quarta-feira, 1 de abril de 2020

O vírus e o antivírus (pte.1) - Hb 12.15

Outro dia, postei: "O planeta está doente porque está com a humanidade baixa". É o ser humano se coisificando. Esquecemos que nosso material de trabalho (pelo menos aos chamados por Deus) é gente... a começar por nós mesmos! Temos que discernir melhor o que as pessoas "não dizem", ouvir além das palavras, porque há misérias que o ser humano não consegue nem verbalizar. Diálogos que vão além das palavras. E muitos não estão preparados para codificar tais mensagens. 

Postei também uma mensagem solicitando doação de alimentos para as famílias que sofrem neste momento devido à pandemia (COVID-19), onde nada tem. Tenho certeza que muitos estão me pichando, porque em meio à crise, "todos" (na visão deles) estão á mercê da sorte de um futuro. Eu compreendo. Principalmente, porque uma ovelha não ensinada, não sabe mesmo para onde olhar. Sim, eu mesmo estou passando por necessidades, nem sei se em Abril/20 voltarei ao trabalho, e assim, receber por isso. Tudo bem, eu entendo. Mas enquanto cristão, meus olhos não permitem que eu veja da minha janela alguém que nada tem, e continuar passivo. As minhas possibilidades, em Cristo, são infinitamente maiores que as possibilidades dessas famílias necessitadas. Se você não olhar com os olhos de Cristo, pensará "como vou doar se não sei nem meu dia de amanhã?". Olhar egoísta. As pessoas pensam fazer missão urbana quando sobra algo, para só então, dar. Mas não aprenderam a doar - que é diferente de dar - porque estão acostumadas a dar blusa velha, dar sopão no inverno, dar tênis surrado e furado, dar dinheiro (quando sobeja), e se sentem felizes em suas selfies nas redes sociais. Doar é dar de si mesmo, enquanto dar, é sempre de algo que está sobrando ou você não usa nem precisa. 

O ser humano está se coisificando, porque está bem distante do original, criado por Deus. E por quê? 
- Pecado, simples assim. 
Mas o que fazer? 
- Jesus Cristo é o único que pode nos unir ao Pai novamente. O seu sangue nos lava das impurezas, e só então, conseguiremos nos apresentar justos, puros, e santos, a Deus novamente.
(leia a continuação)

O vírus e o antivírus (pte.2) - Hb 12.15

Vou comparar o homem a um computador, onde nossa mente é um HD, processa, arquiva e guarda informações para quando quisermos usá-las. Nosso coração é o processador do computador, a vida é como um sistema operacional. Diante disso, precisamos de um antivírus que nos direcione, nos proteja, que é o Espírito Santo. A internet e o mundo que vivemos, é satanás. E o vírus? É o pecado. Esse vírus contaminou o homem criado, perfeito, para ser imperfeito e caído da presença de Deus. Nenhum está livre deste vírus, que nos desumaniza, nos bestializa, e vivemos baseados apenas nos instintos - os animais são assim. A única diferença é o raciocínio, não somos obra do acaso, fomos criados à imagem e semelhança. Este vírus chamado pecado, nos desconstrói do original. Precisamos, neste momento, de um técnico em informática, Jesus Cristo. 

O pecado, enquanto vírus dentro do homem, apaga arquivos importantes e danifica o sistema operacional. Não abre programa algum, não tem memória, e trava, sempre. Assim, não somos mais o mesmo, nem imagem nem semelhança. A função do antivírus é manter a salvo nosso corpo, nossa alma e nosso espírito (nosso computador) e não permitir dano algum.
E por fim, formatar nosso computador é permitir que Jesus limpe o HD e o nosso computador. Lembra de ter ouvido seu computador: "Suas definições de vírus foram atualizadas" - é como ouvir "Vá e não peques mais" (Jo 8.11b). Agora sim, a nossa vida não trava mais! 

