não é Graça.
Vale para todos que morrem sem Jesus.
O desejo do Pai, de que todos sejam salvos, está sendo enterrado pelo nosso egoísmo, alienação e falta de amor.
Ninguém precisa de rádio, Tv, políticos, internet para evangelizar. Nem dinheiro.

Precisamos distribuir Graça de Deus nas ações sociais, salvar nossas crianças que estão com fome, gritar em todos os lugares contra a injustiça, para que tenham oportunidade de experimentar, de fato, a Graça que salva e dá vida.


Cada vez que nos omitimos, enriquecemos ao invés de repartir, ou encolhemos a mão para fazer o bem, usamos a Graça de Deus contra o Deus da Graça.

Por isso, fazer o bem a todos, cuidar dos órfãos e viúvas, salvar nossas crianças da fome nas ruas, abraçar mendigos, visitar hospitais, centros de detenção e locais para dependentes químicos, ser a mão do amor de nosso Deus, é a única maneira aceitável de um cristão viver.
Quem nunca experimentou a essência da Graça de Deus,  jamais saberá o que é o amor. E não seremos melhores que as mentes do mal que dominam este século, e não descansam em impedir que pessoas pelas quais Jesus morreu, se percam e nem cheguem a conhecer a maravilhosa Graça do nosso Deus de amor.


Que a paz de Deus, a consolação do Espírito Santo e o amor de Cristo Jesus, nos alcance, apesar de nós mesmos,



Graça e Paz!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Somos luz - Mateus 5:16 - "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao Pai, que está nos céus"
Como conhecemos, a grande comissão - "Pregai o Evangelho a toda criatura", tem 3 lados (3D):
- Anúncio da pessoa de Jesus;
- As boas obras;
- Discipulado das nações.
Nem sempre sabemos ou nos importamos com os 2 (dois) últimos. Vamos falar aqui das "boas obras".
O cristão não entende que deva fazer "boas obras". Ele entende que somos salvos pela Graça: "Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:8-10).
O cristão entende "boas obras" como o fruto (da árvore Jesuzeiro), resultado da Salvação, pois ele, o cristão, é como se mudasse de ambiente, o modo de viver. Não é mais o velho homem que o impede de fazer as boas obras. É a Graça, o Espírito Santo que o move a fazer. É diferente.

O versículo 10 fecha essa questão: somos feitos por Deus, criados em Cristo para as "boas obras", pois é para isso que fomos criados. O que move outras pessoas, de outros segmentos de religião a fazer as "boas obras" é querer ser "bom". Se for para si mesmo, esquece. Se for para Deus, ainda que louvável fazer pelo criador, só o será se movido pelo Espírito. Isso é difícil de aceitar.

O texto diz que a Salvação nos muda, nos transfere de ambiente. Antes, o ambiente é comum a toda a humanidade¹ (o mundo): progresso próprio, auto-sustentação, viver para si e em função de si mesmo, seu próprio prazer, sua vida, conforto, sucesso, direção.
Quando alguém se encontra com Cristo², muda-se de ambiente: deixa o "eu" e passa a pensar "nós", boas obras nas quais, Deus preparou para que vivêssemos. Vivemos agora, num ambiente de boas obras.
Viver as "boias obras" é viver em função do próximo.
É ser um presente que serve (presença, presente e útil). Essa é a igreja nas "boas obras".

Interessante é que Deus não pede relatório: "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho". Ele não espera que as pessoas sejam convertidas pela nossa ação em levar o Evangelho. Temos que levar o Evangelho, mas não nos pede "quantos" ou "quais" se converteram. Nos cobra a ação: "Ide". Levar o Evangelho é função nossa. Converter as pessoas, só o Espírito Santo. É o Espírito de Deus que as convence, não eu e você.
Porém, neste texto, Jesus quer relatório: "...e glorifiquem a vosso Pai..." - Ou seja: "Vai lá, mostre-se luz para os homens para que eles vejam a sua boa obra, assim verão o Pai", é o que Jesus pede.
Temos que fazer as "boas obras" para que as pessoas vejam, sejam alcançadas pelas nossas "boas obras", e saibam que foi por Deus. Assim, voltarão a Deus, glorificando-o.

