sábado, 6 de novembro de 2021

Seja homem! (pte.1) - I Rs 2.1-3

A degradação moral aponta a mira para a família. Nesta família há um cabeça instituído - o homem. Satanás tem se levantado, sistematicamente (nunca houve um levante como este na história da humanidade), porque ao destruir o homem, estará destruindo a família, a sociedade, e claro, a humanidade. Logo, a família está desprotegida.

São 2 (dois) lados distintos: O homem procura seu lugar na sociedade porque está descaracterizado do original criado, e por outro lado, as mulheres vendo uma brecha, querem provar seu valor desde o Gn 3.15,16, quando foi determinado que sentiriam dores de parto, se submeteriam ao homem (e talvez, por isso sofram, pois não há nada pior para o mundo feminista, tentando provar o tempo todo que estão certas), e pior de tudo, "colocarei inimizade entre ti e a mulher" - um dia falaremos disso. Ao longo dos anos as mulheres sofreram, é verdade. Porém, a sentença é clara e previa o caos deste mundo chamado "hoje". As mulheres dominam em áreas predominantemente masculinas; Cresce o número de mulheres que compram material de construção, furadeiras, parafusadeiras, etc. E o homem se definha pois perdeu suas funções, sua direção, suas questões e está perdido. Nesta lacuna, onde o homem não se levantou para agir, a mulher então se ergueu e fez o que o homem não fez.

Não é o desemprego que faz a mulher deixar de admirar o homem, é sua ausência nos deveres. O homem precisa voltar a fazer o que deve ser feito.

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Seja homem! (pte.2) - I Rs 2.1-3

Meu pai e  avô teriam dificuldade em sobreviver no mundo de hoje. Lembra da profissão alfaiate? Pois é, não existe mais, não se faz necessário. O Homem não cheira mais suor debaixo do braço, não tem mais pêlos no corpo, faz lipoaspiração e sobrancelha, e ainda grita quando vê uma barata. Falo aqui do "lobo-alpha". Aquele que enfrentava, os problemas eram um trampolim para a aprovação, pintura, encanamentos, eletricidade, domava as feras, construía casas, edificava lares, carregava o fardo, pagava as contas, supria necessidades no lar, gerava segurança - infelizmente, este homem se perdeu em si mesmo, e foi engolido pela sociedade. Segundo a psicologia, este "lobo alpha" sempre foi o responsável por disseminar o amor dentro da família, ser o que os filhos e a esposa precisavam. O homem sempre foi o sacerdote¹, o profeta², o provedor³ e o protetor 4. O perfil do "ser homem" no mundo atual, já não se faz necessário. Todos sofrem.

O problema é que a Palavra de Deus não mudou, pois Deus continua a nos dizer: "Sê valente, sê homem", independente se este mundo pós-moderno aceita ou não. O certo continua certo e o errado continua errado, apesar dos dias difíceis.

Foi isso que Davi ensinou Salomão: "Meu filho, Deus prometeu vitória, a mão de Deus está sobre você, mas para receber tudo (riqueza, poder, liderança, profeta, escritor, pai, etc.), ANTES você tem que ser homem. Caso contrário, nada do que receber será sustentado". 

Davi sabia o que estava falando. Sujeito homem, um valente, não corre, enfrenta. Um valente não faz as coisas porque vão dar certo, mas faz porque é o certo a fazer - isso faz toda a diferença. Ao ouvir: "Tem homem aqui?", qual a única resposta que um homem pode dar a tal desafio? "Tem homem aqui, sim! Cai dentro!" - Foi o que Davi também fez ao ouvir as ofensas do gigante Golias ao exército de Israel (I Sm 17). Um valente faz o que precisa fazer, e quando precisa fazer eu chamo de "obediência", e quando não precisar, eu chamo de "adoração".

Davi sabia o que era ser um valente (II Sm 23).

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Seja homem! (pte.3) - I Rs 2.1-3


Desta forma, em seu conselho à Salomão (do hebraico, Shalom = paz) Davi foi enfático: "Sê valente, seja homem" (I Rs 2.2b). 

Até hoje, Salomão foi o homem mais rico e mais sábio que existiu na terra, teve tudo o que quis (700 mulheres e 300 concubinas), assumiu a nação de Israel, mas jamais teria conseguido, se o conselho de seu pai, Davi, não o fizesse perceber que para conquistar e manter o que se conquistou, é necessário primeiro "ser homem" (imagem e semelhança, moral, ética, liderança, personalidade). É isso que Deus quer de nós. 

