terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fé e mudança (pte.4) - Gênesis 12:1-3

Qualquer sonho que tenhamos, é megaloucura, porque não temos como bancar nossos sonhos. Mas são definitivamente pequenos, em relação á Deus.
Tempo de mudança é tempo de fé. Anda sem enxergar nada, na cega mesmo, e se é assim, estamos confiando em Deus. A mudança, impulsionada por Deus, é sempre para melhor. A fé crê na bondade de Deus, porque quando Deus diz á Abraão: "Sai daqui e vai para lá", é porque lá é melhor, e se assim não fosse, Deus me deixaria aqui. 

Se o destino é definido por Deus, se é Deus quem conduz, chama, promove a mudança, é melhor ir, porque só podemos sair ganhando. Ninguém perde com Deus - mesmo aqueles que, aos seus próprios olhos, acham que perderam. 

Será que Paulo teria apanhado como apanhou se continuasse como oficial romano? Teria ele dormido em cadeias? Será que o inferno teria se levantado contra ele? Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: "Claro que nada disso teria acontecido, porque eu era o inferno". 
Apesar disso, quando Paulo se entregou á Jesus, e não mais á Roma, não levou a pior. De jeito nenhum. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A coroa da justiça está reservada aos que amam o Senhor Jesus. Assim como Paulo, nós que amamos a Cristo, teremos uma vida, a qual eu particularmente, não troco por nenhuma outra, onde fui já avisado pelo Espírito Santo que me aguardavam insultos, perseguições, cusparadas, prisões, sofrimentos e tribulações, e então, o que tem ocupado o espaço do meu coração é tão extraordinário, que minha vida não tem sentido nem é mais preciosa para mim, por isso vivo a vida que Deus tem para mim - compreendendo agora o que é aquele "viver é Cristo, morrer é lucro" (Fp 1:21), que Paulo disse.
Quando Deus nos chama para algo (ação ou lugar), tenha certeza que será melhor.

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Fé e mudança (pte.5) - Gênesis 12:1-3


Esteja ansioso para fazer o que Deus te chamou para fazer, porque o que está bom, ficará melhor. Não poucas vezes, felizes com o "bom", deixamos de experimentar o "melhor" de Deus, como se Deus tivesse mais e nós disséssemos: "Não, aqui está bom".
Pessoas sem ambição espiritual são chamadas de covardes. 

Geralmente, quando viajamos, gostamos de ter o controle: saber onde vamos, o que vamos fazer lá, quem vai conosco. Abraão não sabia nada disso. Se o Senhor vai comigo, então, está tudo bem. Simples assim. 
Com Enoque foi assim (Gn 5:24). Andar com Deus, em Sua companhia, é mais importante que o destino e o propósito - afinal, qualquer lugar com Deus sempre será o melhor. 
O Senhor comigo, não importa qual o caminho, nem para onde vou. Não faço ideia do que o Senhor tem para mim, mas pode enviar porque eu estou a fim. E se o Senhor vai estar comigo, será bom demais. Diz o salmista que "na presença de Deus, há plenitude de alegria e delícias perpetuamente" (Sl 16:11). 

Ás vezes enxergo coisas que estão no futuro. Ainda bem porque se fosse hoje, não estaria preparado. E é justamente por estarem no futuro, que temos tempo para nos transformar, alinhar, capacitar, mudar e fazer chegar até nós o que precisamos. Fé é pegar uma estrada que não sabemos onde vai dar, para uma terra onde não sabemos onde é, mas sei que será melhor para onde vou do que onde estou - Jeová Jireh proverá!

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Fé e mudança (pte.6) - Gênesis 12:1-3


Não me preocupo se Deus está ou não conduzindo esta mudança. Não sei o que será o amanhã, mas sei que está comigo. Amanhã será melhor que hoje.
Experiências próprias:
Desemprego: Se amanhã disserem: "Olha, obrigado, mas não precisamos mais dos seus serviços". Claro que tudo mudará. Mas, em oração, diga: "Senhor, mudou tudo. O amanhã será melhor que hoje, não é? O Senhor estará comigo, não é?". 

Doença: Um diagnóstico ruim faz tudo mudar. Diga: "Senhor, amanhã será bem pior que hoje, não é? Estará comigo, não é? Não sei sobre amanhã, se estarei bem ou mal. Entrego em Tuas mãos o meu amanhã. Quero descansar em Ti, pois o Senhor é especialista em transformar notícias ruins em notícias boas". 

Amor: Alguém diz: "Não te amo mais". Então ore: "Senhor, acho que não consigo viver sem essa pessoa. Mas eu tenho certeza que não consigo viver sem o Senhor. Ela não me ama mais. Mas o Senhor não vai me abandonar, não é? E amanhã, como será? Sei que me ama e jamais me abandonará". 

