Temos que entender que planejar o futuro, querer uma situação ou transformação para alguém não é experiência de fé - você ainda está no controle, tem nas mãos o que acredita ser o melhor, mas se não é capaz de saber o que é melhor, nem desenhar seu futuro melhor, isso é prepotência já que as pessoas orgulhosas, vaidosas, as que não precisam de Deus e cuidam de suas próprias vidas, estão do lado oposto da fé: "Não enxergo o amanhã e eu não sei o jeito certo, não consigo, não posso obter o melhor para esta pessoa que amo tanto, então, eu entrego nas Tuas mãos, Senhor!"
Pronto. Agora está nas mãos de quem pode tudo.
Fé é uma profunda experiência de fracasso, admitir nossa incapacidade. Para logo em seguida, despertar nossa sabedoria. Sempre digo que as grandes coisas acontecidas em minha vida, não foi por mim, não fui eu que escolhi. Se Deus permitisse que eu escolhesse a mulher que gostaria de casar, há 23 anos atrás, não seria a Alessandra. Nem seria eu o homem que ela teria escolhido. E teríamos errado porque ela é a mulher da minha vida onde descobri o que é o amor. Ouvi Deus dizer: "Olha, Márcio, meu presente pra você!".
Descreva sua vida daqui há 5 anos.
Deus deve sorrir ao descrever, não por desdém, mas por dizer "Só isso? É só isso que enxerga?"
E o Espírito Santo diz: "Pai, ele ainda não enxergou".
As coisas que os olhos não viram e ouvidos não ouviram, nem subiram ao coração do homem, estas são as coisas que Deus preparou para os que o amam.
E Jesus diz: "Eles ainda não entenderam que somos poderosos para fazer infinitamente mais daquilo que pedem ou imaginam" (Ef 3:20).
O problema é que temos sonhos de menos, em relação ao Deus que servimos, aonde Ele sabe bem quais pensamentos tem ao nosso respeito, e são pensamentos de paz, para nos dar o que esperamos. Afinal, tanto os pensamentos quanto os caminhos, são mais altos e profundos que os nossos.
Deus quer muito mais para nós, já que Ele é o grande promotor das mudanças. Tanto que diz a Abraão: "E aí? a terra tá boa? Riqueza e prosperidade, né? Agora, sai dessa terra e larga tudo. Eu vou te mostrar para onde você vai". E certeza absoluta que, o sonho de Deus para Abraão era muito maior do que um dia sonhou Abrão. O que Deus tinha para Abraão era tão grande, que se partisse do próprio Abraão, de um sonho seu, seria loucura aos olhos dele. Uma insanidade. Mas, partindo de Deus... pode ser realidade, como de fato vemos na Palavra de Deus. Senão, vejamos:
- "Pai, estou saindo!"
- "Para onde, meu filho?"
- "Vou para uma terra onde emana leite e mel, colheita farta, e me tornarei pai de uma nação inteira, onde as famílias todas serão abençoadas".
- Abrão, você cheirou o quê, meu filho? Você tomou seu remedinho hoje?"
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Qualquer sonho que tenhamos, é megaloucura, porque não temos como bancar nossos sonhos. Mas são definitivamente pequenos, em relação á Deus.
Tempo de mudança é tempo de fé. Anda sem enxergar nada, na cega mesmo, e se é assim, estamos confiando em Deus. A mudança, impulsionada por Deus, é sempre para melhor. A fé crê na bondade de Deus, porque quando Deus diz á Abraão: "Sai daqui e vai para lá", é porque lá é melhor, e se assim não fosse, Deus me deixaria aqui.
Se o destino é definido por Deus, se é Deus quem conduz, chama, promove a mudança, é melhor ir, porque só podemos sair ganhando. Ninguém perde com Deus - mesmo aqueles que, aos seus próprios olhos, acham que perderam.
Será que Paulo teria apanhado como apanhou se continuasse como oficial romano? Teria ele dormido em cadeias? Será que o inferno teria se levantado contra ele? Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: "Claro que nada disso teria acontecido, porque eu era o inferno".
Apesar disso, quando Paulo se entregou á Jesus, e não mais á Roma, não levou a pior. De jeito nenhum. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A coroa da justiça está reservada aos que amam o Senhor Jesus. Assim como Paulo, nós que amamos a Cristo, teremos uma vida, a qual eu particularmente, não troco por nenhuma outra, onde fui já avisado pelo Espírito Santo que me aguardavam insultos, perseguições, cusparadas, prisões, sofrimentos e tribulações, e então, o que tem ocupado o espaço do meu coração é tão extraordinário, que minha vida não tem sentido nem é mais preciosa para mim, por isso vivo a vida que Deus tem para mim - compreendendo agora o que é aquele "viver é Cristo, morrer é lucro" (Fp 1:21), que Paulo disse.
Quando Deus nos chama para algo (ação ou lugar), tenha certeza que será melhor.