Afinal, quem iria segui-lo? Quem o respeitaria? Qual legado deixaria? Para que serve a riqueza se ela te afunda e te faz perecer? Para que serve um carro, ou uma casa na praia? Se não for valente e homem de nada adianta, o ladrão virá, te derrubará e levará o que é seu (Mc 3.27).

Temos assim a família, território onde alguém pode ser valente, pode ser homem. Ser bom pai, bom esposo, trabalhador, não chegado a vícios, ter sabedoria e liderança (I Tm 3.1-5) é proceder como "homem", algo raro nos dias atuais. Satanás incita outros segmentos para dizer que a família é responsável por deformar alguém. Mentira, satanás fala do que lhe é próprio. Ainda que a família está balançada, ofendida e apedrejada, a base atingida desta família é o homem, a figura masculina, o pai, o esposo. Por isso a família se desintegra. O mato toma conta e cresce porque ninguém corta. 

Na criação, Deus fez o homem e lhe deu o governo da terra, não à mulher. A família é atacada através da brecha deixada, uma vez que o homem abalado em seus princípios, gera uma família fraca, um governo fraco e uma sociedade fraca. Cristo é o cabeça da Igreja, a conduz, bem como o homem, é o cabeça da família, e também a conduz (Ef 5.23).

Vivemos tempos como de "Juízes", onde não havia uma liderança, ou um rei, onde o homem faz o que lhe parecia bom aos olhos, e o povo se corrompia e se perdia.

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Seja homem! (pte.4) - I Rs 2.1-3

Numa ordem crescente, o indivíduo, as famílias, a sociedade, as Igrejas, as nações, estão perdidas, justamente pela ausência do alicerce instituído por Deus, o "ser homem". Davi deixa claro a Salomão que jamais falte o referencial masculino, o caráter, a liderança, o pai, a figura paterna. 

O homem tem sido omisso em suas atribuições, terceirizando a educação dos filhos (delegadas às mães, professores de judô ou natação), suas funções como marido (veja o "marido de aluguel"), não oram (dizem ser coisa de mulher) nem disciplinam seus filhos (alegam não ter tempo). Quando dispõem de algum tempo, não há qualidade, as esposas e filhos dificilmente recebem um carinho, um abraço, um incentivo, um afeto - ora, se o pai é responsável por gerar amor no lar, como ficam? Por estas razões, o homem já não protege mais, não é mais um provedor, esqueceu como age um sacerdote, e já não traz as boas novas como um profeta.

O marxismo cultural, bem como a ideologia de gênero e também o ecumenismo, nos permeiam. O espírito maligno já está entre nós. Segundo a psicologia, a consequência da ausência da figura paterna pode ser a razão do homossexualismo, bem como uma mulher assediada e molestada ainda quando criança, gera nela nojo e distância desta figura paterna, o que desencadeará o homossexualismo. Muitos tiveram esta figura paterna em casa mas nunca foram aceitos, amados, e até já sofreram violência. Provavelmente, buscarão em outro homem aquilo que perderam, ou seja, a figura paterna. Os que destroem a família não sabe o que estão fazendo. Essas são algumas brechas para a ideologia de gênero, união homoafetiva, pedofilia.

A presença, o amor, continuam a ser a melhor proteção.

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Seja homem! (pte.5) - I Rs 2.1-3

Sim, o feminismo tem sua parcela de responsabilidade, pois fazem com que as mulheres sintam-se culpadas por exercer o papel de mulheres que Deus lhes deu. Não tem nada de inferior, só que a mulher é levada a pensar que tem culpa por ficar em casa, cuidar dos filhos e do marido. As doenças coronárias invadiram o universo feminino nas 2 (duas) últimas décadas, já viu o fluxo sangüineo de uma mulher (menstruação)? A mulher é incitada a querer o lugar do homem na sociedade, mas esquecem que a mulher não foi chamada para isso (Gn 3.15,16) - por isso, sofre. O feminismo incute na cabeça das mulheres pós-modernas que ela tem produzir, ser ela mesma, ter autonomia, ganhar seu dinheiro, seu carro, sua casa, que filho atrapalha, egocêntrica, que marido é um problema. Há uma propaganda de um produto na tv que repete isso: Quanto tempo se dedica ao seu filho? A mulher responde, feliz: "24 horas/dia". Em seguida perguntam: "E quanto tempo deixa para você?", a fisionomia da mulher fica triste, quase chora ao responder: "Não tenho tempo para mim...". Ou seja, estão levando as mulheres q pensar que o importante é ela, não o filho(a), que ele nasceu e te atrapalha. Meu Deus... 