Acho que isso é fé.
Melhor do que forçar a barra para que Deus dê aquilo que a gente quer. O risco de fracassar é enorme quando nos privamos de viver o melhor de Deus.
Minha vida é Tua, Deus. 
Muda o que o Senhor quiser, eu confio. Venha o que vier para desarrumar meu mundo, a minha vida continua Tua. Sei que é capaz de fazer infinitamente mais do que pensamos ou queremos.
Em tempo de mudança, é preciso de ter fé para que Deus atue.


Graça e paz!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vale que precisa ser monte (pte.1) - II Coríntios 8:13-15

Faço parte da ACADH (associação cristã de ajuda e desenvolvimento humano), que cuida de 50 crianças no Vale do Jequitinhonha. É um projeto que almeja chegar a 300 crianças assistidas, que por força da lei teve que ser uma associação, onde cristãos cuidam, suportam e falam do Evangelho de Jesus a crianças carentes - principalmente no combate à miséria espiritual. 

A primeira igreja também nasceu na pobreza, deixou lições preciosas ao enfrentar esse mal que Jesus mesmo nos disse que "Pobres, vocês sempre terão convosco, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem"(Marcos 14:7b).
As lições desta igreja primitiva foram de enfrentamento desta pobreza, não tolerando tal situação onde as pessoas estão imersas. Demonstraram solidariedade, os irmãos, desfaziam-se voluntariamente de suas posses para ajudar a quem nada tinha.
Interessante neste texto é que a medida da ajuda, não era o quanto tinham e poderiam abrir mão, mas o quanto era a necessidade do outro irmão - este tinha o direito de ser assistido e cabia à comunidade assisti-lo. 

Assim como Paulo nos alerta "quem não quiser trabalhar também não coma" (II Ts 3:10), o assistencialismo (praticado e recebido) é algo fácil de se fazer, pois quem dá, alivia o coração praticando o "bem" (para quem?), e quem recebe, senta na zona de conforto e espera até a próxima doação. Sim, porque ela virá. A sugestão aqui seria de uma ética do trabalho, ou seja, trabalhamos, também, por responsabilidade pelo outro, ou por solidariedade. Quando Paulo diz "A ninguém deveis nada" (Rm 13:8a), diz para que aquele que pode, trabalhe e sustente aquele que não pode (II Cor 8:13-15). A igreja, que somos nós, templo do Espírito Santo, tem que trabalhar solidariamente, e se assim fosse, a erradicação da pobreza já teria sido efetiva. Até para ensinar quem não crê. Pois a eterna busca pela igualdade de condições, entre as nações, o partilhar, quem tem mais partilha com quem tem menos, onde todos trabalhariam por todos, já que todos somos irmãos, uma vez que todos teríamos um mesmo Pai. A proposta da fé cristã é algo do trono de Deus, para o homem, sua humanidade que deságua na solidariedade, gerando uma comunidade - eis nossa meta! Deus determinou, desde o princípio desta igreja, um modelo de economia e parâmetro para a divisão das nações, suas riquezas e seus beneficiários.
O assistencialismo dito aqui é como praga que acaba com a lavoura. Ao doar roupa, sopão no inverno, tênis e roupas usadas e rasgadas, que na verdade não utilizam mais, portanto doam do que lhes sobra, e não doam de coração, suprem a necessidade momentânea. Semana seguinte, todos os pobres estarão necessitados novamente. E tudo se retroalimenta, num looping sem fim.
Não há como não lembrar da mulher samaritana, uma vez que a água que Jesus lhe daria, jamais ela teria sede novamente. Continua valendo para nós ainda hoje.

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Vale que precisa ser monte (pte.2) - II Cor 8:13-15


Paulo, disse que, se o irmão se recusasse a trabalhar, recusando-se a participar da comunidade, estaria se recusando a ajudar o próximo, e jamais participaria da igreja, como estava sendo formada pela vontade de Deus - pois o nosso Deus é quem acrescentava aqueles a quem seriam salvos. E perceba bem: até as viúvas, a quem não tinham acesso (à época) ao trabalho remunerado, seguro social algum, eram assistidas. E foi levado tão á sério, que foi designado uma liderança específica (diáconos) para cuidar deste problema. 
Apesar de muitas mulheres ainda acharem que foram excluídas (e eram mesmo), Jesus ensinou a inclusão, tratada e conferida pelos discípulos, movidos pelo amor ao próximo, numa época que as mulheres nem eram contadas.

Não cansemos de fazer o bem. Os valores citados deveriam ser inegociáveis. Se somos, enquanto evangélicos, mais de 40 milhões de brasileiros, porque as coisas ainda não estão melhores?
Afinal, o trabalhador não pode ser impedido em ser o primeiro a comer seus frutos - eis a ética cristã. Karl Marx (cristão batizado), ícone do socialismo, bebeu muito bem nas fontes de seus pais (convertidos ao luteranismo, 1816) e avós (rabinos), mas errou feio o alvo.