O pecado, como um vírus, toma conta ao nos afastar da fé, da Palavra de Deus, da oração e jejum, das promessas que Deus já nos fez, mas principalmente, da comunhão da Igreja - sem saber que estes são os elementos para mantermos intimidade com o Pai, e estar atualizando o antivírus, pois contra o que nos destrói e nos afasta de Deus, o pecado está sempre criando novas formas de invadir nossa rotina.


Em Cristo, que nos leva à presença do Pai, novamente. 

Dias de luta - Ef 6.10-18

Os dias de luta requerem perseverança, ou ter que insistir, porque assim Deus ensinou. Os dias maus viriam, e já estamos vivendo-os. E como vc está vivendo? Com medo, escondido, temendo a morte? Penso que somos ensinados a não recuar, onde as portas do inferno jamais prevaleceram contra a Igreja do Senhor - eu e você!

Nesse texto, Deus nos ensina a sermos fortes NO Senhor. Eu não posso, mas Deus pode. Eu não consigo mas Deus consegue. Eu não sei, mas Deus sabe.
Revestir é vestir de novo, uma outra roupa, para resistirmos, porque nossa luta é espiritual.

Nestes dias de isolamento social, cito 3 partes que devemos cuidar, e outras 3 partes que devemos perseverar:
(v.16) - O escudo da fé. Escudo é para proteger sua vida contra os ataques do inimigo (enxergar e discernir insultos, contrariedades, ser impaciente, ver o invisível e se defender);
(v.17) - O capacete da Salvação. Protege sua mente, contra ruídos, vozes, idéias contrárias, de que está tudo perdido, e daqui há pouco, duvidará até da volta de Jesus. A obra que Deus realiza em nós é para a Salvação;
(v.17,18) - A espada. A única arma de ataque desta armadura espiritual. É a Palavra de Deus (leia! medite!) somada á oração e súplica, no Espírito.

E ainda, persevere na verdade (cinturão/v.14), na justiça (couraça/v.14), calçando (sapatos/v.14), em todo tempo, os pés na motivação para proclamar o Evangelho de Jesus, a verdadeira paz.
Tudo para que tenhamos esperança naquEle que se entregou por nós, na Cruz - Jesus Cristo de Nazaré.

sábado, 28 de março de 2020

Fé ou medo? (pte.1) - Rm 1:7

 Como cristãos, como nos comportamos ante à crise mundial de saúde chamada coronavírus? Essa pandemia permite 2 respostas: com fé ou com medo.
As aglomerações estão proibidas, as empresas fecharam as portas, os empregos foram comprometidos, a economia pode afundar - mas pela fé é que devemos olhar tal tempestade e compreender:
- O que o Senhor quer que eu aprenda?
- O que o Senhor espera de você?
- O que o Senhor quer mudar em você?
Quem pode faz estoque de alimento, de álcool-gel, e fica em casa (e quem não tem?). Aflora assim, a cobiça e o egoísmo, tão natural no ser humano.

O ideal é compreendermos, após meditar nas 3 perguntas acima, que SOMOS FRÁGEIS. Quão fracos somos diante da eternidade? Se houver um vírus mais agressivo podemos ser extintos, simplesmente porque a nossa vida é como um vapor que logo desaparece (Tg 4.14), comparada à eternidade que nos espera. Devemos admitir quão fracos somos (Sl 103.15,16), admitir nossa fragilidade, pois nossa vida não temos qualquer garantia.
Essa pandemia nos fez estar em casa, em isolamento social, apenas com os seus familiares, e só então, somos capazes de admitir: SOMOS IGUAIS. Qualquer um pode ser atingido (hoje sabemos que os idosos são mais vulneráveis), porém o vírus não respeita etnias ou fronteiras. O vírus não é chinês, é humano - somos todos membros da grande família humana criada à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.17) sem resposta.
O PODER que supomos ter foi colocado em xeque-mate com este vírus, pois fantasiamos (pior, acreditamos nisso!) que somos donos do próprio destino, só porque controlamos o aquecimento a gás, a segurança, o dinheiro com apenas um clique, medicamentos e botões - uma ilusão que a bolha do coronavírus ao estourar, revelou que não temos o controle da nossa vida. Poderíamos ter entendido sem essa pandemia. Deus nos colocou no canto do castigo para pensar o que estamos fazendo.