O que está acontecendo com as mulheres contraria as leis de Deus, e talvez seja por isso, sofra tanto, busca tanto o poder (do quê?), o reconhecimento de ser igual ou melhor ao homem, e em contrapartida, sofre, porque não entendeu que a obediência é melhor que o sacrifício - quem inventou isso? Deus? Então vamos matá-lo... É isso que a sociedade tem feito. Quer saber quem é a mulher sábia e a mulher tola? É só olhar o lar dela, sua família.

É na ausência, o contrário de presença, que o mato cresce, que ladrão rouba e a milícia age. Só posso dizer uma coisa: para roubar a minha casa, vai ter que derrubar o valente, viu?!? (Mc 3.27).

Hoje, os homens chegam em casa, nem banho tomam, põem um prato enorme de comida, vão para a sala assistir futebol. Depois quer namorar, filhão?

O mercado de trabalho está repleto de mulheres bilingües, cada vez mais preparadas e assumindo cargos de chefia, fazendo cursos de capacitação e são o maior índice de aprovação nos vestibulares. E o homem? Quer jogar vídeo-game... As mulheres assumiram a liderança devido à incompetência dos homens - não falo porque quero guerra, ou competição, isso seria ridículo, mas quero mostrar o que vem acontecendo.

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Seja homem! (pte.6) - I Rs 2.1-3

Sempre usei o termo "coisificar" em referência aos tempos pós-modernos do homem. Nossa cultura tem desmasculinizado o homem, retirando do homem a voz ativa no casamento, afeminando o homem (faz sobrancelha, calça justa aparecendo o cofrinho, não havendo nada que não possa fazer, retira os pêlos do corpo, faz plástica, é vaidoso ao extremo, cabelereiro, manicure, hidratante, etc). Sabe o que é pior? Ouvir as mulheres dizerem que não tem mais homem por aí. Qual relacionamento resiste?

Estão alterando profundamente o homem que Deus. Não confunda machismo com virilidade, agressor com educado, porque não falamos disso. "Sê valente, seja homem" é ser imagem e semelhança de Deus. O homem não decide mais, não lidera nada, tudo é "fale com sua mãe". Deixará de ser homem aquele que não quiser mais tais responsabilidades.

Sabe quais eram as referências masculinas? Charles Bronson, Clint Eastwood, Arnould Schwsnegger, Sylvester Stalone. E hoje? Justin Bieber? Pablo Vittar? Mc Kevinho? Sou do tempo que homem que era homem não tomava mel, chupava a abelha.

Passou da hora dos homens marcar presença. Seja um sacerdote, aquele que busca. Apresenta o sacrifício, representa a família diante de Deus, ora e intercede pela família, julga as causas, carrega fardos, apresenta necessidades (Jó 1.5), é responsável pela vida espiritual da família, busca graça, misericórdia e perdão. Seja um profeta, aquele que recebe de Deus a direção e comunica à família o caminho certo, e eles confiam porque sabem que você é um homem de Deus. Discípula e direciona seus filhos, encuca a Palavra de Deus para que sua família jamais de desvie dela, faz culto no lar. O primeiro presente que deve dar aos filhos é o Evangelho de Jesus. Seja um provedor, aquele que leva sustento (alimento, educação, saúde e moradia) e absorve a responsabilidade da família. Foi Adão quem ouviu "do suor do teu rosto" (Gn 3.19), para que os homens sustentem o lar (não sou contra a esposa trabalhar, ok?). Para ser respeitado tem que estudar, ter competência. E ainda ser o protetor, estar presente, já que é natural do homem a proteção contra qualquer ameaça, seja física ou espiritual. A força é natural ao homem para que proteja a mulher e filhos, o lado frágil.

Proteja sua família amando sua esposa (Ef 5.22), dando prazer e alegria aos filhos (Ef 6.4). Ensine seu filho a ser homem: trocar um chuveiro, cortar a grama, tirar o lixo para fora, arrumar a fiação, trocar disjuntor, pintar a casa, arrumar uma bicicleta, brincar na chuva. A serpente, sinuosa, veio até Eva... onde estava Adão?