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Esteja ansioso para fazer o que Deus te chamou para fazer, porque o que está bom, ficará melhor. Não poucas vezes, felizes com o "bom", deixamos de experimentar o "melhor" de Deus, como se Deus tivesse mais e nós disséssemos: "Não, aqui está bom".
Pessoas sem ambição espiritual são chamadas de covardes.
Geralmente, quando viajamos, gostamos de ter o controle: saber onde vamos, o que vamos fazer lá, quem vai conosco. Abraão não sabia nada disso. Se o Senhor vai comigo, então, está tudo bem. Simples assim.
Com Enoque foi assim (Gn 5:24). Andar com Deus, em Sua companhia, é mais importante que o destino e o propósito - afinal, qualquer lugar com Deus sempre será o melhor.
O Senhor comigo, não importa qual o caminho, nem para onde vou. Não faço ideia do que o Senhor tem para mim, mas pode enviar porque eu estou a fim. E se o Senhor vai estar comigo, será bom demais. Diz o salmista que "na presença de Deus, há plenitude de alegria e delícias perpetuamente" (Sl 16:11).
Ás vezes enxergo coisas que estão no futuro. Ainda bem porque se fosse hoje, não estaria preparado. E é justamente por estarem no futuro, que temos tempo para nos transformar, alinhar, capacitar, mudar e fazer chegar até nós o que precisamos. Fé é pegar uma estrada que não sabemos onde vai dar, para uma terra onde não sabemos onde é, mas sei que será melhor para onde vou do que onde estou - Jeová Jireh proverá!
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Não me preocupo se Deus está ou não conduzindo esta mudança. Não sei o que será o amanhã, mas sei que está comigo. Amanhã será melhor que hoje.
Experiências próprias:
Desemprego: Se amanhã disserem: "Olha, obrigado, mas não precisamos mais dos seus serviços". Claro que tudo mudará. Mas, em oração, diga: "Senhor, mudou tudo. O amanhã será melhor que hoje, não é? O Senhor estará comigo, não é?".
Doença: Um diagnóstico ruim faz tudo mudar. Diga: "Senhor, amanhã será bem pior que hoje, não é? Estará comigo, não é? Não sei sobre amanhã, se estarei bem ou mal. Entrego em Tuas mãos o meu amanhã. Quero descansar em Ti, pois o Senhor é especialista em transformar notícias ruins em notícias boas".
Amor: Alguém diz: "Não te amo mais". Então ore: "Senhor, acho que não consigo viver sem essa pessoa. Mas eu tenho certeza que não consigo viver sem o Senhor. Ela não me ama mais. Mas o Senhor não vai me abandonar, não é? E amanhã, como será? Sei que me ama e jamais me abandonará".
Acho que isso é fé.
Melhor do que forçar a barra para que Deus dê aquilo que a gente quer. O risco de fracassar é enorme quando nos privamos de viver o melhor de Deus.
Minha vida é Tua, Deus.
Muda o que o Senhor quiser, eu confio. Venha o que vier para desarrumar meu mundo, a minha vida continua Tua. Sei que é capaz de fazer infinitamente mais do que pensamos ou queremos.
Em tempo de mudança, é preciso de ter fé para que Deus atue.
Graça e paz!
Faço parte da ACADH (associação cristã de ajuda e desenvolvimento humano), que cuida de 50 crianças no Vale do Jequitinhonha. É um projeto que almeja chegar a 300 crianças assistidas, que por força da lei teve que ser uma associação, onde cristãos cuidam, suportam e falam do Evangelho de Jesus a crianças carentes - principalmente no combate à miséria espiritual.
A primeira igreja também nasceu na pobreza, deixou lições preciosas ao enfrentar esse mal que Jesus mesmo nos disse que "Pobres, vocês sempre terão convosco, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem"(Marcos 14:7b).
As lições desta igreja primitiva foram de enfrentamento desta pobreza, não tolerando tal situação onde as pessoas estão imersas. Demonstraram solidariedade, os irmãos, desfaziam-se voluntariamente de suas posses para ajudar a quem nada tinha.
Interessante neste texto é que a medida da ajuda, não era o quanto tinham e poderiam abrir mão, mas o quanto era a necessidade do outro irmão - este tinha o direito de ser assistido e cabia à comunidade assisti-lo.
Assim como Paulo nos alerta "quem não quiser trabalhar também não coma" (II Ts 3:10), o assistencialismo (praticado e recebido) é algo fácil de se fazer, pois quem dá, alivia o coração praticando o "bem" (para quem?), e quem recebe, senta na zona de conforto e espera até a próxima doação. Sim, porque ela virá. A sugestão aqui seria de uma ética do trabalho, ou seja, trabalhamos, também, por responsabilidade pelo outro, ou por solidariedade. Quando Paulo diz "A ninguém deveis nada" (Rm 13:8a), diz para que aquele que pode, trabalhe e sustente aquele que não pode (II Cor 8:13-15). A igreja, que somos nós, templo do Espírito Santo, tem que trabalhar solidariamente, e se assim fosse, a erradicação da pobreza já teria sido efetiva. Até para ensinar quem não crê. Pois a eterna busca pela igualdade de condições, entre as nações, o partilhar, quem tem mais partilha com quem tem menos, onde todos trabalhariam por todos, já que todos somos irmãos, uma vez que todos teríamos um mesmo Pai. A proposta da fé cristã é algo do trono de Deus, para o homem, sua humanidade que deságua na solidariedade, gerando uma comunidade - eis nossa meta! Deus determinou, desde o princípio desta igreja, um modelo de economia e parâmetro para a divisão das nações, suas riquezas e seus beneficiários.