Mais que a cura, não queremos ser contaminados. Não seja EXCLUDENTE, pois como cristãos, devemos ser inclusivos. É muito baixo humilhar, separar alguém de nosso convívio por oferecer possível risco. Jesus nunca deixou de estar perto de leprosos, nem de curá-los (Lv 13.45).

(leia a continuação)

Fé ou medo? (pte.2) - Rm 1.7


Quem carrega o COVID-19 tratamos com desprezo, distância ou misericórdia? Excluir ou isolar é completa ausência de amor. Se Deus é amor, e todo aquele que ama, comprova que é nascido e conhece a Deus (I Jo 4.7,8), jamais podemos isolar alguém por oferecer risco - relacionamentos são intrínsecos ao ser humano. Hoje convivemos com a necessidade do isolamento. Pessoas estão em casa, e a convivência obrigatória com suas famílias, estão levando-os a rever seus relacionamentos com esposas, maridos, pais e filhos. Porque quando não se convive - entro com dinheiro, pago as contas, chego tarde em casa, fico poucas horas á noite, durmo, e no dia seguinte, saio cedo para trabalhar, e está tudo certo - tudo isso era chamado de "família". O isolamento causado pelo coronavírus força as pessoas a não apenas viver, mas a conviver, o que é bem diferente. Conviver, necessita de humanidade. 
É fácil ser dominado pelo medo. Meu modo de ver é que essa crise nos desafia a reagir diferente: Fé - que tudo isso passará? Não, fé naquEle que pode todas as coisas. Deus pode enviar a cura? Sim. Mas é certo que enviará? Não necessariamente. Jesus, nosso bom pastor, a ressurreição e a vida, tem todo controle e todo o poder - só Jesus Cristo pode nos conduzir através desse deserto, dessa tempestade desmedida, e Ele nos chama a crer, confiar, ter fé, e sem medo. É assim que faremos a diferença, clamando ao Pai, intercedendo pelos necessitados, orando pelas autoridades, médicos e enfermeiros, cientistas, infectologistas, os infectados e os que vivem nas áreas de risco, e também pela misericórdia do Senhor! Mas ore pela volta de Jesus, para nos levar ao que tem preparado para nós, sem lágrimas, nem morte nem luto, nem choro ou dor (Ap 21.4). 

Estes dias de isolamento, de preocupação com o COVID-19, está nos ajudando a distinguir o que é importante do que é urgente, o que é significativo do que é sem sentido. 

Jesus nos alertou sobre um vírus muito mais letal que se espalhou e atingiu a humanidade, que só acabará na morte eterna. Vivemos nessa pandemia chamada PECADO. Agora, diante desse avassalador vírus, qual tem sido a sua esperança? A Bíblia conta a história de Jesus, o Cristo, que veio ao mundo quando este estava infectado do vírus PECADO. Ele conviveu com pessoas doentes, não fez separação, respirou o mesmo ar, comeu da mesma comida. Morreu excluído de seu povo, longe de seu Pai numa Cruz - tudo o que fez foi fornecer a este mundo um antídoto para o vírus do PECADO: seu sangue, nos curando e salvando, para que todo aquele que crer tenha a vida eterna, mesmo diante de aflições, porque Jesus é a ressurreição e a vida - mesmo que eu morra, viverei, porque quem vive e crê em Jesus Cristo, não morre, eternamente.
Portanto hoje você tem esta esperança, basta escolher a verdade, o caminho e a vida...


NEle, que é o pão da vida, mas um dia morreu como trigo, pelo amor de nos salvar.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Esperança (pte.1) - I Pe 1



Encorajar aos que creem que, se não enfrentaram situações adversas, ainda as enfrentarão. Porque é ilusão entender o Evangelho de Jesus como um talismã protetor contra o mal-olhado, feitiços e mau agouro. O inimigo da nossa alma anda ao derredor, e isso quer dizer que provações (passaremos) e perseguições (confiar nos livramentos de Deus) estão diante de nós (https://marcioneves67.blogspot.com/2013/05/colheita-provacao-ou-tentacao-amados.html). Provações e perseguições, tanto nos tempos em que Pedro (chamado de Simão e Cefas) escreveu esta carta, 60 anos após a morte de Jesus (séc.I), nos tempos do Imperador Nero, quanto hoje em dia, nos acometem. 