Vamos vencer essa crise, recebemos instrução para isso, não somos do mundo, somos seres espirituais. Sua família é seu 1º ministério. Ore, pois há muitas famílias vítimas do ataque do inimigo.


Deus o abençoe!

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Ofensas - I Pe 4.12-16

O ministério de Jesus foi um tropeço (Mt 11.6) para os religiosos da época (Mc 6.3) tanto aos fariseus, saduceus, escribas, herodianos, essênios e zelotes, quanto aos discípulos (Mc 14.27). O que impedia a compreensão e os ofendia era a sua prórpia religiosidade, pois não aceitavam os ensinamentos de Jesus, até porquê, se os aceitasse, teriam que deixar cair por terra seus próprios ensinamentos, distantes de Deus.

Assim, a própria Cruz de Cristo, a quem não crê pela fé, é uma ofensa (Gl 5.11). Minha peregrinação espiritual teve início justamente na remoção do que me impedia em aceitar o amor de Deus - e até hoje rejeito alguém dizer "aceitei a Cristo", porque na verdade, a Trindade nos amou primeiro, ainda quando estávamos em pecado. É melhor que arranquemos nosso olho, mãos e pés, se eles nos impedem de aceitar a Cruz de Cristo, afinal, é esta aceitação do sacrifício vicário, de uma vez por todas, que nos faz mansos, benignos, obedientes e cristãos. Temos um alvo a seguir.

Jesus gerou reações contrárias no modus vivendi desde a Sua época até os dias atuais (I Pe 2.8), já que ainda recebe contrariedades, dúvidas, perseguições, ofensas, justamente pelas pessoas sentirem-se ofendidas. E é exatamente esta a razão de seguirmos a Jesus Cristo: Ele está na contramão deste mundo tenebroso e diabólico.

Desta forma, o que me sustenta e ampara ao receber as ofensas (que não são poucas) e devolver amor fraterno é o sacrifício pessoal necessário a um cristão, não apenas ensinado mas vivido por Cristo.

Gostaria que você, meu amado(a), lembrasse: Se é perseguido por ser um cristão e coloca seus valores acima dos valores deste mundo, descanse - você é um bem-aventurado! Esta é a prova provada que o Espírito do Senhor está sobre você.


Que o amor de Jesus Cristo nos console...

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Cartas vivas (pte.1) - II Cor 3.2,3

A capacidade de influenciar outros, moral ou espiritualmente, Jesus nos mostra tanto como para sermos sal e luz (Mt 5.13-16) como ser fermento (Mt 13.33), o que demonstro aqui como também o que entendo ser como uma "carta viva". Um papel ao qual alguma carta é escrito, é inanimado. E porque o Evangelho diz "cartas vivas"? Porque empregamos a nossa identidade, caráter, sentimentos, relevância, nossa subordinação ao reino de Deus, e ao Príncipe da Paz, Jesus Cristo. As pessoas nos dias atuais podem ler nossas vidas e perceber a fidelidade a Cristo, e não mais em papiros. E é exatamente aqui que as diferenças entre quem é, quem não é e quem nunca será, ficam latentes.

Para ser "cartas", ainda mais de Cristo neste mundo tenebroso devemos ser testemunhas da Graça do Senhor, já que agora, vivemos nova vida através do arrependimento (Mt 12.41), através de um novo coração produzido pela fé (At 15.9) e nova vida produzida pelo batismo (Rm 6.3) - onde fica claro que não vivo mais eu, mas é Cristo que vive em mim.

E não se preocupe em dar bom testemunho, porque essa nova vida, vivida em Espírito e em verdade, testifica no coração de quem está ao lado, influenciando não por você, mas pelo Espírito Santo que habita em nós. Que o nosso vocabulário, roupas, atitudes, onde frequentamos, transmitam não só quem somos, mas quem representamos - porque há a assinatura do autor. Somos cristãos por causa de Cristo (At 11.26).

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Cartas vivas (pte.2) - II Cor 3.2,3

Como nenhum homem é uma ilha, isolado, qualquer ação, repercute, ecoa. Além da responsabilidade por nossas escolhas, as ações e atitudes decorrentes desta ação gera interesse em quem nos vê ou observa.

Jamais esqueça: Somos observados por Deus (onisciente) e uma grande nuvem de testemunhas (Hb 12.1). Se não houver um bom comportamento, exemplar, a sua comunidade e a sociedade jamais aprovarão. Será que é por isso que as pessoas não querem saber de Cristo? Da Igreja? Do Evangelho? Provavelmente.