O assistencialismo dito aqui é como praga que acaba com a lavoura. Ao doar roupa, sopão no inverno, tênis e roupas usadas e rasgadas, que na verdade não utilizam mais, portanto doam do que lhes sobra, e não doam de coração, suprem a necessidade momentânea. Semana seguinte, todos os pobres estarão necessitados novamente. E tudo se retroalimenta, num looping sem fim.
Não há como não lembrar da mulher samaritana, uma vez que a água que Jesus lhe daria, jamais ela teria sede novamente. Continua valendo para nós ainda hoje.
(leia a continuação)
Paulo, disse que, se o irmão se recusasse a trabalhar, recusando-se a participar da comunidade, estaria se recusando a ajudar o próximo, e jamais participaria da igreja, como estava sendo formada pela vontade de Deus - pois o nosso Deus é quem acrescentava aqueles a quem seriam salvos. E perceba bem: até as viúvas, a quem não tinham acesso (à época) ao trabalho remunerado, seguro social algum, eram assistidas. E foi levado tão á sério, que foi designado uma liderança específica (diáconos) para cuidar deste problema.
Apesar de muitas mulheres ainda acharem que foram excluídas (e eram mesmo), Jesus ensinou a inclusão, tratada e conferida pelos discípulos, movidos pelo amor ao próximo, numa época que as mulheres nem eram contadas.
Não cansemos de fazer o bem. Os valores citados deveriam ser inegociáveis. Se somos, enquanto evangélicos, mais de 40 milhões de brasileiros, porque as coisas ainda não estão melhores?
Afinal, o trabalhador não pode ser impedido em ser o primeiro a comer seus frutos - eis a ética cristã. Karl Marx (cristão batizado), ícone do socialismo, bebeu muito bem nas fontes de seus pais (convertidos ao luteranismo, 1816) e avós (rabinos), mas errou feio o alvo.
A igreja primitiva - onde já ouvi pregações de pastores dizendo que esta igreja não serve de parâmetro - foi intolerante com os que nada tinham. O estado de pobreza deveria ser catapultado para o estado de Graça. Ser igreja hoje em dia, é desafiar o que temos e vemos neste mundo. É muito mais que ir ao culto, cantar umas musiquinhas, chorar e sentir o espírito (?), mas na 2ª feira nem lembrar qual foi o tem da pregação.
NEle, que propôs sermos sal e luz onde formos.
Graça e paz!
Transformar preocupações em oração. Primeiro, porque colocaremos nossas necessidades nas mãos de quem pode verdadeiramente, fazer algo por nós. Segundo, acabaremos por ter mais intimidade com Deus - já que é a única forma de falar/ouvir a Deus.
Tento lembrar, e não consigo, de quantas coisas consegui pela minha própria mão, e que ainda continuam em minha vida. Agora, tudo o que chegou até a mim, pela vontade de Deus, continue firme, comigo.
É um processo contínuo: orar, dizer nossas necessidades, e ao colocarmos em oração, agradecemos - porque vai acontecer. Este é o firme fundamento das coisas que espero mas ainda não existem, mas trago a existência, pela fé. Não é pensamento positivo, nem crer nas coisas que poderão acontecer. Mas crer no Deus poderoso, provedor e amoroso que temos e conhecemos.
Ao entregarmos nossos pedidos e necessidades, a paz de Deus nos alcançará e nos guardará, em Cristo Jesus, pois Ele tem cuidado de nós.
Evitaremos a ansiedade (que é o medo do futuro), que é o grande mal da saúde das pessoas, as doenças psicossomáticas, que inclusive adoecem mais que as doenças coronárias.
A fé, aquela que traz á existência o que ainda não existe, é fé em Deus, não nas coisas que queremos, é muito mais que comer, beber e vestir. Destas coisas, Deus bem sabe que precisamos, e que pai daria uma serpente para um filho que chora com fome? Imagine agora, o Pai celestial, que nos ama a ponto de entregar seu único Filho para morrer por nós. Se nosso pai, que é pecador, faz o melhor para um filho, imagine um Deus criador, todo-poderoso, cujo amor é intrínseco ao Seu caráter?
Não entendemos, mas esta deve ser mesmo a nossa oração:
- Pai, eu não entendo, mas Tu entendes.
- Pai, eu não sei, mas Tu sabes.
- Pai, eu não consigo, mas Tu consegues.
Deixe Deus conhecer seus desejos e necessidades, ore, e dê graças, em tudo. Permita que a paz de Deus, que não conhecemos, guarde nossos corações.
Graça e paz!