Havia 3 tipos de perseguição socioeconômica aos convertidos: dos judeus, dos romanos, da própria família. Diferente da fama contada, o Império Romano não perseguia e matava pelo fato de serem cristãos, mas por serem vistos como uma seita judaica, e mal compreendida, eram hostilizados, torturados e mortos. É necessário transcender para poder entender: Imagine no Império Romano o significado de um senhor respeitar, tratar bem, frequentar os mesmos lugares, comer a mesma comida, sentar-se à mesa com seu escravo? Não existia essa possibilidade. O paradoxo na cultura romana, entre o poder e conquistas era amar ao próximo, perdoar - impossível. Negar adoração ao Imperador Romano era morte. Como soava ao Império Romano que Jesus era o rei dos reis e voltaria para reinar eternamente? O cristianismo só seria legal (âmbito da lei) se concordassem com as leis do Império Romano, algo que os judeus faziam questão de desmentir.
Como os cristãos não adoravam ao Imperador, nem se alinhavam ao exército romano (algo normal para os padrões masculinos romanos), e como sempre eram acusados (judeus, romanos ou a própria família) de estar envolvidos em perturbações civis, eram perseguidos.

(leia a continuação)

Esperança (pte.2) - I Pe 1

Os judeus, apesar de serem os primeiros líderes da Igreja primitiva, não queriam estar ligados aos cristãos, e mesmo os que se convertiam, não abandonaram sua herança judaica (aliás, nem nós abandonamos nossa pátria para sermos cristãos). O livro de Atos denuncia que feriam, acusavam, agrediam e expulsavam os cristãos. Saulo é um bom exemplo.
A família era outra fonte de perseguição. O cabeça da casa, o chefe de família na lei romana tinha autoridade absoluta sobre seus membros - podendo ser expulsos onde apenas a Igreja os recolheria. Nenhum tribunal acolheria e expediria qualquer sentença contrária.
Tais perseguições (familiares ou socioeconômicas) espalharam o cristianismo (At 8.1-4), como um caminho para propagar o Evangelho de Jesus por todo Império Romano. 

Assim, a Igreja (casa espiritual composta por pedras vivas edificadas sobre a rocha, que é Jesus Cristo) deve gerar, acima de tudo, ESPERANÇA - essa é a tônica da carta de Pedro.
Espalhados, sem comunhão, somos presas fáceis. A fé carregada por quem crê tem valor excedido ao ouro. 
As palavras do apóstolo Pedro encorajam a enfrentar obstáculos que virão, pois ser cristão é ser inimigo das coisas que este mundo tenebroso pratica.
Há muitos cristãos vivendo debaixo de opressão de governos, sendo denunciados pela própria família, e até perseguidos por outras denominações. Quem nunca foi ridicularizado ao emitir opinião contrária ao que praticam? Quem nunca foi mal interpretado por não concordar sobre algum assunto? Amigos já não riram na sua cara por sua opinião? Ao orar sobre a refeição ou fazer o bem, quantos já não foram fustigados? Quem nunca sofreu assédio moral pela fé em Jesus Cristo?
Nenhum de nós está livre da catástrofe, da dor, da enfermidade ou da morte, e estas provações fazem com que busquemos e nos apoiemos com todas as forças na Graça derramada sobre nós por Deus - e a Graça é Jesus!

Portanto, Pedro escreve para exortar todo aquele que crê (não apenas os batizandos, recém-convertidos, novos na fé), pois, se somos perseguidos (é isso que o nosso inimigo faz) por sermos verdadeiramente cristãos, somos bem-aventurados, porque sobre nós repousa o Espírito da Glória de Deus.


Graça e paz! Que possamos manter viva a esperança até o dia da eternidade, com Cristo!