Muitos de nós poderiam andar por aí com placas onde leriam: "Não confie em mim, sou hipócrita", ou "Não gosto de oração nem leio a Bíblia", ou "Cuidado: Faço fofoca!", ou "Não sei perdoar", ou "Quem me domina é a luxúria, não o amor". Ou seja, nosso comportamento está sendo lido e percebido por outros - esta é a ideia principal em sermos cartas vivas.

Temos que ser exemplo, que nosso procedimento fale alto às pessoas, para que glorifiquem ao Pai (I Pe 2.12).Todos os cristãos são "cartas vivas", conhecidas e lidas por todos, portanto, o que você quer que as pessoas leiam em você: o glorificar a Deus ou zombar de Cristo? Decida.


Graça e paz!

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Não se permita (pte.1) - Rm 12.2,3

É difícil permanecer inteiro, intacto, sem se deixar influenciar pelo meio e os valores em que vive. Dizem que crianças e adolescentes são mais suscetíveis, mas os adultos não ficam atrás. Talvez não seja pelo celular ou vídeo game da moda, mas é por ser aceito, ser ouvido, ser gostado e respeitado por suas opiniões. Quem não é, sai, foge, procura outra tribo. 

E nessa busca (fuga?) cada um vive do jeito que quiser. Se antigamente, as turmas tinham 10 ou 20 pessoas, hoje, se bastam em 2 ou 3 - pena não estarem reunidos em nome dEle. Quem vive do jeito que quer não aceita intromissões em seu caminho. Quem vive a vida que quer não respeita o outro. Quem vive do jeito que acredita ser a melhor vida para ser vivida, jamais encontrará a Graça - porque a Graça é o próprio Cristo e Ele está sobre o próximo. Enquanto buscar o que é melhor para você, não busca o que é melhor para o outro, e assim, nos afastamos da Graça, que é o próprio Cristo.

É na Graça que há perdão e transformação. Já parou para pensar que, geralmente, só quando adultos olhamos para trás e nos arrependemos do tempo perdido, longe dos irmãos e dos pais, dos atos impensados, dos trabalhos e amigos desperdiçados pelas atitudes mesquinhas, etc? A Graça nos chamou e nos aceitou, mas nós não.

Você só crê porque Deus o amou primeiro e te chamou à mesa para que haja perdão. Eu e você fomos perdoados, então porque não perdoa? 

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Não se permita (pte.2) - Rm 12.2,3

A transformação é justamente jamais aceitar viver como antigamente, no pecado, na injustiça, no egoísmo, e sei lá onde mais vivemos. Deus não tira pecados, Ele derrama Graça - Paulo que nos diga! (II Cor 12.7-9). Portanto, não pense que em sua fraqueza Deus derramará "poder", cuidado quando ouvir isso nas "igrejas", já que é na sua fraqueza que o poder de Deus se aperfeiçoará. Logo, para quê você quer poder? A Graça de Deus te basta.

Os valores que o mundo entrega e quer que carreguemos são infinitamente diferentes dos valores cristãos, dos valores do alto. O que o mundo diz? Que tem que ser rico para ser respeitado? Que deve mentir se necessário? Que puxar tapetes é o resultado do (mau) caráter? Os fins justificam os meios? O interesse vem primeiro que o amor? Será que justamente por isso, vivemos este inferno aqui na terra? Este mundo tem um príncipe e não é o príncipe da paz, que cegou o entendimento daqueles que buscam o que é de César, não o que é de Deus!

É aqui que há a separação dos valores do mundo e dos valores de Deus. Ser perdoado e não ser transformado é como tomar banho e vestir a mesma roupa - só a Graça nos limpa.

Lembre-se que, se não houve transformação, não é Graça. E se não é Graça, também não está perdoado. Se não está perdoado é porque não houve arrependimento. Simples assim.

A lógica deste mundo aponta para as obras da carne, mas nós fomos chamados para mostrar as obras do Espírito, sermos semelhantes a Cristo, e assim, o Pai nos chamou, nos justificou (pelo sangue derramado de Jesus na Cruz), e nos deu a Sua glória, uma procuração para levar Seu nome e o Evangelho encravado em nossas entranhas, a ponto das pessoas lerem este Evangelho de Jesus em nós, como verdadeiras cartas vivas, escritas não com tinta mas pelo Espírito de Deus em nossos corações, que é nossa vida diária (II Cor 3.2,3).