A "boa obra" não pode ser de qualquer maneira. Ser bom não é mérito, é obrigação. Agora, a ação do bem, o desejo de ajudar, a "boa obra" tem que impactar e alcançar a vida de outra pessoa, a tal ponto que ela não tenha outra reação,  senão constranger-se a glorificar ao Pai, porque saberá que não poderia ser uma outra pessoa, só Deus.
A obra, por si, não tem valor. A fé gera obras, mas não são as obras que nos trazem a Salvação, e sim, a fé.
Uma "boa obra" deve fazer com que a pessoa sinta-se grata a Deus, não a mim. Que remeta á pessoa do Pai, não eu. Que se sinta constrangida por estar sendo alcançada, alvo do Pai, mesmo sem merecer. Isso é extraordinário.
Conheço pastores que fazem questão de dizer que Deus precisa dele. Deixa claro para a pessoa alcançada que foi ele, o pastor, que fez a obra. Ao receber os agradecimentos, por favor, apontem para Jesus...Por favor.

Uma pessoa pobre, que não tem acesso a água, luz, comida, percebe que, apesar de haver amor, ela não tem direito ao acesso a essas coisas, que são básicas. Ela tem dificuldade de entender o amor.
Uma pessoa que não falta comida, água, luz, o básico, percebe que há amor no universo, e ele será abastecido.
Entende?

O mais difícil é perceber onde está esse amor que você fala. Quantas vezes ouvi: "Poxa, ela nem agradeceu...". A "boa obra" não é um censo de gratidão em que a pessoa alcançada, tenha que ter gratidão por mim. 
Primeiro, não sou eu. Segundo, é para Deus - o Pai dela.
A "boa obra" tem que ser feita em nome de Jesus.
Essa "boa obra"" não pode deixar essa pessoa alcançada, depedente de mim. E sim, dependente do Senhor! Igual aos outros filhos de Deus.

A igreja cristã tem Jesus Cristo como Senhor, não como inspirador. O que Ele disse, não é para discutir, é para fazer. A "boa obra" não é para sermos mais amados por Deus. Ela tem que levar o beneficiário a ser o protagonista da sua história. Não pode ser muleta.
Tem sim, é que perceber que, através da sua oração, ele entra na presença de Deus, sem conchavo, arranjo, política.

Enquanto os romanos estavam ensinando o senado num arremedo, os cristãos ensinavam a verdadeira democracia.
Fé cristã: todos os homens livres.




Graça e Paz!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fico muito feliz porque este Blog, que Deus mandou fazê-lo, expõe a Palavra de Deus, e ela está sendo lida em todos os países abaixo.
Período: de 05/03 a 03/04/2013


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Que continue a ser feito para Glória do Senhor!

Graça e Paz!
Salmo 90:12 - "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios".

Com a chegada da data do reencontro entre amigos de 30 anos atrás, esse texto me chamou a atenção. Esse conselho de Moisés nos propõe contar nossos dias. Sim, mas o que significa isso?

Esse é o meu modo de ver:

Jesus Cristo disse: "Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de modo que, quando ele acabar, esses amigos os recebam nas moradas eternas" (Lucas 16:9).
Foi sua resposta aos fariseus que não gostaram que Jesus, um judeu, recebesse publicanos e pecadores. Para os judeus, publicanos e pecadores eram a parte do povo de Israel que traíram a Deus. Se os romanos não impedissem, os judeus teriam apedrejado tais pessoas.
O Senhor Jesus mostrou 4 parábolas (a ovelha perdida, a dracma perdida, o filho pródigo e o administrador infiel) em resposta a essa perseguição. Leia o post a seguir: http://www.marcioneves67.blogspot.com.br/2013/01/lucas-15-e-16-jesus-apresenta-as.html

A parábola da "ovelha perdida", fala de um pastor que abandona as 99 ovelhas e corre atrás de 1 que se perdeu.
Deixar o aprisco á deriva de ladrões e animais, e na volta festejar o achado? Loucura. E as demais ovelhas? Jesus confirma que, ao receber os publicanos e pecadores, Ele veio para a salvação de todos.

Na parábola da "dracma perdida" a "pré-disposição" para essa loucura: o valor do homem. Embora para os fariseus, publicanos e pecadores não tinham valor algum, Jesus os via de modo diferente. O exemplo da mulher que perde uns R$ 0,30 centavos, e desarruma tudo, dando um valor muito maior. Jesus nos mostra que o ser humano mais pecador é tão valioso que tudo vale a pena para achá-lo, como fez essa mulher.

