quinta-feira, 19 de julho de 2018

Misericórdias são as novas chances (pte.1) - Jr 3.19-24

Se não tivéssemos novas chances, como seria nossa vida? Se as decisões tomadas fossem definitivas? Sabemos que as consequências são irreversíveis, mas nós não somos condenados a sermos as mesmas pessoas para sempre. Graças a Deus! Voltar e recomeçar é possível.
Ao ler e compreender que as misericórdias de Deus se renovam toda manhã, entendo que ao nos arrepender, haverá renovo do Senhor, sendo esta misericórdia, a graça sobre nós, uma nova chance em retomarmos o caminho certo. Se a alegria vem pela manhã, quer dizer que o arrependimento gerou esta nova chance - não haveria misericórdia, pois, para que serviria, senão, para dar-nos outra chance?
Nos relacionamentos, sem novas chances, nos afastaríamos das pessoas com quem cultivamos intimidade, amor, afeto, e viveríamos em total solidão. Em havendo pessoas, em qualquer ambiente (amizade ou família), haverá conflito. Iguais em gênero (masculino/feminino), diferentes socialmente, no DNA, na criação e educação, em lares diferentes, personalidades diferentes, o conflito afasta naturalmente as pessoas.
O que seria nossa vida sem a experiência do arrependimento, da reconciliação e do perdão? É como voltar no tempo, no momento que magoamos, e dizer: "Por favor, quero a ofensa que fiz! Não traga para o nosso relacionamento de hoje aquilo que fiz lá atrás - eu me arrependi". Aqui entra a misericórdia e o perdão. Para termos uma nova chance, precisamos nos arrepender, a parte ofendida, perdoar.
Vamos nos reconciliar? Vamos nos perdoar, mais uma vez? 

Se não tivéssemos novas chances, não teríamos pessoas amadas ao nosso lado, ou até estaríamos em relacionamentos superficiais - estes, não nos machucam. basta aprofundar os relacionamentos para haver a possibilidade de conflito. É normal.
Dar esta nova chance é perdoar, pois reconhecemos ser pecadores e necessitamos da Graça do Senhor. Se não acontecer, viveremos na solidão, condenados a viver num cativeiro de circunstâncias, configuradas a partir dos erros passados. O profeta Jeremias agradece por seus olhos serem abertos, por ver um futuro e esperança, graças à nova chance que Deus permitiu.
(leia a continuação)

Misericórdias são as novas chances (pte.2) - Jr 3.19-24

A misericórdia de Deus é a permissão para nos reconstruir. Não é que Deus veio nos destruir e resolveu não destruir. Apenas concedeu uma oportunidade nova de nos refazermos, nos enxergarmos, e mudar, perceber nossas circunstâncias e situações, para então escolhermos novos caminhos, nos submeter a processos de mudança - e isso impedirá que sejamos destruídos - porque isto já acontece ao nos afastarmos do Pai, de quem somos, ou de quem deveríamos ser quando fomos criados.
Deus nos dá uma nova chance, a oportunidade de nos reconstruirmos, Deus não nos punirá, mas só não fomos destruídos porque o Senhor nos concedeu repetidas oportunidades de mudança.
É como se Deus dissesse: "Márcio, neste caminho que está, lá na frente, você morre. Você não vê, mas peço que escolha outro caminho, não insista nesta postura. Se manter o que disse lá atrás, o prejuízo será grande. Retire-a, volte atrás na sua decisão, peça perdão, reconcilie-se, abandone isto que irá te levar ao desespero!" - isto é a misericórdia de Deus. Nos dá um chacoalho e diz: "Ei, acorda!!". 

Misericórdia é um ambiente de novas chances. 
Mudamos apenas quando somos obrigados a mudar, só quando não tem mais jeito. A cada 10 pessoas que os médicos dizem "Mude, senão vai morrer", apenas uma muda. Esticamos o elástico até estourar, até uma tragédia acontecer. Isso, quando mudamos.
A misericórdia de Deus é a oportunidade de mudarmos, antes. Se só mudarmos quando necessário, então, por nós mesmos, não mudamos. Mudamos porque somos forçados a mudar, convidados a sair da zona de conforto. 