NEle, que nos amou ainda quando éramos pecadores!

sábado, 9 de outubro de 2021

Cansei... (pte.1) - Ef 1.22,23

Não consigo ser passivo ao enxergar a tentativa de converter quem crê em Jesus, em consumidores, onde a própria Igreja tem sido transformada em balcão de serviços religiosos. Conheço uma Igreja que reformou o espaço (hall de entrada) para transformar em lojinha que vende desde camiseta até Bíblia, de viagem a Israel até lugares nos eventos dos ministérios. Isso é pequeno demais, é humano demais. A tentação do lucro fácil justificada pela necessidade de sobrevivência pós-pandemia COVID-19 fez com as Igrejas se apressassem em querer receber os frequentadores de suas Igrejas, para em seguida, oferecer produtos "evangélicos" para desaguar no lucro. Isto, vale lembrar, é um princípio administrativo, onde se não dá lucro, é melhor não existir. É como se eu chegasse ao fim das tentativas de denunciar estas Igrejas - primeiro, porque não estão nem aí para as denúncias; segundo, porque a demanda continua a aumentar. Só podemos conhecer o falso evangelho quando conhecermos o verdadeiro Evangelho de Jesus. Esta religião que estão transformando as Igrejas (muitos já tem se tocado e saído delas) se molda cada vez mais à Babilônia. E assim como eu, ai daqueles que a denunciam.

Começo pelos formadores de opinião do movimento evangélico, sim, aqueles que estão nas mídias, onde a Tv que um dia foi acusada de ser a caixinha do diabo, hoje é veículo de marketing desta Igreja-mercado fruto da lógica de mamon.

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Cansei... (pte.2) - Ef 1.22,23

Um exemplo simples é quando alguém, ao iniciar a sua peregrinação espiritual, crê em tudo após a conversão, pois crê que tudo vem de Deus - por isso ele ora.

Depois, começa a crer que tudo, que vem de Deus, só vem, graças ao líder espiritual que ele tem, por isso, o segue.

Então, esta pessoa começa a acreditar que tudo depende da Igreja que frequenta, por isso, ele quer trabalhar, se oferece a qualquer ministério - pois nunca foi discipulado e não sabe, portanto, qual é o seu chamado.

Em seguida, ele começa a crer em si mesmo, que tudo depende dele, na verdade. Por isso ele tenta ser um líder.

E assim, acredita que só ele teve uma visão que ninguém teve ainda, incomparável e divina, e percebe que ele cresceu (espiritualmente) e crê que em sua mão há poder.

Chega num ponto em que acredita mesmo que ele decide e Deus obedece. E desse ponto em diante, acredita que já é um líder evangélico de responsa, ainda que não ore faz muito tempo, não chora na presença do Pai, não pensa em mais nada que não dê lucro, nem imagina que há necessitados, cativos e pobres, pois só vê o próprio benefício. Presunçosos, esquecem do seu aprisco e olham apenas para a concorrência - quem tem o maior ego!

Assim, o fogo que consome não é mais do Espírito Santo, mas a fogueira das vaidades. Faz questão de estar com o óculos da moda, a roupa "da hora", perfumado, já não visita os crentes necessitados, e suas pregações... bom, as palavra que saem de sua boca são rasas, inócuas, não saem da boca do Espírito nem do altar de Deus.

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Cansei... (pte.3) - Ef 1.22,23

Possui ídolos, e como tal, se transformam naqueles que tem mãos mas não fazem nada, tem pés mas não andam em direção ao necessitado, tem boca mas não falam mais das grandezas de Deus, tem olhos mas só veem o que querem, tem ouvidos mas não ouvem mais o que o Espírito diz às Igrejas (Ap 3.13). Não tem nada a dizer ou acrescentar, mas dominam com seu cetro - pois só sairão do seu cargo depois que morrerem. Não suportam concorrência, ainda mais capacitados que eles são. Não suportam pessoas que são usadas pelo Espírito Santo e fazem a obra do reino de Deus, algo que estes já esqueceram. Dominam pelo espírito da confusão e da escravidão, pois seus comandados são zumbis, e os escolhem, justamente por não ter nada a dizer - só concordam e não oferecem mais risco ao cargo exercido.