Na parábola do "filho pródigo", os publicanos e pecadores são o filho pródigo, que se afastam do Pai por vontade própria, para viver sua vida. E os fariseus, são o irmão mais velho, que apesar de estar próximo, não tem nenhuma intimidade, não conseguiram sintonizar na mesma estação, confiando em seus (pretensos) próprios méritos, desenvolvem seu próprio senso de justiça e perdem a compaixão.

Na parábola do "administrador infiel", Jesus acusa os fariseus de estarem administrando mal a fortuna, que nem deles é. Vida e conhecimento lhes foi dado para saberem que seria impossível viver por si mesmos e, no máximo poderiam, a partir de tudo o que sabiam desde Abraão, diminuir a distância entre os pecadores e Deus, pela compreensão, amor, bondade, ensino, fazendo amigos a partir da riqueza alheia, pois TUDO é de Deus, tanto a vida quanto a revelação.
Veja: "para que, quando estas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos" (Lucas 16:9). Que "estas" faltarão? Quais "estas" faltarão?
A vida e a sabedoria.

Ao recomendar aos mestres da lei que usassem a vida e a sabedoria para fazer amigos, para a eternidade, o Senhor Jesus respondeu à nossa pergunta: "Como viver e ter um coração sábio?"
- Vivendo para fazer amigos, pessoas de quem nos aproximamos para que eles se aproximem de Deus. E nós, através destas pessoas amigas, também nos aproximemos dEle.

Ouvi de um pastor amigo que "o Reino de Deus é um reino de amigos".
"Em todo tempo ama o amigo, pois na hora da angústia, nasce o irmão" (Provérbios 17:17)

Amigos são fonte de amadurecimento. Como o ferro, com ferro se afia. Amigos são para sempre, pois eles nos receberão nos tabernáculos eternos...


NaquEle, que nos chamou não de servos, mas de amigos!


Graça e Paz!



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Êxodo 12:21 - "Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias e sacrificai a Páscoa"
Nesta Páscoa, vi muitas mensagens, principalmente nas redes sociais. Independente do credo.
Jesus continua, apesar de ser a "Páscoa em si", disputado entre orações, desejos, velas, ovos de chocolate, coelhos, e boas palavras. Eu disse palavras, não "atitudes". E ainda que tivessem atitudes, não é por obras que teremos valor diante do Pai, e sim, fé.

Jesus amou.
Amou os amáveis, os amigos, os discípulos, os pais e irmãos, e o povo carente.
Amou também a guarda de Roma, as autoridades, o Centurião e Jairo.
Amou coletores de impostos, meretrizes, pecadores de toda sorte, religiosos sinceros e mentirosos, lobos e mercenários, amou os Herodes e Caifás. Amou inclusive os religiosos que chamou de "filhos do diabo".

Jesus nunca deixou de amar.
Mesmo quando disse "quem olha para trás não é digno do reino" ou "deixa os mortos sepultarem seus mortos", palavra dura a um filho que queria enterrar seu pai antes de seguir Jesus, nunca faltou amor.
Amar, para Jesus, não necessariamente precisaria estar apaixonado ou namorando. Era sincero, verdade, compaixão. E já quem sentiu compaixão sabe que é a parte boa do amor.
Jesus amou até mesmo quando expulsou os mercadores do templo em Jerusalém. Nem quando Judas o traiu. Tanto que o chamou de "amigo...ao que vieste?", minutos antes do beijo da traição.
Mesmo quando ainda era o cordeiro de tudo que ainda não era, pois amou tudo o que seria...

Mesmo quando o mundo conhecer a ira de Deus, ainda será amor, pois pensam que a ira de Deus é ódio. Não. A ira de Deus é amor no estado de "fogo" depurador. Aconselhando e tratando.

Jesus nunca deixou de nos amar. Nem nos piores dias de agonia, Ele sempre está comigo. Jesus nunca deixará de me amar.
Como é bom saber que o amor de Deus, nos presenteou com Jesus, para nos salvar e nos corrigir, que transcende TUDO o que conhecemos e compreendemos por "amor".
Só um Pai mesmo...


Graça e Paz!!!