Um cachorro é um cachorro, um gato é um gato, a vida toda. Um joão-de-barro, é um joão-de-barro - nunca fará um duplex, sempre fará a mesma casinha de barro. Uma pessoa diz: "Quando casou comigo sabia que eu era assim"; O cônjuge responde: "Sim, sabia. Só não sabia que continuaria do mesmo jeito 30 anos!". Gato, cachorro, tigre e joão-de-barro continuam os mesmos a vida toda, nós somos a coroa da criação, temos o título de "Muito bom" na criação de Deus, somos feitos à imagem e semelhança de Deus, temos o privilégio de viver entre a liberdade e a responsabilidade de viver esta liberdade. Quem tem liberdade, responde por ela.
(leia a continuação)

Misericórdias são as novas chances (pte.3) - Jr 3.19-24


Ao orarmos, ao agradecer pelo novo dia - já que as misericórdias do Senhor nos alcançaram, Deus nos perguntará:
- "Ok! Mas como vai responder a este novo dia que estou lhe dando? Não me diga que vai continuar a viver como nos últimos anos... Vai mesmo continuar do mesmo jeito? Vai tratar sua filha(o), sua esposa(o) como antes? Vai continuar a mentir e a responder do mesmo jeito? Olha, você não é bicho, meu filho, você é uma pessoa criada à minha imagem e semelhança. Você tem condições de responder diferente - olha para a frente! As minhas misericórdias estão na sua vida, de novo, dando-lhes novas chances e você, agora, pode ter novas esperanças, agora pode ser diferente, pode reconfigurar sua vida para melhor, pois as misericórdias se renovaram para que você mude!". 

Não espere que terceiros, que a vida, que as circunstâncias, que a mão pesada de Deus, te mude. Não!
Escolha mudar. Escolha fazer valer as coisas e possibilidades que Deus te deu. Obrigatoriamente, deve perguntar-se (e a Deus também) se precisa mudar, em que precisa mudar. E escolha mudar, porque é necessário ter coragem para querer mudar: "Sonda-me, Deus, conhece meu coração e vê se há em mim algum caminho mal, mas guia-me pelo caminho eterno" (Sl 139.22-24). 

Se está lendo isso, não tem mais desculpa: a Palavra de Deus é viva, separa a junta e a medula, e vai entrar no seu coração e mente, no fundo da sua alma - e ao chegar lá, receba como um ato da misericórdia de Deus, dizendo: "Estou lhe dando uma nova chance".
Acredite na possibilidade da mudança, porque a bondade do Senhor nos seguirá todos os dias da nossa vida enquanto vivermos (Sl 23.6).
E Deus tem mesmo que correr atrás de nós porque senão, com respeito, nós nos destruímos. Assim, não tenha medo da misericórdia e a bondade te alcance e mude sua vida. Mesmo que não acredite - permita! Ao viver o 'bom', deixamos de viver o 'melhor', o sobrenatural de Deus - e isso é só pela fé. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Ajoelhe-se no seu quarto. 
Feche a porta.
Porque o Pai o vê em secreto, irá te recompensar. Deus não "ouve" sua oração (porque já dissemos tudo!), mas "vê" o seu coração e suas necessidades.
As misericórdias se renovam, acredite.


Graça e Paz!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Customizar é fazer do meu jeito... - I Tm 2.5

Vivemos uma época de customização da fé. A saber, 'customização' significa adaptar, personalizar individualmente.
Em se tratando de fé, significa dizer que cada um adapta a fé ao seu gosto, à sua religião, traz o entendimento que consegue do Evangelho para si - e do jeito que quer.
Já dizia Santo Agostinho: "Aquele que seleciona da Bíblia aquilo que quer, e rejeita o que não quer, acredita em si, não mais na Bíblia". E ele nem imaginava o que aconteceria hoje.
Acredita em Deus? Sim.
Maria, virgem, engravidou do Espírito Santo? Não acredito.
O Papa é infalível? Não.
É á favor ou contra a pílula anticoncepcional? Sou contra.
É pecado roubar, matar, enganar? Depende, acho que não.
Então, no que acredita?
Todas as perguntas e crenças acima são pertinentes ao Evangelho do Senhor, então, qual Deus você acredita? 

A autoridade contemporânea - o "eu", o indivíduo - diz "Não, é que eu acho que...". O "eu" se sobrepõe a tudo. Algum católico que acredita na reencarnação, por exemplo. Apenas como fato, vale lembrar que o Papa Pio IX definiu reencarnação como heresia. E ouvimos: "O Papa é o Papa, eu sou eu. Eu acho que..." - ou estou enganado? Quem diz "Eu acho" não fala como quem tem conhecimento (estudou, pesquisou, vivenciou) e teve experiências, dogmático ou não, adventista, judaico, católico, presbiteriano, luterano, mas apenas baseado em seu "achismo", customizado, adaptado ao meu interesse.