E para estes, meus amados, seguir os passos de Jesus é um grande desafio. Vivemos tempos em que o cristão-evangélico diz: "Sou evangélico sim, mas não praticante". Agora, me diga: Como ser um cristão sem praticar o Evangelho de Jesus para a obra do reino? Eu não sei...

É interessante como não gosto que me chamem de "crente". Prefiro ser chamado de "cristão". A diferença é que sigo a Cristo, não apenas creio em Jesus (Tg 2.19). Acreditar não é mérito.

É como dizer que você não faz nenhuma maldade para ninguém. Veja bem, não basta ser ruim, tem é que ser bom! A diferença é grande. Seja "bom" com seu inimigo, com quem tem diferença, ame sem distinção - amar quem te ama é fácil.

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Cansei... (pte.4) - Ef 1.22,23


 A Igreja se tornou redundante em pregar a mensagem da Cruz, como aquele pai que diz para seu filho que roubar é pecado, mas desfalca o caixa da empresa em que trabalha. No momento em que o sal perde o seu sabor, para nada mais presta, senão para ser pisado pelos homens e jogado fora (Mt 5.13).

Prefiro continuar a ser uma Igreja relevante, necessária ao povo onde Deus me chamou e me levantou. Não quero perder a credibilidade oferecendo mensagens de prosperidade, pois como conviver com a religião que busca dias para orações fortes? Orações que torcem o braço de Deus para que faça a minha vontade? Determinar o que Deus deve me dar? Mensagens que falam de prosperidade? Falácias dizendo que só ali, naquele lugar que Deus está e onde você será abençoado? Ensino sobre a virtude como degrau para o sucesso? Autoajuda? Ministérios que aplicam dogmas obtidos e capitaneados no mundo corporativo (empresas) para que sejam despejados no mundo espiritual das Igreja? Músicas que utilizam acordes menores, com sétima e com nona nos momentos em que se pede dinheiro? (quem é músico sabe o que digo). Não consegui mais suportar conviver em ambientes que oprimem pessoas e geram culpa, medo ou ganância, como pretexto de ajudá-las. Um jovem dizer para outros jovens que ali, naquele altar, ele tem que ser santo, mas este mesmo jovem, fora visto tomando cerveja, fumando e saindo de motel com a namorada. 

O que estas Igrejas pensam que estão fazendo? O que estão semeando? Qual será o futuro da Igreja?

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Cansei... (pte.5) - Ef 1.22,23

Onde vai acabar isso? Nunca. Os mortos vão continuar enterrando seus mortos e tudo isso vai virar uma religião. Ou outra religião. Vinho novo em odres velhos? Não dá, perde-se tanto o vinho quanto os odres.

Retenha o que é bom. Sua fidelidade para com o Senhor o manterá vivo e alerta. Tenha apenas um pastor, Jesus, o Cristo - pastor, guia, bispo, apóstolo, mestre.

Jesus nos ensinou a olhar para tudo esse universo e dizer: "Importa-vos nascer de novo" (Jo 3.7), ou seja, nada mais importa. Não podemos cair na armadilha do diabo que quer que pensemos que somos nós é quem cuidamos dos interesses de Deus na terra. É e sempre será Deus. Nós apenas pregamos o Evangelho, o reino de Deus, e rogamos que os homens se reconciliem com o Pai, pois o Pai já se reconciliou com os homens através de Cristo.

Eu prego a Palavra porque, como uma criança, quero ver muitos evangélicos ainda se converterem.


Graça e paz! Desculpem o desabafo...  

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Quem vocês dizem que sou? (pte.1) - Mc 8.29

Afinal, quem é Jesus? 

O verbo continua no presente, nos dias atuais. Todo cristão foi chamado através do Evangelho a entrar numa peregrinação espiritual onde o alvo desta jornada deve ter por finalidade quem Deus é. 

A vida (eterna, inclusive) consiste numa jornada de "auto" e "do alto" conhecimento - porém, só conheceremos a Deus através de 2 (duas possibilidades): fé e experiência.

Como sempre digo, se não transcender (sair do pensamento humano) será impossível conhecer a Deus, até porquê, Deus é Espírito (Jo 4.24a). Experiência com Deus é pessoal, intransferível, por isso digo que não fomos nós que aceitamos a Cristo, mas Deus, por amor, nos trouxe ao Filho. 

A experiência pode vir através das revelações da Palavra de Deus ou comunhão com o Espírito Santo. O que é a eternidade senão caminhar, obedecer, ter entendimento e comunhão com Deus?