A igreja primitiva - onde já ouvi pregações de pastores dizendo que esta igreja não serve de parâmetro - foi intolerante com os que nada tinham. O estado de pobreza deveria ser catapultado para o estado de Graça. Ser igreja hoje em dia, é desafiar o que temos e vemos neste mundo. É muito mais que ir ao culto, cantar umas musiquinhas, chorar e sentir o espírito (?), mas na 2ª feira nem lembrar qual foi o tem da pregação.



NEle, que propôs sermos sal e luz onde formos.
Graça e paz!

sábado, 15 de outubro de 2016

Transforme preocupação em oração - Filipenses 4:6,7

Transformar preocupações em oração. Primeiro, porque colocaremos nossas necessidades nas mãos de quem pode verdadeiramente, fazer algo por nós. Segundo, acabaremos por ter mais intimidade com Deus - já que é a única forma de falar/ouvir a Deus.
Tento lembrar, e não consigo, de quantas coisas consegui pela minha própria mão, e que ainda continuam em minha vida. Agora, tudo o que chegou até a mim, pela vontade de Deus, continue firme, comigo.
É um processo contínuo: orar, dizer nossas necessidades, e ao colocarmos em oração, agradecemos - porque vai acontecer. Este é o firme fundamento das coisas que espero mas ainda não existem, mas trago a existência, pela fé. Não é pensamento positivo, nem crer nas coisas que poderão acontecer. Mas crer no Deus poderoso, provedor e amoroso que temos e conhecemos. 

Ao entregarmos nossos pedidos e necessidades, a paz de Deus nos alcançará e nos guardará, em Cristo Jesus, pois Ele tem cuidado de nós. 

Evitaremos a ansiedade (que é o medo do futuro), que é o grande mal da saúde das pessoas, as doenças psicossomáticas, que inclusive adoecem mais que as doenças coronárias.
A fé, aquela que traz á existência o que ainda não existe, é fé em Deus, não nas coisas que queremos, é muito mais que comer, beber e vestir. Destas coisas, Deus bem sabe que precisamos, e que pai daria uma serpente para um filho que chora com fome? Imagine agora, o Pai celestial, que nos ama a ponto de entregar seu único Filho para morrer por nós. Se nosso pai, que é pecador, faz o melhor para um filho, imagine um Deus criador, todo-poderoso, cujo amor é intrínseco ao Seu caráter? 

Não entendemos, mas esta deve ser mesmo a nossa oração:
- Pai, eu não entendo, mas Tu entendes.
- Pai, eu não sei, mas Tu sabes.
- Pai, eu não consigo, mas Tu consegues.  

Deixe Deus conhecer seus desejos e necessidades, ore, e dê graças, em tudo. Permita que a paz de Deus, que não conhecemos, guarde nossos corações.



Graça e paz!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vantagem na adversidade - Filipenses 1:12,13

Uma prisão leva muitos a se entristecerem, e até, desistirem da vida. Escrevo cartas para pessoas que estão encarceradas, em prisões, cuja realidade é dura. Dependem até de pasta de dente, escova, chinelo de dedos e roupas, coisas que nem imaginamos, já que os condenamos pelos seus atos, achando que nossa justiça é correta, além do que, nossos pecados não são inferiores aos deles. Assim, que a justiça de Deus não venha sobre nós. 

Paulo, na prisão, nos ensina que em todas as situações, podemos ter a oportunidade de falar do amor de Deus. Se dependemos de Deus, cremos que Ele nos ama, e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, não podemos enxergar uma situação adversa como empecilho, mas uma oportunidade de estar onde jamais estaríamos "se" não vivêssemos isto neste momento.
Espero estar sendo claro.
Transformar uma situação adversa em vantagem, é só para quem é habitação do Espírito Santo. Se alguém estiver lendo isso e não crer em Cristo, vai me achar louco. E o que diriam de Paulo? Qualquer outra pessoa chora ou se desespera, porque olha para si mesmo. O cristão não, Ele olha para Cristo.
Paulo alcançou a tropa de elite do palácio e ainda deu ânimo e força aos cristãos perseguidos, mostrando-lhes, como agora, que temos grande oportunidade de falar das grandezas de Deus e maravilhas do Evangelho de Jesus.
Não quer dizer que deva deixar de trabalhar para enviar e-mails ou posts nas redes sociais falando de Deus. É muito mais que isso.
Evangelize. Se necessário, fale. É pelo exemplo. 

Cito a prisão (devido ao versículo) mas tem muitas pessoas encarceradas e desanimadas dentro de casa, num leito de hospital, numa relação doentia. Todos passamos por desânimo, indecisões, responsabilidades financeiras, um desemprego, conflitos familiares, e até na igreja. E como você reage a essas situações, refletirá sua fé aos outros. 

Deus nos concede milhares de formas diferentes de demonstrar nosso comportamento e nossa fé a quem está ao nosso lado. Aliás, é aprender a passar pela tristeza sem ficar triste. Se as situações vividas por nós não melhorarem, não tem problema - mas garanto que a nossa fé será fortalecida e nos aproximaremos de Deus. 
Talvez, seja só isso que Ele queira.



Graça e paz, da parte de nosso Senhor Jesus Cristo!