O Deus do séc.XXI é o mais pessoal e subjetivo de todos os tempos, é o 'meu' Deus, não o 'nosso' Deus, menos autoritário e exigente (mandamentos), pois ninguém acredita que será condenado ao inferno (pesquisa Datafolha) por seus erros e delitos, diferente da Idade Média, onde todos acreditavam que iriam para o inferno. 

Atualmente, ninguém vai para o inferno, todos acham que praticam o bem - a si mesmos e aos seus interesses, claro!

A fé se customizou, todos se acham dignos de viver no paraíso e Deus "me entende" - afinal, Deus é o que carrego no coração - logo, Ele me entende, e eu e meus erros estarão justificados. Pronto! não preciso mais de salvação...
E isto implica dizer que o sacrifício vicário de Cristo, não é importante, que Jesus morreu á toa na Cruz, e minha fé no Filho de Deus, é vã - condição exclusiva para termos livre acesso a Deus.
Assim, sem Cristo, sem justificação, sem paraíso, teremos o inferno pela frente, sem dúvida. E o pior: não estamos preparados para isso.

Uma pastora que admiro disse ter subido às favelas onde via garotos entre 15 e 18 anos, com UZI nas mãos, enrolando papelotes de maconha e cocaína, cantando: "Porque Ele vive posso crer no amanhã...". Bandidos e assassinos fazem o sinal da cruz antes de assaltar. Presidiários tem marcado seu corpo com tatuagens do Salmo 23. Jogadores de futebol, fazem o sinal da cruz e pisam com o pé direito ao entrar em campo (para ter sorte), arrebentam o joelho do adversário numa entrada maldosa, ou tentam burlar a autoridade (árbitro), enganando-o, mas se abraçam ao final do jogo e se dizem cristãos: "Graças a Deus ganhamos o jogo".

É a prova provada de que Deus "me" entende, é o "meu" Deus, rezo do meu jeito e Ele entenderá meus atos. 

Peço ao Espírito Santo que haja um avivamento, do alto, renovando nossas mentes, que abra nossa visão, amplie e fortifique nossa fé, em Cristo Jesus - que substituiu o sacerdote, o sacrifício certo (cordeiro sem mácula), o lugar certo (templo de Jerusalém), o dia certo (todos os dias, em obediência) - como único e suficiente Salvador, e mediador, entre Deus e os homens (I Tm 2.5), amém.



Graça e paz!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Espírito Santo, o antivírus - Hb 12.15


Já escrevi algumas vezes que o ser humano está se 'coisificando', transformando e preferindo as coisas, às pessoas. Passamos a amar e viver pelas coisas. É melhor substituir as coisas, pois é mais fácil comprar algo novo que consertar (é mais barato).
Sou de um tempo em que se algo quebrava, tentávamos consertar - podia ser um carrinho, um cavalinho ou um relacionamento. 

Imagine: somos um computador, nossa mente um HD (500GB), nosso coração é um processador (Intel), sua vida um sistema operacional (Windows), o antivírus é o Espírito Santo, a internet e o mundo que vivemos, é satanás. O vírus, é claro, é o pecado, e Jesus Cristo, é o T.I.
Então, é como se o vírus (pecado) entrasse em nosso computador e fosse nos desumanizando, nos desconstruindo. Todo vírus que não se combate, se alastra, e como somos um computador, apagará arquivos e corromperá todo o sistema operacional, e... pronto! Já não somos o mesmo homem, criados á imagem e semelhança do Pai, feitos para as boas obras e glorificar ao Pai que está nos céus.
A função do antivírus é manter a salvo o computador contra o vírus que causa dano. Porém, uma vez infectado com o vírus do pecado, só invocando a presença do nosso Técnico de T.I. - Jesus Cristo - para formatar o computador, limpar o HD para ouvirmos "Suas definições contra o vírus foram atualizadas", para que a nossa vida não trave mais, que as bençãos nos alcancem, que não percamos fotos e vídeos dos momentos felizes que Deus permitiu. 