(leia a continuação)

Quem vocês dizem que sou? (pte.2) - Mc 8.29

Ao perguntar aos discípulos: "Quem dizem que sou?" (Mc 8.29) Jesus define para nós o fruto de seu ministério e o porvir na vida de quem crê nEle, dada a importância de Jesus no contexto histórico, espiritual, humano e divino.

E qual o Seu propósito? Cristo é a resposta de Deus ao clamor e anseio que emana da humanidade para saber "Quem é Jesus?". Assim, Jesus foi enviado a nós pelo Pai para mostrar, justamente, quem é o Pai, criador de todas as coisas. Eu cresço, e você também, na medida que esta declaração impacta nosso coração a crescer através da revelação de quem Cristo é.

Jesus Cristo é a vida eterna que muda nosso coração. Necessário é ter uma ordem de prioridades em nosso coração, porque qualquer coisa colocada no lugar ou acima do valor de Deus, erramos e cometemos o pecado da idolatria, além de perdermos a estrutura necessária para que a vida funcione coesa e perfeita.

Se quer ser chamado de "cristão" (análogo a Cristo) é preciso amá-lo. Acima das coisas/pessoas que você já ama. Não é fácil, mas só Ele é a resposta do Pai para todos os nossos anseios. Jesus apontava sempre para o reino do Pai, para a glória do Pai. Os nossos "reinos" são religiosos ou políticos demais para serem divinos.

Nada, acredite, é mais precioso, que conhecer a Jesus e ser conhecido por Ele.


Deus os abençoe!

domingo, 26 de setembro de 2021

Liberdade, o vilão (pte.1) - Gl 5.13

No deserto, o povo escolhido, de tanto reclamar e blasfemar contra Moisés (e Deus) estava sendo morto, picado por serpentes. A solução foi que Moisés erguesse um estandarte com uma serpente de ouro, para que todo aquele que fora picado, bastaria olhar para essa haste erguida, para ser curado - análogo a Jesus. 

Para os mais jovens, é o filme lançado pela Marvel (Mulher Maravilha) em que um artefato pode realizar o desejo das pessoas, também análogo a outra história maligna chamada "O gênio da lâmpada mágica", onde ao esfregar essa lâmpada, você libertaria um gênio (satanás) que lhe concederia 3 (três) desejos, e ao serem realizados, ele estaria livre.

Nos 2 (dois) casos anteriores, as pessoas dão vazão a desejos extremamente egoístas - nós somos assim! O que nos liberta de nós mesmos é Jesus, morto na Cruz, onde Seu sangue nos livra dos pecados, e abre caminho para o Deus-Pai. Os desejos realizados em nosso coração egoísta só traria caos e a iminência da destruição do mundo e da raça humana.

Essa liberdade que o príncipe deste mundo proclama e nós supervalorizamos porque compramos essa ideia "Eu sou livre, faço o que eu quero" só mostra o caráter humano que em nada é diferente dos tempos de Noé, e mostra também a vontade diabólica que abraçamos: "Não precisa fazer a minha vontade, basta fazer a sua!" - é a liberdade que tanto buscamos, pois enquanto fazemos a nossa vontade não fazemos a vontade de Deus.

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Liberdade, o vilão (pte.2) - Gl 5.13

A independência que este mundo propõe é contrária à dependência de Deus que compreendemos nas Escrituras. Mas não aprendemos que mais vale obedecer a Deus que aos homens?

Muitos rejeitam a "dependência" de Deus (Sua vontade) porque, supostamente, não vai de encontro à nossa felicidade, não é o que queremos. Mas é exatamente esta liberdade de escolha (o arbítrio) que torna as pessoas infelizes - porque nos afasta da boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Veja bem, em relação a Deus, só temos 2 (dois) caminhos: adorar ou não adorar. Dessa forma, geram apenas 2 (duas) saídas: aqueles que dizem "Seja feita a Tua vontade na minha vida" e aqueles a quem Deus diz: "Seja feita conforme você diz".

No filme da Marvel citado, a humanidade aprende que o preço do excesso da liberdade é alto demais. Moisés e a serpente no deserto (Ex 21.5-9) que apontam para Jesus Cristo na Cruz deixa claro que a Graça de Deus nos sustenta e não a nossa vontade ou o que queremos. Tiago já nos alertou que, apesar de pedirmos, não recebemos, simplesmente porque pedimos mal (Tg 4.3).

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