O pecado, como vírus, ataca nossa vida espiritual e ecoa na vida física e emocional. Somos vítimas do vírus ao nos afastar da fé, da Palavra de Deus, das orações e jejum, mas principalmente da comunhão na Igreja, pois estes são os elementos para manter intimidade com o Pai, no amor do Filho e através das consolações do Espírito Santo.
Atualize seu antivírus. Cuidado com o que arquiva em seu HD. Invoque a presença do Técnico de T.I.
Não permita que o vírus do inferno nos desconfigure e percamos a Salvação.


Graça e paz.

Pó, água, barro e fogo - Jr 18.1-6


Somos obra das mãos de Deus para honrar nosso Senhor.
Viemos do pó, frágeis, onde até o vento leva. Pó é seco, e 
convenhamos, sozinho de nada adianta. 
Só se forma o barro, que é terra pura, se misturado com 
água (Palavra de Deus).
Então, a terra pura misturada à água, forma-se o barro - só 
então a vida começa. Este barro, dependendo da 
quantidade de água colocada, torna-se moldável, quebra 
sua resistência (Ef 5.26), e desta mistura criada desde o pó 
seco, da terra pura, misturada à água, gerando o barro, que 
somos nós, transformados pela criação original (pó), 
umedecida pela água (Palavra), gerando o barro (nós) que 
forma o vaso (transformados por Jesus) que será usado ou 
moldado pelo oleiro (Deus). 

A última fase para a sedimentação deste vaso feito para 
honrar e glorificar a Deus, é a fase do fogo, simbolizada 
pelo Espírito Santo. Nesta fase, muitos pensam que 
estão prontos, mas ainda não passaram pelas 
provações, pelas altas temperaturas (Lc 3.16). Só assim, 
suportaremos o que Deus colocará dentro deste vaso. Até 
uma possível queda que as provações provocam, podem
quebrar o vaso feito para a honra.

A alta temperatura do fogo (provações) endurece o 
barro, forjando nosso caráter. Após termos sido moldados 
pelas mãos do oleiro (Deus), mergulhados na Palavra de 
Deus, através da santificação, em Jesus Cristo, nós - os 
vasos de honra - não nos quebraremos facilmente, nem se 
perderá em qualquer ensinamento levado por ventos de 
qualquer doutrina, não se jogará do pináculo e nem tentará 
a Deus - mas estaremos prontos a servir.

Se na caminhada, cansarmos ou nos incomodarmos, é só 
lembrar que tudo coopera para o bem daqueles que amam 
a Deus, e são chamados segundo o propósito dEle.
Que sejamos sempre, vasos para honra, jamais para 
desonra.



Graça e paz, da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Desprezo - I Sm 17.3-51



Davi, ao longo da sua vida, foi desprezado. Teve tudo para desenvolver, o que hoje chamamos de doenças psicossomáticas. 
O profeta Samuel buscou, sob orientação de Deus, o futuro rei de Israel, o eleito na casa de Jessé, pai de Davi. O título de "rei" leva as pessoas a achar que deva ser alguém forte e poderoso, mas assim que Jessé mostrou todos os seus filhos, desprezou Davi, pois nem o citou.
Ao inflamar-se contra Golias, foi desprezado também, pois em nada se parecia com um soldado ou alguém capaz de detê-lo, tinha o aspecto frágil.
Perseguido pela inveja do rei Saul, Davi fugiu para as cavernas. E fugir, quando se pode matar seu oponente, é ser desprezado.
Mical, filha de Saul e esposa de Davi, ao vê-lo dançando agradecido a Deus pelo retorno da arca da aliança, seminu, o desprezou - claro que por ciúmes, mas seus olhos não se abriram para o espiritual.
Nabal, homem mau questionou, desprezou Davi: "Quem é Davi?" - quando Davi cuidou de suas ovelhas e pastos.
Nas cavernas, aliou-se aos filisteus que não confiavam em Davi. Mais uma vez, desprezo.
E ainda seu filho, Absalão, perseguiu e desprezou seu pai Davi, ao querer seu trono. 

O desprezo de uma vida inteira poderia marcar Davi, já que ser desprezado gera em nós feridas e marcas inesquecíveis. Mas Davi ainda hoje é chamado e conhecido por ser o homem segundo o coração de Deus, porque a melhor resposta para vencer quem o despreza, é a manifestação do fruto do Espírito: domínio próprio e equilíbrio, que só o Espírito Santo é capaz de nos dar.
Sejamos cuidados para jamais desprezar alguém, cuja o Pai, é o Senhor.


Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.